Desde janeiro deste ano o Grupo LET Recursos Humanos oferece
aos seus clientes cuja demanda envolve certo risco aos seus
colaboradores o suporte de um técnico de segurança
do trabalho. O serviço tem rendido mais do que frutos
esperados: em avaliações de profissionais
das empresas, entre janeiro e novembro deste ano foram reduzidos
sensivelmente casos de acidente e más condições
de trabalho em empresas clientes do Grupo LET. São
orientações valiosas sobre posturas corretas
e seguras no trabalho sem custo adicional. Atualmente 48
clientes e cerca de 1300 colaboradores são beneficiados
por este serviço.
Muitos outros podem, contudo, ainda, se perguntar: mas
por que preciso de um técnico de segurança
do trabalho?! O fato é que a segurança do
trabalho é item cada vez mais vital nas organizações
a fim de promover o bem-estar físico, social e mental
do profissional.
E como atua o profissional de segurança do trabalho
nesse sentido? Ele previne os acidentes por meio da conscientização
do profissional, mas deve primordialmente fazer um acompanhamento
da rotina de cada profissional, de suas tarefas. Um dia
de conscientização não é tudo,
até porque há uma questão cultural
do funcionário achar que nada irá acontecer
com ele. A filosofia do “se não aconteceu até
hoje, por que é que vai acontecer?”, do profissional
operacional ou a do “ah, eu estudei para isso, já
sei tudo, não preciso que você me diga como
é o meu trabalho”, do profissional de nível
superior ainda imperam com intensidade em empresas dos mais
diversos ramos de negócio. Essa resistência
é um obstáculo a ser considerado, mas a ser
superado pelo técnico de segurança do trabalho.
Contra dados concretos, porém, não há
o que contestar. Diversas empresas brasileiras e multinacionais
fizeram um levantamento no qual perceberam que boa parte
do absenteísmo no trabalho se deve a condições,
posturas, equipamento e ambientes inadequados de trabalho.
Chegaram à conclusão de que o papel do técnico
de segurança do trabalho, como um profissional abalizado
para realizar treinamentos e palestras passaria a ser vital
para a sobrevivência do próprio orçamento
anual de suas organizações.
Vanessa de Paula da Cunha Silva, 25 anos, é a atual
Técnica de Segurança do Trabalho do Grupo
LET Recursos Humanos. Ela tem o 2º grau técnico
em Segurança do Trabalho pela Escola Técnica
Silva e Souza (concluído em 2006). Já trabalhou
durante cinco anos em uma empresa de ônibus (começou
em 2002) dando consultoria em um software de segurança
do trabalho.
O técnico de segurança do trabalho atua mais
intensamente com profissionais que trabalham em campo (externamente).
Estes estão expostos a um risco maior. São
riscos físicos, ergonômicos, químicos
etc. No escritório o risco maior é o da geração
de problemas de saúde por erros de postura e posições
erradas de equipamentos como cadeira, monitor, teclado,
iluminação. São riscos que afetam ossos,
músculos, visão, ouvidos etc.
“Verifico que os profissionais fazem uma atividade,
mas na verdade lhe pedem também muitas outras; já
nos escritórios a minha preocupação
com quem trabalha é mais postural”, admite
Vanessa.
Um diferencial do técnico de segurança do
trabalho do Grupo LET é o monitoramento diários
das condições de trabalho dos terceirizados
e temporários LET locados em clientes. “Pretendo
reduzir mais ainda os riscos no trabalho aprimorando o mapeamento
da situação de nossos funcionários”,
planeja Vanessa.
Excelente interação
com o cliente também é atalho para sucesso
nos resultados
O técnico de segurança do Grupo LET troca
informações valiosas com o técnico
da segurança da empresa cliente porque estes são
os que estão dia a dia com os colaboradores daquela
empresa. A maioria dos funcionários terceirizados
do Grupo LET também faz os cursos dos colaboradores
daquela empresa. “Dou um suporte ao técnico
de segurança local no monitoramento diário
do terceirizado e temporário”, informa a técnica
de segurança do Grupo LET.
Em seus treinamentos e palestras, Vanessa precisa usar
sempre uma linguagem bem objetiva, com poucas e fortes palavras,
pois em geral ela lida com funcionários operacionais
que executam tarefas muito repetitivas e rápidas,
ou seja, não podem perder tempo. “Conscientizo
cada um mostrando a gravidade das conseqüências
de doenças que eles podem adquirir se não
tomarem os cuidados adequados. Há muitas doenças
silenciosas que podem surgir em ambiente de trabalho, elas
não são vistas, não se manifestam visivelmente
e não trazem dores”, explica.
