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| SAÚDE &
BEM-ESTAR |
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Jan-26-2009 |
| SAÚDE & BEM-ESTAR
– Como lidar com e superar a “Síndrome do
Pânico” |
| Por Alexandre Peconick (texto de
abertura) / Foto: Site Sxc.hu |

medo de lugares públicos e de se expor são
naturais na manifestação da “Síndrome
do Pânico” |
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Aparentemente são pessoas comuns: centradas, éticas
e cientes daquilo que têm que realizar. Porém,
distúrbios de origem psicossomática podem
colocar a vida desses profissionais a perder. Eles sofrem
da chamada...Síndrome do Pânico.
Ele ou ela entra no consultório com aparência
mais saudável possível, costumam ter entre
20 e 35 anos e quase sempre trazem uma pilha de exames totalmente
normais. Olham para o médico como se ele fosse as
suas últimas esperanças.
Geralmente são adultos bem sucedidos. Tem uma autocrítica
acima da média, e por serem muito competentes atraem,
naturalmente, muita responsabilidade. Isto de maneira lenta
e progressiva leva a um conflito interno. Este conflito
gera ansiedade que se persistir, pode culminar com o distúrbio
da ansiedade* mais conhecido no momento: “a síndrome
do pânico” ou “ataque de pânico”.
Os distúrbios da ansiedade não são
considerados condições psiquiátricas
e são caracterizados por componentes psicológicos
(tensão, medos, apreensão e dificuldade de
concentração) e somáticos (taquicardia,
aumento da freqüência respiratória com
sensação de falta de ar, palpitação,
tremores e transpiração).
Os distúrbios da ansiedade são: 1) transtorno
obsessivo-compulsivo; 2) ansiedade generalizada; 3) ansiedade
fóbica; 4) transtornos dissociativos. 5) transtorno
do pânico (síndrome do pânico).
No ataque de pânico, os pacientes se queixam de uma
crise de taquicardia, formigamento ao redor da boca, lábios
e nas extremidades (mãos), taquicardia (aumento da
freqüência dos batimentos cardíacos),
falta de ar, transpiração intensa e fria,
principalmente nas mãos, e as vezes sensação
de desmaio. Junto com estas manifestações
fisiológicas, o paciente se queixa de um medo intenso
de morrer. Apesar de curta e imprevisível, a crise
pode ser desencadeada por lugares muito cheios (shopping,
cinema, trânsito etc), caracterizando a agorafobia
(medo de lugares repletos de pessoas). Em trinta por cento
dos casos, o ataque de pânico acontece no meio da
noite.
Todos os pacientes sentem uma ansiedade antecipatória
da crise, gerando insegurança que os limita para
atividades rotineiras. Estes pacientes freqüentemente
acabam em um serviço de emergência queixando-se
de ataque cardíaco ou queda de açúcar.
Ora, o que temos que entender é que diante das pressões
do mundo moderno, somos cobrados intensamente (principalmente
por nós mesmos) e nos agredimos tanto que o nosso
organismo libera a resposta de defesa pré-programada
mais primitiva: adrenalina no sangue. O paciente então
apresenta todas as manifestações somáticas,
não entende o que está acontecendo, acha que
vai morrer e entra em pânico.
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| E como
lidar com isso? |
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Primeiramente devemos pesquisar se o paciente esta dormindo
bem, pois estes ataques estão fortemente associados
a noites mal dormidas. Sendo este o fator de estresse e
ansiedade. Uma vez descartado o distúrbio do sono,
devemos optar por medicamentos e psicoterapia com o intuito
de detectarmos e tratarmos o foco de ansiedade. Estes medicamentos
controlam rapidamente e facilmente a maioria dos casos.
Na crise aguda os benzodiazepínicos são os
preferidos (popular calmante). Para manutenção
do tratamento, dá-se preferência aos antidepressivos,
não porque o paciente está deprimido, mas
sim porque estes medicamentos funcionam bem e não
causam dependência. Este tratamento dura de um a dois
anos. O acompanhamento com um profissional especializado
(psicólogo ou psiquiatra) é bom e sempre recomendável.
Na realidade temos de conscientizar o paciente a não
se envolver tanto, a apertar o “botão dane-se”,
a procurar mudar de hábitos, ter mais válvulas
de escape. A válvula de escape que mais recomendo
é o esporte quando possível.
A leitura de assuntos agradáveis e diferentes do
assunto de trabalho sempre ajuda. A introspecção
diária é importantíssima para localizar
o foco da ansiedade. Uma vez localizado, devemos enfrentar
o problema de frente e escolhermos a melhor solução,
sem culpa.
Geralmente a família sofre porque não consegue
ajudar e sobrecarrega o paciente porque vê a pessoa
passar por cardiologistas, clínicos, neurologistas,
gastroenterologistas, otorrinolaringologistas, etc., fazer
exames, tomar calmantes, estimulantes e vitaminas sem melhora.
