O trabalho é de fato
nossa segunda casa, mas nem tudo o que se aplica na primeira
devemos levar à segunda. Na segunda (o ambiente de
trabalho) devemos respeitar certos procedimentos, não
apenas ordens de superiores mas, sobretudo, a cultura de empresa.
De outra forma, mesmo se o profissional em questão
possuir alta dose de talento sua empregabilidade estará
em cheque (ameaçada).
A receita ideal em um ambiente organizacional é saber
dosar pró-atividade com respeito à hierarquia;
dosar valores pessoais com valores de uma empresa. Apenas
com alguma experiência ou alto grau de sensibilidade
e auto-controle isso é possível. Ou dê
a isso um nome mais palatável: tenha jogo de cintura
e conquiste o respeito e admiração de todos!
Mas atenção, faça isso de uma forma natural,
espontânea e jamais forçada.
Não é raro haver bom número de profissionais
com dificuldade em seguir ordens, por considerá-las
“estapafúrdias”, entre outras razões.
“Faça o que eu mando!” Quando essa expressão
cai como uma pedra em seus ouvidos ou quando acha que não
está tendo a sua independência respeitada, cuidado!
Você pode estar apresentando sintomas de aversão
à liderança – embora o verdadeiro líder
não costume dizer frases ... e isso pode colocar em
risco seus resultados e, ainda pior, seu emprego.
Possuir capacidade para resolver problemas, coordenar pessoas,
desenvolver estratégias em seu setor são atitudes
válidas e desejadas para se manter bem em qualquer
emprego. Mas há uma linha muito sutil inclusa nessas
características: é quando você começa
implantar uma liderança paralela.
Os conflitos entre empregados e hierarquia são comuns
e existem desde sempre, pois a relação entre
pessoas em si é delicada. Segundo alguns psicólogos
especializados em gestão de carreiras e processos de
reestruturação, normalmente a base do conflito
são as exigências vindas do líder, que
precisa ser acatado, e as do funcionário, que precisa
ser reconhecido pelo que faz. O problema é se o colaborador
quiser fazer tudo do seu jeito e preferir fazê-lo passando
por cima das regras. Nessa atitude percebe-se que algo começará
a dar errado.
Tem que ser como eu quero! Será?!
No mercado hoje ninguém atua sozinho e para se alcançar
o sucesso de uma equipe, é imprescindível que
esta equipe siga um padrão de comportamento. Se por
um lado, um profissional agir com certa independência
é sinal de segurança e até de empreendedorismo,
por outro pode ser o começo de um trabalho solitário.
Mostrar maturidade profissional garante muitos pontos, até
porque ninguém irá supervisioná-lo a
cada dúvida que tiver, mas em casos extremos essa atitude
pode gerar desrespeito à hierarquia.
Para o bom andamento de um setor e da empresa como um todo,
a cada decisão é necessário consultar,
perguntar, ouvir e acatar. Se isso vale para lideranças
inteligentes, porque não valeria para os próprios
funcionários? Considerando a lógica, esse pensamento
já faria com que boa parte dos problemas internos desse
profissional se resolvesse, mas não é bem assim.
Por exemplo: Quer maior frustração para um profissional
especializado ter que responder a alguém que esteja
totalmente fora do processo, e que ainda possui o poder de
decisão? Pois então, essa pode ser uma das razões
que causam desconfortos e tornam o profissional cada vez mais
resistente, fazendo tudo do seu jeito. Afinal ele pensa: “Poxa,
estudei este tema anos, ninguém aqui na empresa o entende
melhor do que eu, então porque devo aceitar regras
de uma pessoa com menos expertise do que eu neste assunto?”.
Se a sua personalidade vai ao encontro dessas características,
saiba que bater de frente não é a melhor opção.
