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| Y – Entenda
o que é a “Geração Y” |
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Out-13-2008 |
Y – Entenda o que é
a “Geração Y” Jovens
que nasceram a partir de 1983 (ou seria de 1978?!) têm
revolucionado o mercado de trabalho |
| Por Alexandre Peconick (texto) /
Fotos – Site Sxc.hu |

despojados e inovadores em alta velocidade, eles
estão mudando a cara do mercado de trabalho |
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Eles nasceram a partir de
1983. Portanto têm no máximo 25 anos. Não
curtiram “os embalos de sábado à noite
e o dancyn´days”, não viram a fantástica
seleção brasileira perder a Copa na Espanha,
ainda engatinhavam nas Diretas Já e também no
histórico Rock´n Rio Festival (1 edição
– 1985). Mesmo assim eles estão fazendo a história
atual e a cabeça de quem trabalha no mercado em evolução
estratosférica. São a “Geração
Y”. Nota da redação – Há
controvérsias que apontam nascidos já em 1978
como membros da Geração Y. De qualquer forma
mal teriam vivenciado as efemérides acima. “E
daí?!” diriam eles, batendo de ombros.
Como diria Peter Drucker, "Nenhuma escolha será
boa, se não soubermos quem somos". Esta é
a frase que define a nova geração de profissionais,
os chamados “Geração Y”. Em sua
maioria estes colaboradores das empresas são determinados
e sabem exatamente o que querem; são espertos e ousados.
Acompanham as últimas novidades do mercado e estão
alinhados à moda, tecnologia, comportamento e demais
fatores que, unidos, compõem um profissional.
Usam chinelo no escritório ou ouvem iPods em suas mesas.
Eles querem trabalhar, mas não querem que o trabalho
seja sua vida. Com o mercado de trabalho envelhecendo, esta
força de trabalho se mistura aos mais experientes e
impõe, mesmo sem fazê-lo de forma forçada,
novos hábitos.
Um dos grandes problemas é que esses novos iniciantes
no trabalho estão trocando suas profissões mais
rápidas do que os estudantes passam de série
que estão estudando, criando frustração
para os gestores de pessoas (O RH), que lutando para reter
e recrutar talentos de alta performance.
Diferentemente das gerações que se foram antes
deles a Geração Y, tem sido cuidada, nutrida
e programada com inúmeras atividades desde as fraldas.
Usam computador desde cedo, desenvolvem linguagem que economiza
palavras e aprende a realizar tudo muito rápido, “para
ontem”. Isso significa que eles são ao mesmo
tempo voltados para alta performance, e alta manutenção.
Consultores de Recursos Humanos informam que a “Geração
Y” responde muito menos aos tipos de comandos e controles
tradicionais de gerenciamento ainda populares.
“É a maioria da força de trabalho de hoje”,
diz Jordan Kaplan, um professor associado à ciência
de gerenciamento na Universidade de Lond Island, Brooklin,
Nova York em reportagem ao USA Today – matutino americano.
Eles cresceram questionando seus pais e agora estão
questionando seus empregadores. Eles não sabem se calar,
o que é ótimo, mas isto é um agravante
para o gerente de 50 anos quando diz, - “Não
faça isto não faça aquilo”. Seu
comportamento está saudavelmente, oxigenando as lideranças
e redefinindo até mesmo o sentido do termo “liderar”
para algo que pode ser feito individualmente e sem as formalidades
de até então.
A filosofia speak your mind ou “Estimule a sua mente”
domina as ações que propõe uma independência
maior nas relações de trabalho. A Geração
Y diz: “Nos estamos desejosos e sem medo de mudar o
status quo”. “Um ambiente onde a criatividade
e independência de pensamento, são procuradas
será atraente e positivo às pessoas de minha
idade. Nós somos muito independentes e hábeis
tecnicamente”.
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Eles têm dicas interessantes para as finanças |
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| Depois de presenciar a
insegurança financeira que baseou as gerações
anteriores e que ainda impera atualmente, pela época
de desemprego e falências, os novos integrantes da força
de trabalho são geralmente hábeis, seguros financeiramente,
quando se diz respeito a dinheiro e poupança. Eles
se preocupam com benefícios de planos de aposentadoria.