Então começa a dizer que é fita, "frescura",
falta de força de vontade, de coragem, e começa
a dar palpites para você "se ajudar" "se
animar" "reagir" e etc., como se você
não soubesse de tudo isso.
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Veja aqui dicas para lidar com a Síndrome do Pânico |
| 1. Existem alguns casos
em que o primeiro remédio não produz resultado.
Isso não quer dizer caso grave e nem incurável.
Na maioria das vezes basta trocar a medicação.
2. Mesmo que você já esteja se sentindo bem,
não interrompa a medicação. Interromper
a medicação antes da hora significa quase sempre
uma recaída.
3. A Síndrome do Pânico ou Transtorno do Pânico
é benigna e curável, quase todos os sintomas
desaparecem nas primeira horas de tratamento, porem ela é
muito "teimosa" e o tratamento de manutenção
é longo. Evidentemente que sem sintomas, mas com a
manutenção da medicação.
4. A Síndrome do Pânico ou Transtorno do Pânico
pode reaparecer sim, mesmo que os problemas tenham acabado.
5. Durante o Transtorno do Pânico ou Síndrome
do Pânico a pessoa pode passar por fases de depressão.
Isso não quer dizer que você sofra de duas doenças.
6. Algumas pessoas com Síndrome do Pânico ou
Transtorno do Pânico tem receio de fazer ginástica.
Pelo contrário, um bom condicionamento físico
é sempre importante, ainda mais para quem está
sujeito a ter crises de taquicardia. Além disso, ginástica
libera Endorfinas, que são nossos Antidepressivos naturais
e aumentam nosso bem estar.
7. Yoga, meditação, massagem de relaxamento:
sempre ajudam e muito, principalmente as duas primeiras.
Diminuir álcool e cafeína (café, chá
preto, chá mate, refrigerantes) sempre ajuda. |
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| Outras dicas para prevenir
síndrome do pânico |
| 1) Durma bem, se tiver dificuldade
procure um profissional para pesquisar o motivo;
2) evite comer durante o trabalho, pare e faça as refeições
com calma;
3) coma uma fruta entre as refeições;
4) faça uma atividade física pelo menos 60 minutos,
pelo menos, três vezes por semana (comece devagar);
5) faça o que estiver a seu alcance, para aquilo que
estiver fora do seu alcance, aperte o “dane-se”
e seja feliz.
6) faça mais vezes o que gosta;
7) seja menos rigoroso consigo mesmo
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| Principais Sintomas da
Crise de Pânico: |
| A crise de pânico
vem rapidamente e com severa angústia. A sua duração
média é de 20 a 30 minutos, podendo variar de
minutos a horas, atingindo seu ápice em aproximadamente
10 minutos. A freqüência de ocorrência das
crises é variada e estas são em geral totalmente
debilitantes, sendo usualmente seguidas de fadiga, conseqüência
do desgaste gerado pela mesma. Os Principais sintomas de uma
crise de Pânico são: |
- Dor no peito
- Palpitação
- Falta de ar
- Ondas de frio ou calor
- Sudorese abundante e fria
- Formigamento das mãos e pés
- Tonteira, Vertigem, Instabilidade,
- Fraqueza, Sensação de desmaio
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| A Síndrome
do Pânico é um problema sério? |
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A S.P.. já é
considerada um problema sério de saúde. Atualmente
2 a 4% da população mundial sofre deste mal,
que acomete mais mulheres do que homens em uma proporção
de 3 para 1. Há muito que a S.P. deixou de ser um diagnóstico
de exclusão. Hoje, mais do que nunca, há necessidade
de um diagnóstico de certeza para tal entidade clínica.
As pessoas que sofrem deste mal costumam fazer uma verdadeira
"via-crucis" a diversos especialistas médicos
e após uma quantidade exagerada de exames complementares
recebem, muitas vezes, o patético diagnóstico
do "nada", o que aumenta
sua insegurança e seu desespero. Por vezes esta situação
dramática é reduzida a termos evasivos
como: estafa, nervosismo, estresse, fraqueza emocional ou
problema de cabeça. Isto pode criar uma
incorreta impressão de que não há um
problema de fato e de que não existe tratamento para
tal patologia.
A S.P. é real e potencialmente incapacitante, mas pode
ser controlada com tratamentos específicos. Por causa
dos seus sintomas desagradáveis, pode ser confundida
com uma doença cardíaca ou outra doença
grave. Frequentemente as pessoas procuram um pronto-socorro
quando têm a crise de pânico e podem passar desnecessariamente
por extensos exames médicos para excluir outras doenças.
Os médicos em geral tentam confortar o paciente em
crise de pânico, fazendo-o entender que não está
em perigo. Mas estas tentativas podem às vezes piorar
as dificuldades do paciente: se o médico usar expressões
como "não é nada grave",
"é um problema de cabeça"
ou "não há nada para se preocupar",
isto pode produzir uma impressão incorreta de que não
há problema real e de que não existe tratamento
ou de que este não é necessário.
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