Auto-Motivação
Abr-13–2009

Auto-motivação é uma das soluções iminentes para Absenteísmo
Índice de falta ao trabalho aumenta quando ambiente não é bom ou quando o colaborador não está no lugar certo

Por Alexandre Peconick (texto) / Foto: Site Sxc.hu


Pessoas desmotivadas tendem a instintivamente criar mais motivos para estarem faltando ao trabalho

    Cerca de 80% dos colaboradores de empresas e organizações no Brasil não faz exatamente aquilo o que gosta ou não tem um ambiente de trabalho dos mais propícios. Desses, quase a totalidade tende a faltar ao trabalho dado o mínimo sinal de necessidade pessoal. A conclusão foi colocada recentemente pelo consultor e mestre em Liderança, Maurício Werner em uma palestra do projeto RH Debates. Mas este ponto revela outro ponto estarrecedor: quem alega desmotivação para faltar ao trabalho não conhece o real significado e sentido da palavra motivação. Motivação, de acordo com modernos gestores, não deve vir de fora, mas de dentro da pessoa.

    Há um certo tempo temos escutado reclamações de amigos empresários sobre alguns de seus colaboradores. Muitos deles alegam que essas pessoas se ausentam constantemente do trabalho no horário de expediente. Para justificar essas saídas, alegam desmotivação, além de afirmarem que esse sentimento sobre o trabalho acaba afetando também sua vida pessoal. Mas o que isso significa? Existe uma maneira desses funcionários se automotivarem?

    A desmotivação pode até ser uma razão para o absenteísmo, mas não é desculpa. Enquanto as pessoas dependerem que algo mude no trabalho para se sentirem motivadas, continuarão vivendo a mesma situação! Porque a motivação provocada por fatores externos é fogo que apaga logo, não dura muito tempo. A única forma de motivação que se sustenta é a que se origina do nosso interior, da paixão por um objetivo de vida, da vontade de superar desafios, da gratidão ao Universo pelo ganhã-pão de cada dia. Por isso, a pessoa que se sente desmotivada no emprego tem duas saídas: mudar de trabalho para fazer aquilo que a apaixona ou criar formas de se automotivar e continuar fazendo o mesmo trabalho.

    Algumas pessoas podem achar que mudar de trabalho é uma atitude radical, concordo. “Mudar para o quê, para onde? E se não der certo?” “O mercado está difícil, está em crise, tenho que sustentar mulher e filho”. Tudo isso é frequentemente ouvido nesses casos. Mas esse tipo de dúvida só ocorre para quem ainda não reconheceu seu propósito de vida – ou seja, aquilo que veio fazer neste mundo. Propósito é algo que todo ser humano sobre a face da Terra possui, sem exceção, e duas coisas que ajudam a identificá-lo são o autoquestionamento e o autoconhecimento. Autoquestionar-se é perguntar-se coisas como “se eu não tivesse que me preocupar em pagar as contas, com o que gostaria de trabalhar?” ou “qual é minha meta?”. Já o autoconhecimento significa, entre outras coisas, identificar seus talentos, as habilidades individuais que possuímos para fazer determinada coisa de uma maneira que é só nossa.

    Para quem escolher a segunda saída, que é automotivar-se para continuar fazendo o mesmo trabalho, um bom começo é reconhecer a relevância daquilo que faz. Todo trabalho, por mais aborrecido que pareça, tem importância, tem valor, faz diferença para a vida de alguém – a começar pela pessoa que que realiza o trabalho! Consultores de carreira sugerem também que o funcionário crie desafios para si mesmo, como melhorar a produtividade, a rapidez ou a qualidade com que exerce suas funções, propor novos projetos e buscar novas tarefas. Essas são atitudes que podemos ter por nós mesmos, em benefício de nossa auto-estima, sem esperar recompensas ou reconhecimentos imediatos.

    Nada muda se a gente não mudar. Colocar-se como vítima da falta de motivação não leva a nada; é preciso que a gente assuma a responsabilidade por nossa vida e tome as iniciativas necessárias para mudá-la, torná-la mais desafiadora, interessante e prazerosa. Isso é automotivar-se!!!

    Além disso tudo, pessoas com alta capacidade de motivar-se dificilmente ficam doentes, pois se sabe que boa parte dos males físicos têm origem psíquica, ou seja, vem da mente, do chamado “estado de espírito”. Médicos do trabalho, em geral costumam investigar a origem de afastamentos por doença. Boa parte deles começou com estresse, com insatisfação em relação ao tipo ou desarmonia com o trabalho realizado, segundo dados da Associação Brasileira da Qualidade de Vida.

