FOFOCA
Mar-02-2009
FOFOCA – Como usá-la em benefício da empresa
Já que a fofoca é inevitável torna-se interessante descobrir como transformá-la em geradora de bom ambiente
Por Alexandre Peconick / Fotos: Site Sxc.hu



Ao falar muito pessoas costumam aumentar ou mesmo distorcer a realidade de um fato


      Quem nunca deu ouvidos a uma fofoca – nas empresas, em geral, conhecida como rádio-peão – que atire a primeira pedra. O fato é que nem toda fofoca deve ser avaliada como negativa ou perturbadora do ambiente. Consultores de RH ouvidos pelo SITE DO GRUPO LET asseguram que fofocar é praticamente um hábito de qualquer ambiente organizacional por mais transparente que seja o processo de gestão.

      Sabendo que ela existe, o executivo deve conhecer quem são os formadores de opinião, quais as "pautas" (assuntos) mais abordadas e como ele deve utilizar a “ferramenta” a seu favor, como sua aliada. A rádio-peão é um canal não-oficial e oficioso. A empresa que consegue se equilibrar na comunicação não terá a rádio-peão como uma dor de cabeça. Será apenas uma manifestação natural e que jamais será extinta, pois é um processo humano se comunicar, interagir, comentar, concordar ou discordar de ações, palavras e atitudes.

      Mas como os funcionários podem de fato usar a fofoca sem que dela “levem uma rasteira”? Profissionais de RH acreditam que o funcionário precisa estar atento às notícias veiculadas pelos corredores e bastidores da empresa. Muitas vezes ele precisa checar se a informação divulgada é verdadeira ou não ou seja, agir como se fosse um jornalista. “Nenhum jornalista divulga informação não checada, assim deve ser também com o colaborador de empresa”, diz Alexandre Peconick, Assessor de Comunicação do Grupo LET.
O rumor atende ao que chamamos a uma condição natural do ser humano de querer saber o que está acontecendo e procurar meios para sua segurança. Não é incomum o fato de observarmos pessoas com crises profundas, estresse e sintomas péssimos de saúde por ouvirem notícias que não eram verdadeiras. Em contrapartida, a solução para combater a fofoca parece simples: ser mais rápido do que ela, com uma comunicação interna eficiente e que tenha foco no trabalho.

      Na prática, porém, muitas vezes a fofoca é mais rápida do que um “comunicado oficial” no caso de contratação ou demissão de colaboradores de uma organização. Se a notícia “vaza”, há uma explicação: muitas pessoas estão envolvidas no processo. Se poucas pessoas estiverem envolvidas e a comunicação for imediata, clara, sem segredos e meias-palavras a fofoca será então um mero termômetro que não indicará febre alguma.

      Concepções modernas de gestão já entendem que Comunicação Interna não deve ser mais uma sub-área do RH, mas sim uma ferramenta internalizada em todos os colaboradores da empresa. Afinal, Comunicação Interna exige compromisso, comprometimento – responsabilidade de todos. Até porque hoje, no mundo dos negócios, a palavra parceria é fundamental, não apenas parceria com aliados externos, mas sobretudo com aqueles que internamente devem “vestir a camisa”.

Você vai ficar “bem falado” – Já que não dá para evitar, leia como fazer as “conversinhas de corredor” trabalharem a seu favor dentro e fora da empresa

      Há apenas uma coisa no mundo pior do que falarem mal de você: é não falarem sobre você. O autor dessa frase é o escritor irlandês Oscar Wilde, famoso por sua língua afiada. E ele estava certo. Se isso vale quando você está fora do trabalho, por que não valeria entre as quatro paredes da empresa?

      A fofoca é uma realidade corporativa e existe desde que o mundo do trabalho é o mundo do trabalho. Estudos de longo prazo feitos em diversos países comprovam que as pessoas dedicam de um quinto a dois terços de sua conversa diária à fofoca. Outro estudo feito nos Estados Unidos revelou que um funcionário típico passa cerca de dois meses por ano inteiros “dando com a língua nos dentes”.

      Os papos informais na empresa são uma ótima desculpa para descobrir sobre o temperamento do novo líder, entender quem é quem na diretoria, saber de novas vagas no mercado ou divulgar suas últimas realizações - tudo assim, como quem não quer nada. Enfim, fofocar no mundo corporativo não tem a ver, necessariamente, com maledicência. Ao contrário, jogar conversa fora pode ser muito útil para a sua carreira. "Ficar ligado nas informações extra-oficiais é o que eu chamo de inteligência competitiva. Ajuda a entender os movimentos oficiais da empresa, a conhecer melhor as pessoas e a se adaptar à cultura de um lugar", diz um dos consultores de RH ouvidos por nossa reportagem.

      "Não usaria o termo fofoca, mas é importante ter fontes no mercado e na empresa. Todo profissional bem-sucedido tem insights (ganchos interessantes) que o mantém informado", diz um headhunter. Ele mesmo é um grande usuário do disse-me-disse executivo. "Se alguém me diz que um profissional está saindo de uma empresa, deixo passar. Mas se duas ou três pessoas me dão a mesma informação, começo a acreditar", conclui o headhunter. Inserir-se na rede informal de comunicação que se estabelece dentro de qualquer empresa não significa passar o dia de papo no corredor, mas fazer os contatos certos, ter acesso a dados importantes para o planejamento de sua carreira e à compreensão do comportamento alheio.