Uma pesquisa da Diversified Investment Advisors realizados
nos Estados Unidos aponta que 37% da Geração
Y pretende começar a poupar para a aposentadoria antes
de chegar aos 25 anos, com 46% destes já trabalhando
e para 49% destas pessoas os benefícios da aposentadoria
são importantes fatores na escolha do emprego. Entre
a Geração Y 70% contribui para seu plano de
aposentadoria.
A mesma reportagem do USA Today mostra a jovem Jennifer Hudson,
de 23 anos esta poupando para o futuro – “Eu já
sabia sobre IRA / Roth (Poupanças para aposentados
americanos, isentas de impostos), aos 17 anos. Eu aprendi
sobre isto na aula de economia” diz Hudson, uma Executiva
de Contas em Atlanta. “Minha geração é
muito mais realista. Nos estávamos no colégio,
quando percebemos a quebra de empresas e o desemprego”
explica.
O equilíbrio na vida no trabalho
não é um mar de rosas.
Diferentemente dos boomers (pessoas nascidas logo após
a segunda guerra mundial) que, em geral, tentaram priorizar
a carreira em relação à família,
os trabalhadores mais jovens estão interessados em
fazer com que seu trabalho permita acomodar sua família
e a vida pessoal. Eles querem um trabalho que seja flexível,
opções de trabalhar em casa pelo computador
e a possibilidade de serviço de meio período
ou de deixar a força de trabalho temporariamente, quando
as crianças estão na prioridade.
”Blackberrys à mão...”
A Geração Y não espera permanecer no
emprego ou na carreira, por muito tempo. Viram escândalos
que implodiram grandes corporações como Enron
e Arthur Andersen, nos Estados Unidos, e têm duvidas
sobre estes conceitos como “lealdade dos empregados”.
Não gostam de ficar por muito tempo em qualquer compromisso,
esta é a geração de tarefas múltiplas,
e eles podem viajar pela Internet, comunicam-se por e-mail,
pelos seus Blackberrys (computadores de mão), ao mesmo
tempo em que falam nos celulares enquanto conversam on line.
No lugar de trabalho podem aparecer conflitos, ressentimentos
por causa de série de fatores, mesmo sobre assuntos
aparentemente inócuos, como aparência - quando,
por exemplo, uma geração acostumada à
vestimenta casual como chinelo de dedo, tatuagens e calça
capri, se encontra com uma mais acostumada à roupas
formais exigidas no escritório.
Nos Estados Unidos, os empregadores estão examinando
novas maneiras de recrutar e reter e estão tentando
atrair os trabalhadores mais jovens e flexíveis no
trabalho e outras qualidades, geralmente atrativas da Geração
Y. No Abbot Laboratories de Chicago, por exemplo, gestores
de pessoas estão abordando estudantes de colégio,
dizendo a eles sobre os benefícios como escalas de
trabalho flexíveis, telecomunicação,
reembolsos e uma monitoração on line.
A Aflac, uma seguradora com base em Columbus (EUA) destaca-se
pelas bonificações, como dar recompensas como
folga, escalas flexíveis de trabalho e reconhecimento
constante para seus funcionários. Já a conhecida
e tradicional Xerox está indo para o recrutamento de
estudantes que de destacam nas escolas de ensino técnicos
ou profissionalizantes, os “core colleges”, como
a empresa se refere a universidades que tem o tipo de talento
que a Xerox precisa. A Xerox esta usando o slogan “auto–expressão”
como uma forma de descrever o perfil dos candidatos que busca.
A esperança é que o slogan seja chamativo para
aqueles que pertencem a esta nova geração, que
possui o desejo de desenvolver soluções e mudanças.
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O que pensam os membros, em geral “ mimados”,
da "Geração Y" |
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A chegada da Geração
Y ao mercado provocou muito debate, especialmente entre os
mais velhos, na medida em que esta nova classe faz alarde
de suas crenças e necessidades. Os membros da "Geração
Y" cresceram numa época de avanços tecnológicos
e prosperidade econômica. Mais preocupados com isso
do que qualquer geração anterior, eles têm
a confiança e o otimismo de saber que são desejados.
Seus pais, que não querem repetir o abandono da geração
anterior, enchem seus filhos de presentes, atenções
e atividades que fomentam a auto-estima.
Segundo um estudo de 1999 do Instituto de Pesquisa Social
da Universidade de Michigan, os pais programam 75% do tempo
semanal de seus filhos contra 60% em 1981 (deixando 6 horas
por semana de tempo não programado, contra 9,5 horas,
há quase 20 anos). Com isso, a "Geração
Y" cresceu fazendo tarefas múltiplas e sabe aproveitar
cada minuto.