Você pode sem querer começar a agir da mesma
forma com que age com você e acabará não
escutando nem percebendo o que acontece à sua volta
- desencadeando atitudes como: começar a colocar dificuldades
nos processos, exigir prioridades, se irritar e se recusar
a respeitar as hierarquias. Como reflexo dessas atitudes,
você poderá ser interpretado de uma maneira equivocada,
passando por “autoritário”, por “mala”
ou mesmo por um sujeito “antiquado”, senão
“antipático”. Com isso deixará de
ser referência para as pessoas, o que nunca é
bom sinal em nenhum ambiente de trabalho.
Trabalhar em equipe cobra de cada um algumas regras a serem
seguidas. Por essa razão o temperamento “mandão”,
muitas vezes aplicado nas empresas, passa a perder sua eficiência,
já que para lidar com pessoas é necessário
comunicação e flexibilidade. Respeitar o que
precisa ser feito e ceder faz parte do trabalho e nem por
isso significa omissão ou falta de personalidade, ao
contrário, denota profissionalismo.
Melhore seu comportamento
Vale a pena ser flexível. MUITO ! Uma liderança
inteligente é baseada no diálogo constante com
seu funcionário. Eliminar situações mal-entendidas,
respeitar momentos difíceis tanto profissionalmente
como da vida pessoal de cada um, faz parte dessa atitude.
Seja maleável e veja em que situação
é melhor respirar, contar até dez ou resolver
o que estiver incomodando. E jogue sempre aberto com quem
quer que seja, evitando com isso conseqüências
desastrosas lá na frente.
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1. Escolha a melhor maneira e o
melhor momento para falar. Use a sensibilidade, às
vezes, é melhor deixar o assunto “esfriar”.
Um dia esquisito pode deixar as decisões simples
tomarem uma proporção inadequada;
2. Feedback : dê e peça e espere da pessoa
o resultado, não cobre antes disso;
3. Nem sempre você está certo, não
coloque a culpa no mundo;
4. Se perceber uma liderança incompetente, não
bata de frente, pois isso não lhe trará
nenhum benefício imediato ou a longo prazo. Prefira
decisões que contribuam com sua carreira;
5. Comprometa-se com o seu trabalho;
6. Observe os colegas de trabalho, se eles cumprem prazos
e como é feito o relacionamento com os antigos,
aprenda com eles, mesmo se você tiver 20 anos
de experiência e o colega alguns meses, sempre
haverá algo a se aprender com ele;
7. Melhore a comunicação. A relação
entre líder e funcionário tem que ser
clara: mostrar que eu estou vendo o que você está
fazendo, sem palavras dúbias ou omissão
de informações importantes;
8. Elimine o “eu acho que”, tenha certeza;
9. Respeite a hierarquia;
10. Tenha uma relação de competição
saudável dentro da empresa, o que é isso?
Não conspire, não faça fofoca,
trabalhe para se aprimorar, sem que essa melhoria passe
por cima de alguém;
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É claro que em alguns
casos não podemos colocar a culpa apenas no “gênio
forte” do funcionário. Esse problema na maioria
das vezes é uma resposta a toda uma rede de componentes
que não vêm sendo bem gerenciados. Perdem-se
talentos quando a liderança não é eficaz.
Por exemplo, o alto nível de turnover vem como uma
das respostas por essa falta de comunicação
e percepção da liderança para com seus
colaboradores.
Agora, se esse não for o caso, pequenas atitudes como
autocrítica, perguntar para as pessoas com quem convive
mais diretamente se está no caminho correto são
boas saídas para que aos poucos esses ruídos
possam ser solucionados. Parta do pressuposto que não
existe uma verdade absoluta em nenhum caso, por mais óbvio
que este possa parecer. Se importar com a opinião dos
colegas, com o sentimento deles e com a repercussão
que cada ação sua terá para a empresa
são passos fundamentais para obter esse equilíbrio.
Exercite isso diariamente, sem deixar de colocar no papel
suas idéias e sua criatividade.
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