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| Profissional de
30 a 40 anos |
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Mar-24-2008 |
“Sinto muito, você
é velho para o cargo!”
Profissional de 30 a 40 anos: veja aqui como
evitar os riscos da chamada “faixa perigosa” dos
processos seletivos |
| Por Alexandre Peconick (texto)
/ Fotos: Site Sxc.hu |

Ter entre 30 e 40 anos representa hoje um desafio
para
qualquer pessoa que está fora do mercado de trabalho |
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As últimas pesquisas
de emprego divulgadas no país confirmam uma tendência
preocupante para pessoas na faixa entre 30 e 40 anos que estão
sem emprego, que perdem emprego de repente ou que têm
pouca experiência: há poucas vagas para eles
ou podem “ser considerados velhos para o cargo”
em muitos processos seletivos.
De acordo com análise do GRUPO LET Recursos Humanos
essa tendência se verifica muito em função
das duas principais faixas de contratação do
mercado: jovens entre 18 e 30 anos ou experientes consultores
com mais de 40 ou 45 anos. Os primeiros são o sangue
novo do mercado, aderentes ao aprendizado de qualquer cultura,
mais flexíveis à construção de
carreira e a aceitabilidade de qualquer cargo, o vulgo “pau
pra toda obra”. O segundo grupo reúne aqueles
profissionais que se valem de sua ampla experiência
e idade para ensinar e orientar setores de empresas sobre
o melhor caminho a seguir para não dar com os burros
n´água.
Ou seja, para muitos especialistas em RH estar entre 30 e
40 anos em disponibilidade entre empregos representa o fato
que você “já está velho para absorver
certas culturas” ou que ainda não tem a bagagem
suficiente para se tornar um consultor. É cruel, mas
infelizmente é o que ocorre em muitas empresas.
Para a Coordenadora de Recursos Humanos do Grupo LET, Silvia
Souza o que tem sido visto de forma contínua no mercado
são muitas pessoas entre os 30 e 40 anos que pararam
no tempo, se acomodaram e não buscaram sua atualização
e qualificação com as necessidades de um mercado
que muda. Então muitos desses profissionais acabam
se submetendo a cargos inferiores aos que poderiam estar,
só porque esses cargos apresentam uma pretensa estabilidade,
que na verdade não existe. “Observamos profissionais
que buscam primeiro o lado mais fácil do mercado; a
área de vendas, por exemplo, tem muito isso, ou seja,
as pessoas pensam primeiro se vão ganhar dinheiro e
depois vêem se sobra algum dinheiro para investirem
em si mesmas, em cursos. Quase ninguém faz projeção
para o futuro. Pensar só na necessidade imediata é
suicídio”, alerta Silvia.
Planejar é preciso
A Coordenadora de RH acrescenta ainda que muitos profissionais
entre 30 e 40 anos hoje são aqueles que quando tinham
20 não se planejaram, se acomodaram muito e acreditaram
que aquele emprego seriam para sempre. “Os caras que
hoje têm 20 ou 25 anos devem planejar com seriedade
e método o seu futuro, porque se deixarem o bonde passar
vão sofrer as conseqüências quando tiverem
entre 30 e 40 anos, pois esses entre 30 e 40 anos quando tinham
20 trabalhavam em empresas onde acreditavam que nada iria
acontecer”, avalia Silvia.
Notoriamente, esses são os casos de profissionais entre
30 e 40 anos que eram funcionários de uma empresa que
de repente faliu ou que participou de um processo de fusão.
No Brasil há inúmeros exemplos, como os da Varig,
da Soletur, da Casas Pernambucanas, da Transbrasil, da Vasp,
entre muitas outras. “Por melhor que esteja
a sua empresa hoje não dá para acreditar na
estabilidade total”, orienta Silvia.
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“Não tenha vergonha em falar sobre
trabalhos temporários ou qualquer experiência que
teve e nunca é tarde para se atualizar”,
sugere Silvia Souza aos profissionais entre 30 e 40 anos |
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Os “trintões”
não devem deixar e peteca cair e muito menos perder
as esperanças. Para Silvia Souza tudo é uma
questão de redirecionar o seu foco. Um profissional
capacitado entre 30 e 40 anos, deve montar seu portfolio e
investir em marketing pessoal. “Uma boa dica é
que ele divulgue os trabalhos temporários que fez,
as pessoas que se beneficiaram dele, isso não é
vergonha; deve falar sobre as experiências que fez;
também deve aumentar seu network procurando freqüentar
eventos onde estejam os profissionais de sua área,
entre outras coisas”, sugere a profissional do Grupo
LET.