      É lugar-comum no dicionário de um fofoqueiro a máxima de sempre estar de bem com as secretárias. Diz-se que elas são tão rápidas com as notícias que chegam antes do rádio e do entregador de jornal. Secretárias podem ter informações valiosas. Em uma dessas, você consegue uma brecha na agenda de alguém e entende melhor o estilo de trabalho do novo gestor daquela área.

      "Quando você fala de alguém, acaba se comparando a essa pessoa e fazendo uma espécie de auto-análise", diz Emrys Westacott, professor adjunto de filosofia da Alfred University, que fica no Estado de Nova Iorque , nos Estados Unidos em entrevista a um site de RH local. Ou seja, a fofoca facilita o relacionamento entre as pessoas, melhora a coesão do grupo, reforça seus valores e ajuda a resolver alguns conflitos.

ENTRE NESSA REDE

      Se uma informação relevante chega até seus ouvidos é um sinal claro de que “você é da turma”. Partilhar um dado de valor com alguém é uma prova de confiança e é também um sinal de poder da pessoa que passou a informação adiante. No ambiente corporativo, as conversas paralelas ajudam as pessoas a entender as regras implícitas da empresa e a entender por que estão trabalhando juntas. Nesse caso, a fofoca faz circular informações que geralmente não constam no manual de conduta da empresa, mas servem para que você se sinta incorporado à cultura local.

      Para usar um exemplo clássico: se você fica sabendo que, entre outros motivos, aquele gerente foi demitido por ter um temperamento difícil, descobre, por tabela, que tipo de comportamento não é bem-visto -- e falado -- na empresa em que trabalha. Por outro lado, se avisam a você, em primeira mão, que um determinado departamento vai abrir vagas para um projeto internacional, você tem tempo de melhorar o inglês e se preparar para concorrer à vaga. Então, fique de ouvidos bem abertos porque muita informação de valor circula pelos corredores da empresa. E, muitas vezes, elas estão nas entrelinhas.

      Para que essas dicas cheguem ao seu ouvido, não dá para ser sovina. A relação é direta: para obter informações, é necessário dar outras em troca. Você pode puxar o assunto intencionalmente. Não há mal nenhum nisso. O segredo é não ser interesseiro. E, acima de tudo, fuja da boataria cujo objetivo é prejudicar alguém -- ou a própria empresa --, de discussões sobre vida pessoal de quem quer que seja, de troca de segredos empresariais.

CONVERSAS DE CORREDOR

      Há consultores de RH que defendem o fato de que sinergia, times, trabalhos por projeto, redução de níveis hierárquicos -- tudo isso contribuiu para que as pessoas falassem mais umas com as outras. Acreditam ainda que , a fofoca corporativa é a fonte genuína de informação da empresa. O líder que não se dá conta disso corre sério risco de ficar mal falado. Hoje, cerca de 70% do trabalho de um líder envolve a mobilização de pessoas. E ouvir o que elas dizem faz parte disso. Alguns líderes até capitalizam em cima disso e promovem encontros "oficiais" para a fofocagem, em que há espaço total para a conversa fiada.

      Em empresas como o laboratório farmacêutico Bristol-Myers Squibb, que estava na edição 2005 do Guia EXAME-VOCÊ S/A As Melhores Empresas para Você Trabalhar, as conversas de corredor são acompanhadas de perto - principalmente se a maledicência correr solta.

NÃO MORRA PELA BOCA

      Existe ética até mesmo na hora de fofocar. Veja como estabelecer uma relação de confiança com os outros e evitar que seus comentários se voltem contra você:

Ouça mais - Sabe por que temos duas orelhas e uma boca? Para ouvir mais e falar menos.

Abra o olho - Na hora de passar seu recado, cuidado. A comunicação informal é algo que corre sem controle. Por isso, muita cautela ao escolher a pessoa com quem você vai falar. É do jeito dela que a história será passada adiante.

Seja discreto - Não gaste tempo comentando sobre fofocas correntes no escritório. Na hora do "vamos ver", você pode ser considerado culpado por associação.

Seja do bem - Fofoca corporativa é para trabalhar a favor de sua carreira. Portanto, não seja "língua de trapo" e, se algum comentário seu magoar alguém, peça desculpas imediatamente.

Troque dados - Não dá para ficar sabendo de tudo se você nunca diz nada de relevante. Para obter informações, coloque na roda algo que pode ser importante para a carreira do seu parceiro.

QUANDO VOCE É O ASSUNTO

      Quando a fofoca vira boato, fuxico, sua carreira e imagem podem sair prejudicadas. O que fazer, então?

Regra número 1: respeite a proporção - A resposta tem de ser do tamanho do prejuízo. Ao se pronunciar publicamente contra um boato, você pode chamar a atenção de quem nem sabia do mexerico. Logo, é sempre um risco divulgar um comunicado para a empresa inteira.

Regra número 2: avalie o estrago - Se o boato for algo danoso demais, vale a pena se pronunciar publicamente, pois as conseqüências podem ser ruins, mesmo que atinjam pouca gente.

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