CONARH 2010
Ago-30-2010
CONARH 2010 – Luiz Edmundo Rosa fala à ABRH TV sobre o “Apagão de Mão-de-Obra”
Clique aqui, e depois em Arquivo, e assista ao vídeo da entrevista concedida pelo Diretor do Comitê de Criação do Comitê de Criação do CONARH 2010
Por Alexandre Peconick (texto) / Fotos: Reprodução da ABRH TV


Luiz Edmundo Rosa e Daniel Orlean, âncora da ABRH TV

   Talvez o Brasil nunca viveu um “apagão de mão- de obra – muito mais do que de talentos - como o de agora. Esta é a opinião de Luiz Edmundo Rosa, Diretor de Educação da ABRH-Nacional e também do Comitê de Criação do CONARH 2010 em entrevista à Daniel Orlean, Diretor da Affero (empresa parceira da ABRH-Nacional para o projeto da ABRH TV – http://www2.abrh.tv.br/), durante o evento que levou mais de cinco mil pessoas ao Transamérica Expo Center entre os últimos dias 17 e 20 de agosto.

   Segundo Luiz Edmundo, no início dos anos 70 quando o Brasil teve um crescimento significativa chegou a haver uma falta de gente qualificada. Mas era algo localizado. Hoje não é apenas um problema de TI, não é uma falta apenas de engenheiros e nem um problema exclusivo de alguns estados do Brasil. Há uma falta de gente em todos os segmentos e funções e em todos os estados do Brasil. E por que ocorre isso?

   De acordo com o educador e gestor, o Brasil vem passando por um período de crescimento muito acelerado e as nossas infraestruturas educacionais estavam muito estagnadas ou com crescimento muito pequeno. Não estavam preparadas para uma evolução, que nem o próprio Brasil esperava. “Sabemos que a China está comprando commodities do Brasil em quantidades enormes e o comércio bilateral entre os dois países está crescendo extraordinariamente. Isso fez com que diversos setores da economia se acelerassem e a nossa Educação (sistema) ficou para trás. As pequenas evoluções que tivemos no ensino fundamental estão ainda muito distantes daquilo que o País precisa hoje”, alerta Luiz Edmundo.

   No ensino médio, por exemplo, ele assegura que evoluímos muito pouco. Em uma avaliação recente mostra que estamos com 3,6 de média, quase apenas um terço do necessário. Em resumo: o jovem que em geral entra em uma universidade não está pronto. E a universidade tem uma absoluta dificuldade de suprir a total ausência de conhecimentos básicos para ele seguir o curso universitário. A pessoa acaba fazendo o curso muito mal ou abandonando antes mesmo da conclusão. Em 2008 o Brasil tinha 190 milhões de habitantes, quantas pessoas estudam no ensino fundamental, 32 milhões de crianças, dessas apenas 8 milhões vão para o ensino médio, já perdemos aí ¾ daqueles que poderiam estar prosseguindo os estudos. Desses 8 milhões que sobram, se formam apenas 2 milhões de jovens a cada ano, apenas ¼ . Conclusão: apenas 14% dos jovens que poderiam estar fazendo uma universidade estão lá. Quando comparamos esses números com outros países mais próximos como Argentina (com 35%) e México (com 32%), vemos o quanto estamos defasados.

   Além disso, a UNESCO fez um estudo que mostra que destes 14% que foram para a universidade, 40% deles não vão terminar. Temos que olhar como está crescendo o ensino superior. Há duas demandas, na verdade, no apagão de talentos: uma é a dos programas técnicos, há muito pouca gente fazendo ensino técnico no Brasil, para formar, por exemplo, um bom eletricista com uma profissão pronta. O ensino superior apresenta uma curva decrescente, atualmente estamos crescendo apenas a 1% ao ano. Isso significa que se o País cresce 7% ao ano e as empresas crescem o dobro do que isso, ou seja 14%, há empresas de construção pesada crescendo até 25%, 30%, 40% ao ano. Como é possível sustentar esse crescimento sem reposição de pessoas qualificadas, até considerando que há pessoas que se aposentam no mercado?! Este é um quadro muito grave, como acredita Luiz Edmundo.

   Para dar uma idéia da dimensão do problema o Diretor do Comitê de Criação do CONARH citou o exemplo do curso de Engenharia hoje no Brasil. Segundo ele, a grande maioria dos currículos não dá o devido peso às disciplinas comportamentais. Se um jovem sai de uma universidade e vai dirigir uma construção, ele obrigatoriamente deve lidar com gente.

   “Ouvi um relato de uma construtora que contratou um engenheiro egresso de uma das maiores e melhores universidades brasileiras e o enviou a uma obra na Amazônia, mas teve que remover esse profissional de lá porque ele entrou em absoluto colapso nervoso; porque quando jovem ele ficou grande parte do seu tempo ligado na telinha, nas redes sociais e se esqueceu que a vida acontece lá fora, na relação real entre seres humanos”, conta Luiz Edmundo. E qual deveria ter sido a atitude ideal? De acordo com o profissional de RH, o jovem engenheiro não se preocupou quando era adolescente em realizar um trabalho voluntário ou em participar de uma competição esportiva onde ele se relaciona com as equipes e aprende a se comportar. E ele saiu da universidade com uma página em branco em seu aspecto comportamental. “A vida não é assim, a vida é relacionamento; mesmo sendo engenheiro ou médico, o relacionamento vem primeiro, ou seja, não estamos preparando pessoas para o futuro; em verdade não estamos sequer preparando pessoas para o presente”, dispara Luiz Edmundo.

RH precisa intensificam contatos com a Educação

   O panorama atual comprova que a universidade não tem a velocidade de evolução do mercado. Luiz Edmundo disse ainda na entrevista que as empresas precisam considerar que Educação deve ser o seu tema central para alcançar o sucesso do negócio. “Não podemos mais imaginar que uma empresa trabalhe separada de uma universidade porque nos atuais modelos de sucesso das organizações sempre empresa e universidade caminham juntas. O maior exemplo talvez seja o do MIT, mas há o caso da Nokia, por exemplo. O MIT recebe hoje bilhões de dólares em doações e em investimentos de empresas que vão fazer suas pesquisas e estimular a Educação”, cita ele.

   E uma forma eficaz de estimular o futuro de seu negócio seria, segundo sugere Luiz Edmundo, o de a empresa adotar uma escola. Não quer dizer que simplesmente colocar dinheiro na escola, mas influenciar a melhoria do ensino desse ambiente. “As empresas são centros muito avançados de conhecimento, elas têm acesso às informações mais privilegiadas, então se você é um empresário em uma pequena, média ou grande empresa não importa: faça a sua parte; pouco importa o tamanho do pote”, afirmou.

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