    No Brasil, as despesas aumentaram 31,8% com a concessão do auxílio-doença. Em 2000, o auxílio-doença representava 3,2% dos gastos da previdência social; em 2004, esta despesa subiu para 7,5%. A Organização Pan-americana de Saúde acredita que mais de 70% das empresas não apresentam condições ergonomicamente (disposição física do espaço de trabalho) favoráveis para a realização das tarefas solicitadas a seus empregados.

    Por outro lado, o índice de absenteísmo por doença vem decrescendo nos últimos 20 anos, enquanto o índice de absenteísmo por doenças psíquicas vem aumentando. Isto se deve às mudanças que vem ocorrendo em função da globalização, entre as quais se incluem a terceirização, a reengenharia, o downsizing, maior produtividade, aumento do estresse e medo do desemprego, medo da crise.

     A desmotivação, queiramos ou não, “empurra” as pessoas cada vez mais para diminuir sua carga horária e para faltar se algum motivo pessoal surgir. Um trabalho desestimulante, por mais que pague um salário, deixa de ser prioridade número um em função de uma dorzinha de dente, de uma enxaqueca, de uma febrezinha, ou de uma necessidade em acompanhar minha esposa em uma “importante consulta médica”. Ou seja, passamos e relegar o trabalho ao segundo plano em função de ações que não são “vida ou morte”, que não são realmente fatos extraordinariamente urgentes.

        Mas o que é ABSENTEÍSMO
    Matematicamente é o grau de ausência no trabalho de mão-de-obra empregada. É obtido através da fórmula: nº de faltas dividido pelo número de empregados multiplicado por 100 e dividido pelo nº de dias úteis de trabalho disponíveis.

        Consequências
    O absenteísmo provoca problemas sérios às empresas como, por exemplo, desorganização das atividades; queda na qualidade dos serviços prestados; limitação de desempenho e até mesmo obstáculos para os gestores.

        Prevenção
    Existem alternativas que podem ser aplicadas por qualquer organização, independentemente do segmento ou tamanho. Dentre essas se destacam: integração; transparência e mapeamentos sistemáticos; estimular a educação em todos os níveis, ou seja, do colaborador ao CEO - desde o dia em que se dá da admissão até o desligamento.

        Conheça também o...(isso mesmo!) Presenteísmo
    Já o presenteísmo significa estar sempre presente ao trabalho, porém doente. Estas vítimas não faltam, mas apresentam sintomas como dores (de cabeça, nas costas), irritação, alergias, etc. Com isto, há queda da produtividade e prejuízos para a empresa.

    Um estudo realizado pelo Institute for Health and Productivity Studies, dos Estados Unidos, mostrou que as empresas americanas chegam a perder 150 bilhões de dólares/ano devido à presença de funcionários doentes apresentando falta de rendimento nas suas atividades. No Brasil, estima-se que esta cifra pode chegar a 3% do Produto Interno Bruto, ou seja, 42 bilhões de reais/ano.

    Entre os sintomas mais comuns do presenteísmo estão: dores musculares, cansaço, ansiedade, angústia, irritação, depressão, insônia e distúrbios gástricos. Entretanto, o grande gerador do presenteísmo é o estresse. De acordo com o International Stress Management Association, os oito países mais estressados do mundo, em ordem decrescente, são: Japão (70%), Brasil (30%), China (24%), Estados Unidos (20%), Israel (18%), Alemanha (16%), França (14%) e Hong Kong (12%). No Brasil, segundo o mesmo instituto, três em cada dez brasileiros apresentam problemas de saúde devido ao estresse no trabalho.

    Estes números tem gerado nas empresas uma nova visão, sendo que algumas delas já apresentam projetos direcionados para a manutenção da saúde de seus funcionários. Isto inclui: reeducação postural global (RPG), massagens, drenagem linfática, ioga, meditação, ginástica laboral, alimentação balanceada, check ups periódicos, palestras motivacionais, etc. Porém, menos de 5% das empresas oferecem estes tipos de programas.

    De uma forma resumida, o importante é não ficar doente, principalmente se o empregado é do tipo motivado e que “veste a camisa” da empresa. Se a mesma não apresenta nenhum programa visando uma melhoria da qualidade de vida de seus empregados, cabe exclusivamente a eles buscar atividades que diminuam o estresse, tanto pessoal como no ambiente de trabalho.

     Mudança de emprego, melhoria do clima interno da empresa, mudança de função, atividades físicas, férias, desenvolvimento de um hobby e trabalho voluntário são algumas sugestões para se viver menos doente e mais feliz.

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