O que envolve o trabalho do técnico
de segurança
A atuação do Técnico de Segurança
do Trabalho já começa nos exames admissionais
e os periódicos para saber se o novo colaborador
está com algum problema de saúde relacionado
ao trabalho e o exame demissional para checar se ele teve
alguma doença ocupacional nesse período.
“Fazemos conscientização por meio de
palestras, trabalhamos também com placas de sinalização
de segurança em todo o ambiente de trabalho e temos
também o plano de gestão de segurança
do trabalho que inclui vários tipos de treinamentos,
como combate a incêndio, a acidentes de trabalho e
ergonomia no ambiente de trabalho”, conta Vanessa.
Antigamente o homem tinha que se adaptar às máquinas;
hoje são as máquinas que precisam ser adaptadas
ao conforto do ser humano no trabalho.
O técnico de segurança envolve uma atividade
de visitas a áreas; observamos todas as condições
de trabalho e participamos de reuniões mensais com
a supervisão de cada frente de trabalho, porque eles
vivem o dia a dia do funcionário e podem nos fazer
uma avaliação mais precisa. Na visita técnica
há uma observação das condições
de risco do ambiente bem como atos inseguros e incorretos
de alguns profissionais com relação às
questões de segurança. Na visita técnica
é gerado um laudo se for detectado alguma condição
de risco ou ato inseguro para poder necessitar de um treinamento
ou intervenção do cliente para fazer a modificação
daquela condição de risco. Nas instalações
do cliente o técnico de segurança do trabalho
do Grupo LET só pode detectar, ou seja, só
pode apontar para pontos de melhoria; jamais pode implementar
algo, pois não tem nem autonomia para tal. Ele documenta
pontos onde há problemas e sugere melhorias.
O técnico de segurança do trabalho do Grupo
LET também tem a função de dar um suporte
ao cliente para o aprimoramento de seu próprio sistema
de gestão em segurança do trabalho; porque
uns tem combate a incêndio, outros tem combate a ruído,
outros têm primeiros socorros, dependendo da atividade
econômica de cada um.
Recentemente aumentou nas empresas a percepção
da importância do técnico de segurança
do trabalho, não apenas porque isso dói menos
no bolso no final do mês, mas porque também
o Ministério do Trabalho está mais incisivo
na fiscalização. Hoje os fiscalizadores atuam
mais no intuito de instruir a uma empresa a cumprir a regulamentação.
Quando uma empresa não é obrigada a ter um
técnico de segurança do trabalho ela tem que
contratar esse serviço. Existem empresas que dão
este tipo de assistência em PPRA (Programa de Prevenção
de Riscos Ambientais) e PCMSO (Programa de Controle Médico
e Saúde Ocupacional) e o médico do trabalho.
Cada PPRA (Programa de Prevenção de Riscos
Ambientais) vai traçar todo o risco daquela frente
de trabalho. E dentro do PPRA há as sugestões
de melhoria para aqueles riscos que o TST precisa estar
monitorando passo a passo.
Atuando junto ao “cliente
interno”: colaborador do Grupo LET
O técnico de segurança do trabalho também
passará a ter importante atuação interna
junto aos colaboradores e prestadores de serviço
do Grupo LET de forma a aprimorar as condições
de ergonomia – postura. Por isso, Vanessa já
elabora projeto onde irá solicitar cadeiras com suporte
de braço com regulagem de inclinação
e altura e que o encosto vá até a parte lombar
das costas; suporte para o monitor – o monitor precisa
estar em um ângulo reto (90º) em relação
aos olhos do profissional que o utiliza; apoio para o punho
no teclado e no mouse e apoio para o descanso dos pés.
São medidas que irão melhorar e MUITo as condições
de trabalho de cerca de 70 profissionais entre matriz, escritórios
e unidades de apoio.
Parecem detalhes simples, mas fazem muita diferença
se considerarmos que serão usados por pessoas que
trabalham oito horas ou mais na mesma posição
fazendo esforços repetitivos.
“Devemos também investir nas pausas durante
o trabalho. O ideal são pausas de 10 a 15 minutos
de hora em hora ou de duas em duas horas para sair da posição
de repouso, esticar dedos, braços e pernas. Ação
esta com custo zero para a empresa. Problemas físicos
no trabalho não são apenas gerados por estresse,
mas muito surgem por posturas equivocadas”, explica
Vanessa.