O domínio sobre as emoções sempre foi algo almejado pelo ser humano
Já existem mecanismos que ajudam pessoas a utilizar a direcionar o melhor do potencial de suas emoções para obter alta performance no trabalho e na vida pessoal. Graduada há oito anos em Neurolinguística pelo INAP (Instituto de Neurolinguística Aplicada), Izabel Monteverde criou o programa Personal Emotions (PE) com os mais variados e positivos resultados já obtidos com profissionais de meios que variam de CEOs de empresas a jogadores de futebol. O sucesso da aplicação deste programa ensejou a criação de sua empresa a Neuromundo (ver em www.neuromundo.com.br).
Segundo Izabel o ser humano naturalmente apresenta “travas”, bloqueios, ou seja, tem comportamentos repetitivos equivocados, diálogos internos que o cansam extremamente e deixam sua cabeça a ponto de explodir. Apenas este aspecto já explica o porquê da demanda de um material com acompanhamento personalizado para que esta pessoa tome posse, se aproprie dos seus recursos cerebrais a fim de usá-los de forma sadia e produtiva.
Isso quer dizer que por meio do PE a pessoas conhece quais são os seus recursos, como vai utilizar e como vai criar um hábito emocional por meio do cérebro para fazer isso. A proposta é “construir emoções saudáveis”.
Izabel Monteverde utiliza muito as bem humoradas ilustrações de Renato Martins, patenteadas pela Neuromundo. A ilustração ajuda a pessoa a visualizar como notícias ruins podem contaminar o corpo com “química ruim” que o cérebro joga ao coração e este a dispara ao restante do corpo
“Você fabrica o tempo inteiro emoções que nem sabe que está fabricando e essas emoções liberam no seu sangue vários componentes químicos que podem ser bons ou maus. Só que se você não sabe como esta fabricação acontece, você fica à mercê de estar fabricando uma emoção ruim e ao mesmo tempo fica consciente de que precisa reverter esse processo para fabricar uma emoção boa”, explica Izabel.
O Personal Emotions te explica como você fabrica isso. A saúde do seu sangue, dos seus órgãos, ossos e músculos depende diretamente desta fabricação. Essa fabricação ocorre pela atividade cognitiva. O programa ensina as pessoas como o processo dessa fabricação ocorre no cérebro e como podemos gerar, mudar, coordenar esse processo.
“Trabalhamos muito com coaches, head hunters e CEOs que precisam de um acompanhamento direcionado aquele executivo. Lido com executivos que precisam liderar muitas pessoas. Focamos a preparação desse indivíduo para que ele esteja bem de saúde, utilize bem o Personal Emotions e ainda compartilhe bem com seus colaboradores”, revela Izabel. Até pelo seu perfil versátil, o Personal Emotions não é só para executivos, uso este programa com donas de casa, jogadores de futebol (muitos), músicos, artistas,entre outras pessoas. Como e o quanto lidamos com nossas emoções irão determinar o resultado que se obterá com nossas atividades.
“Desde que criamos o Personal Emotions há oito anos conseguimos manipular esse processo de fabricação de emoções para um ganho potencial incrível”, informa Izabel que utilizou este recursos com o time de futebol profissional do Botafogo, Campeão Estadual de 2006 após jejum de nove anos sem títulos.
Criando o próprio juízo
Vamos começar a entender um pouco da estrutura deste programa. O raciocínio é a nossa forma de criar juízos, de criar os nossos próprios juízos sobre as coisas; o brasileiro não tem a cultura de formar seus próprios juízos. Quem diz o que “devemos fazer”, desafortunadamente, são as influências externas. Nós não fomos estimulados a criar juízos, então essa parte do cérebro fica atrofiada. Devemos questionar tudo, mesmo as coisas que nos dizem óbvias. “Nesse sentido o Personal Emotions é um motivador constante, nossa proposta é a autonomia emocional”, enfatiza Izabel.
Izabel Monteverde – três meses na Europa pesquisando a mais nova descoberta da Neurociência: “o cérebro Moral”
O programa tem um bloco de dez aulas com uma estrutura basal. A freqüência das aulas e intensidade depende de um diagnóstico da necessidade de cada pessoa ou empresa.
Aqui está o roteiro, o passo a passo das dez aulas:
1. Avaliação dos padrões emocionais
2. O cérebro
3. Como crio minhas emoções?
4. Iniciação de novos referenciais bioquímicos de autoconfiança, segurança e auto imagem.
5. Treinamento emocional com Exercise Emotions
6. Criando um conjunto de hábitos emocionais saudáveis
7. Cérebro social
8. Auto-gestão
9. Map life
10. Avaliação de resultados
Essencialmente o Personal Emotions se faz com prática, aprendemos fazendo e o feedback é imediato. “Experenciamos”!, como diz Izabel. “Como o cérebro não sabe a diferença se esta vivendo ou está lembrando coloco a pessoa em uma situação de vivenciar aquela cena de novo. Acordo a pessoa e pergunto se ela sentiu a cena. Há pessoas que até choram. Na verdade, essas pessoas começam a aprender fisicamente tudo o que o cérebro pode fazer por elas”, explica.
