Mostrar maturidade, paciência
e elegância não são atitudes esperadas
de um candidato em processo seletivo apenas durante uma entrevista.
A equipe de RH do Grupo LET assegura que estes posicionamentos
momentos antes da entrevista e mesmo depois (no chamado feedback)
são fundamentais para que, mesmo não sendo aprovado,
o candidato seja lembrado para seleções futuras.
Infelizmente alguns candidatos – tanto de nível
médio quanto superior – não pensam e não
agem assim. Não são poucos aqueles que demonstram
incompreensão e impaciência com entrevistas que
atrasam seu início ou que são desmarcadas por
um imprevisto ou porque surgiu um seminário de aperfeiçoamento
para o profissional que irá entrevista-lo. Há
também os candidatos que logo após o processo
seletivo ficam ligando e passando incessantes e-mails cobrando
uma posição do entrevistador. Não raro,
diante de uma resposta negativa, manifestam sua indignação
em e-mails recheados com palavras ofensivas e agressivas.
Estas são, aquilo que em Recursos Humanos, se chamam
de “atitudes anti-competitivas” que, a bem da
verdade, ao invés de surtir o efeito que o candidato
espera vão minar sua imagem e suas chances de qualquer
êxito nesta ou em uma próxima disputa por uma
vaga.
De acordo com Silvia Souza, Coordenadora de Recursos Humanos
do Grupo LET, o candidato tem que levar em conta que o processo
seletivo já começa no primeiro contato telefônico
o convocando para uma entrevista. “É importante
pensar no como atender ao telefonema, tomando cuidado com
as palavras usadas e a entonação; logo ao atender
jamais diga coisas do tipo ´Fala aí!´,
´Oi!´´, ´Diga´, ou ´Ahnn´,
isso demonstra pouco interesse, prefira um “Bom dia,
com quem eu falo?”; e jamais pergunte nesse primeiro
contato coisas do tipo “Ah, mais é pra ganhar
quanto?”, “Vai demorar a entrevista?!””,
explica Silvia. Outro comportamento que queima o filme é
o de não se lembrar porque está sendo chamado
para a entrevista.
A fase seguinte é a chegada do candidato ao Grupo LET,
antes da entrevista propriamente dita. É fundamental
se portar com elegância e saber que há limites
que incluem o respeito às pessoas. Tudo começa
com a maneira dele se portar com a recepcionista. O candidato
tem que saber o nome da pessoa que vai entrevistá-lo,
o horário da entrevista, para qual vaga será
a entrevista. “Aqui ao Grupo LET chegam candidatos que
na recepção não sabem nem informar para
qual vaga estão concorrendo; outra atitude não
recomendada são os comentários agressivos, irônicos
e jocosos sobre o processo seletivo antes que se comece a
entrevista”, orienta a Coordenadora de RH do Grupo LET.
O candidato chega à empresa e é encaminhado
a uma sala de espera onde preenche uma ficha e aguarda a analista
que irá entrevistá-lo. “Há candidatos
que perguntam demais e se tornam impacientes isso gera um
desconforto e um desgaste que influirá negativamente
em sua avaliação porque hoje boa parte das vagas
incluem em seu perfil pré-requisitos comportamentais”,
afirma Silvia Souza.
Colocar os pés na consultoria já faz parte da
avaliação. Tudo é o momento da verdade.
“Quando ele entra em contato com a recepcionista deve
se portar como se já estivesse trabalhando, porque
a recepcionista passa muito do que ela vê para as analistas,
por exemplo, ela diz se um candidato falou alguma gracinha,
já diz que um candidato ligou várias vezes e
que está nervoso. Tudo isso já é levado
em conta na sua avaliação”, confirma Silvia
que já descartou candidatos com este tipo de atitude.
Quem exige retorno antes do tempo demonstra
que não sabe ouvir
O candidato veio, mas a entrevista atrasou ou até mesmo
foi adiada. Subir nas tamancas ou dar lição
de moral, acredite, é a pior saída. Segundo
a Coordenadora de RH do Grupo LET, o entrevistador parte do
princípio de que o candidato está realmente
interessado na vaga. Que ele a prioriza. “É importante
quando se está participando de um processo seletivo
que você não tenha outros compromissos importantes
naquele dia e que você dê prioridade a isso; normalmente
avisamos a duração de uma entrevista, mas ocorrem
imprevistos e a entrevista pode até durar mais; então
o ideal é que o candidato tenha paciência”,
esclarece Silvia Souza.
Após a entrevista as consultorias em geral informam
ao candidato que no prazo de uma semana haverá uma
resposta. Ocorre que alguns processos seletivos são
gigantescos em números de candidatos e já na
entrevista os candidatos são informados de que se não
receberem retorno em uma semana é porque não
foram classificados.
“Aqui no Grupo LET procuramos dar feedback às
pessoas dentro do possível. Mas temos um prazo para
isso e há candidatos ansiosos demais que ficam ligando,
passando e-mail, entrando no Fale Conosco antes do tempo;
isso é desagradável para a imagem destas pessoas;
mais grave do que isso, denota que elas são pessoas
que não sabem ouvir e que não têm capacidade
de aceitar idéias em grupo”, avalia Silvia Souza.
Processo seletivo é como Big
Brother Brasil, qualquer momento pode ser decisivo
Valores Humanos ou comportamentais, ou ainda as chamadas competências
comportamentais estão hoje em destaque no perfil de
vagas que em um passado não muito distante apenas exigiam
habilidade técnicas. Por isso as analistas de RH do
Grupo LET orientam os candidatos para que sejam simpáticos
em um processo seletivo porque qualquer deslize poderá
ser a diferença entre aprovação e reprovação.
“É como um Big Brother Brasil; todo mundo é
muito amigo, mas fique atento porque qualquer momento pode
representar a sua aprovação ou eliminação,
afinal pode haver muita gente tecnicamente igual para uma
ou poucas vagas”, explica Silvia Souza.
Há candidatos que questionam demais que enviaram currículos
e não foram chamados ou que participaram de muitas
entrevistas e mesmo tendo muita experiência e muitos
cursos não foram chamados. “Primeiro, envio de
currículo em quantidade não garante convocação,
currículo tem que casar com o perfil da vaga; segundo,
peço a estes candidatos que façam uma auto-avaliação
e percebam que foram desclassificados por algum ponto no lado
comportamental”, sugere a Coordenadora de RH. Candidatos
arrogantes, egocêntricos, sem humildade, sem iniciativa,
que não permitem que os outros falem ou que não
estão abertos ao aprendizado em geral têm poucas
chances nos processos seletivos atuais. E tudo isso já
pode ser facilmente percebido antes do candidato sequer abrir
a boca para responder à primeira pergunta da entrevista.
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