O lado negativo de uma infância privilegiada, programada,
emerge no trabalho. A "Geração Y"
não quer realizar as tarefas subalternas dos empregos
de início de carreira e sente-se à vontade para
expressar seu descontentamento. Ela está acostumada
a conseguir o que quer. Mimada desde muito nova, a "Geração
Y" parece se espantar quando recebe algum projeto para
realizar. A iniciativa não foi estimulada por pais
que apelaram para a permissividade para atravessar seus dias
atarefados. Mais ainda, as expectativas de riqueza e oportunidade
resultantes do boom da economia dos anos 90 lançaram
a "Geração Y" atrás de salários
ambiciosos muito cedo.
Seu comportamento confiante com os mais velhos e sua disposição
de reivindicar oculta sua inexperiência e necessidade
de orientação. Impacientes com o excesso de
direção, eles nem sempre sabem o que fazer com
as rédeas quando as tomam.
Os membros mais velhos da "Geração Y"
estão entrando no mercado de trabalho justo quando
a geração do "baby boom" está
a ponto de se aposentar. Os "boomers " superam os
empregados da "Geração Y" em até
30%, em número, criando uma escassez de mão-de-obra
que os empregadores terão de enfrentar. Os trabalhadores
mais velhos terão de lidar não só com
a juventude desses trabalhadores, como terão de lidar
com as rivalidades entre as gerações X e Y:
ambas estarão disputando as posições
desocupadas pelos "baby-boomers" . A "Geração
X", os empresários ressentidos, nascidos entre
1962 e 1983 orientados para as realizações geradas
pelas reestruturações dos anos 90, não
gostarão de ser preteridos enquanto a "Geração
Y" ganha rápidas promoções.
Os trabalhadores mais jovens trazem oportunidades e armadilhas.
Os mais jovens se comunicam diretamente. Eles esperam ser
envolvidos nas decisões que os afetem. Buscam acesso
direto à liderança. Algumas empresas reagiram
a isso encorajando a correspondência por e-mail com
altos dirigentes, ou programando "chats" on-line
com o CEO. Eles evitam a burocracia e a política e
não gostam de jogos de poder. Mais empenhados em fazer
seu trabalho de forma a poderem enfocar outros aspectos de
suas vidas, os jovens querem clarear metas e adequar recursos
para seu trabalho. Para os mais velhos, escolados em política
e troca de favores, essa atitude pode parecer ingênua.
Os mais jovens admiram a honestidade, a integridade e o comportamento
ético. Eles esperam que seus líderes pratiquem
o que pregam e não vêem distinção
entre níveis dentro da organização quando
se trata do que é justo. As companhias que dividem
a carga de cortes salariais e demissões por todos os
níveis são vistas como mais justas do que as
que visam os níveis inferiores.
Mais do que novo comportamento ou tendência
para as próximas gerações, a preocupação
do momento é: como as empresas devem lidar com esta
geração?
Será que as empresas estão prontas para eles,
ou este novo modelo profissional poderá causar impacto?
O impacto certamente existirá, uma vez que veremos
sair "de cena" o colaborador que simplesmente ia
trabalhar, fazia o que lhe era determinado - sempre com receio
de sugerir mudanças - e ficava em média 10 anos
na empresa, acomodado, muitas vezes infeliz, mas na companhia
por questões de "segurança" - pelo
registro, estabilidade no trabalho ou questões financeiras.
Agora, o cenário é dos jovens empresários,
ambiciosos, extremamente inteligentes e com a informação
"na ponta da língua", em tempo real, graças
à tecnologia com acesso irrestrito.
Está na hora de as companhias passarem a enxergar seu
colaborador como pessoa. Eles têm vontades, opiniões
e querem algo a mais do que salários e benefícios.
É preciso saber ouvi-los para não perdê-los.
O ambiente em que trabalham possui alta influência em
suas escolhas. Se estão felizes e satisfeitos, certamente
ficam. Mas se não gostam ou não concordam com
determinada situação, nada os prende. Então,
é a hora de agir para não perder talentos. Estes
profissionais, multifuncionais, têm habilidade em se
adaptar a novas funções, atividades e desafios.
Aliás, eles adoram novos desafios. Talvez esta seja
sua principal característica, já que rotina
é algo fora de seu dicionário.
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