Após as dez sessões faz-se uma mensuração do que a pessoa já está usando do programa. Há o material didático, uma apostila e um tapetinho no qual cada participante faz exercícios físicos. “Damos ainda as âncoras, exercícios para a pessoa fazer em casa”, informa a criadora do PE.
O custo de uma aplicação do Personal Emotions depende muito do diagnóstico feito em relação ás necessidades da pessoa ou da empresa, mas varia entre R$ 3mil e R$ 15 mil, podendo ser parcelado em três vezes quanto ao pagamento.
A questão social das emoções
Uma tendência forte que vem crescendo em relação ao controle das emoções pelo cérebro é a do chamado pilar social. Izabel Monteverde, que é Membro da Sociedade Brasileira de Neurociência, está indo a fundo nesta questão. Recentemente ela esteve durante três meses na Europa e na Universidade de Barcelona estudando esta tendência e trouxe ganhos muito significativos ao seu trabalho. Há dois professores espanhóis trabalhando com afinco nesta descoberta da Neurociência: “o cérebro moral”.
“Já tenho muitos marcadores para mensurar o trabalho do Personal Emotions trazendo referenciais mais precisos. Meu objetivo em ir para lá foi o de buscar a complementação desse pilar social, da determinância, da importância dessa questão sócio-moral na construção de capacidade, liberação de recursos cerebrais. De como precisamos desconstruir barreiras sócio-morais para depois podermos usar de verdade os recursos do cérebro”, informa Izabel Monteverde.
Diálogo interno... falando sozinho
Alguma vez você já se pegou conversando consigo mesmo? Fazendo inúmeras perguntas e depois as respondendo? Chamamos isso de diálogo interno e nossas emoções nascem daí, ou seja, essas conversas têm um poder enorme de decidir quais emoções criamos? A resposta é sim!
Uma das descobertas mais fantásticas da Neurociência atualmente é a descoberta de como acontece a imaginação dentro do cérebro. O cérebro não sabe a diferença se está só imaginando uma suposição ou se está vivendo algo de forma literal, ele vive tudo com a mesma intensidade como se tudo fosse verdade, isso inclui fabricar emoções e comportamentos para aquela imaginação.
Vamos dar um exemplo: Quantas vezes você não ficou no seu trabalho preocupado com todas as aquelas dívidas, contas e mais contas chegando e o medo a aflição apertando seu peito e você pensando como vou fazer para pagar tudo isso? Perceba neste caso que pensamento e emoções já apareceram; após isso vem o comportamento apático, paralisado, tenso; que só agrava mais ainda a situação!
Em um minuto iluminado de auto-gestão você para e decide vou fazer horas extras e mais um trabalho para o meu colega o que já dá para pagar uma parte das dívidas o restante você parcela e continua nas horas extras. Percebe como a auto-gestão faz você em um passe de mágica fazer três coisas importantíssimas: PERCEBER, CONVERTER E AGIR.
O primeiro passo é ter consciência de que essas conversas estão acontecendo. Muitas vezes nesses "papos internos" deixamos nossa imaginação fluir até demais imaginando coisas que nunca vão acontecer externamente, mas que dentro de seu cérebro estão acontecendo a todo vapor. A única maneira é colocar a fórmula da Auto-Gestão em ação: "PERCEBER, CONVERTER E AGIR". Esta é a grande dica!
Lembre-se: seu cérebro cumpre ordens suas, executa externamente as coisas que você pensa. Levante a cabeça e se aproprie do órgão mais fantástico do corpo humano, só que ele precisa ser gerido por você!

EXERCÍCIO
1º passo - PERCEBER - preste atenção em seus pensamentos e nas suas conversas internas, se esse diálogo é saudável ou ruim. Se aproprie do que chamamos de Auto-Gestão - meu cérebro não está funcionando de uma maneira que me faça bem e eu tenho que pegar o volante e geri-lo na direção que eu quero.
2º passo – CONVERTER - você já sabe que seu cérebro não sabe a diferença se está imaginando ou vivendo de forma literal. A partir daí comece nesse instante a imaginar como você gostaria de estar se sentindo nesse momento, vá buscar na sua memória momentos que você se sentiu incrivelmente bem (passado) ou imagine o que gostaria de vivenciar no futuro, ouça o que você ouviu, veja o que viu, sinta o cheiro que sentiu, use todos os sentidos para evocar a cena novamente, seu cérebro irá executar prontamente.
3º passo – AGIR - Andar, falar, respirar, como se estivesse vivendo aquilo vividamente. Faça o teste e veja como seu cérebro obedece direitinho...
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