Mas quais áreas ou carreiras que caem como uma luva
para profissionais entre 30 e 40 anos. Embora seja um risco
se generalizar – pois sempre há os chamados nichos
de mercado em todas as profissões – de acordo
com Silvia Souza, algumas funções na área
operacional que lidam com o público, a área
acadêmica, Direito e Administração são
ainda boas fontes para profissionais “trintões”
que saibam se vender. Segundo ela há também
um fato real de que profissionais entre 30 e 40 anos são
mais bem aceitos em empresas particulares, de médio
porte do que em multinacionais. “Isso nos leva a concluir
que seria uma boa saída os profissionais entre 30 e
40 anos considerarem seriamente a construção
de uma mentalidade empreendedorista (veja aqui na próxima
semana, matéria no site sobre definições
equivocadas da palavra “empreendedorismo”)”,
acredita Silvia.
RHs de empresas: sejam mais flexíveis!
Para a profissional do Grupo LET seria quase uma leviandade
culparmos apenas os profissionais por esta situação
apresentada nas pesquisas. “Ás vezes empresas
têm políticas de Recursos Humanos muito radicais,
exigindo algo acima da realidade do mercado. Muitas empresas
não olham para esses profissionais porque acreditam
que eles não serão aderentes a seu plano de
encarreiramento ou porque o valor de seus benefícios
será mais alto. Isso, em boa parte, é um equívoco”,
assegura Silvia Souza.
Ela acredita que tal comportamento dos RHs de muitas empresas
fecha a porta a profissionais que poderiam ainda oferecer
muito sangue e talento às empresas. “Com certeza
as políticas de RH deveriam ser muito mais flexíveis”,
pede. Mesmo porque não as pesquisas, mas o convívio
diário nos mostra que a cabeça de uma pessoa
entre 30 e 40 anos hoje é bem diferente do que era
a de uma pessoa da mesma idade há 30 anos atrás.
Outra polêmica: alguns RHs acreditam que profissionais
entre 30 e 40 anos trazem muitos vícios de experiências
anteriores e por isso não os chamam para fazer carreira
em suas empresas; rotulam antes de procurar conhecê-lo.
“É incrível, mas parte das grandes empresas
no Brasil age dessa forma”, confirma Silvia Souza.
Silvia destaca que uma das qualidades do profissional entre
30 e 40 anos é que, em geral, ele tem mais maleabilidade
do que um mais jovem para aceitar críticas e sugestões.
Por outro lado, também crê ser válido
o profissional entre 30 e 40 anos procurar investir em um
visual mais jovem, conhecer e vivenciar ações
a atitudes do chamado “mundo dos jovens”. É
bom ficar antenado, ler tudo. E antes de tudo, alguém
entre 30 e 40 anos, com todos os avanços que a Medicina
nos oferece hoje em dia, jamais pode se considerar um velho.
Parecer velho é pior do que ser realmente velho.
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O Site EMPREGOS.com.br
( www.empregos.com.br)
veiculou uma carta do profissional Jorge Nadasi, 37
anos, graduado em Direito, que até aquele momento
estava há cinco anos desempregado. Ele pedia
ajuda. Veja a íntegra da carta a seu pedido de
ajuda:
Por que aos 37 anos não consigo emprego?
Estou há cinco anos desempregado e não
consigo arrumar nada, já estou com 37 anos e
sou solteiro. As empresas me recusaram pela idade. Sou
formado em Direito e minha experiência profissional
está relacionado a cobrança. Tenho mais
de cinco anos nessa área e não sei se
mudar de ramo poderia ajudar.
Jorge Nadasi
Resposta do consultor do site:
O que ocorre é que para o mercado de trabalho,
você seria jovem – 37 anos – se já
tivesse uma carreira em progresso e já tivesse
alcançado um posto de supervisão ou gerência,
mas é “velho” para funções
administrativas e operacionais. Os profissionais dos
setores de Contas a Pagar, Contas a Receber e Cobrança
são em geral muito novos, em formação
universitária ou recém-formados. Para
um funcionário dessa área você já
está muito maduro.
O fato de ser solteiro também parece ajudar,
mas nem tanto. É minha impressão –
sem pesquisa – que as organizações
preferem que, depois de uma certa idade, o homem seja
casado. Creio que há uma expectativa de estabilidade
e dependência do emprego. Assim, 37 anos e ainda
solteiro pode não ser um bom perfil para as empresas
empregadoras.
Com relação aos 5 anos desempregado, o
que você tem feito nesse período? Tem atuado
como profissional liberal, advogado em algum escritório
ou na sua própria banca de advocacia? Ou algum
outro tipo de opção profissional?
Mais importante do que tudo para você, a meu ver,
é fazer um levantamento dos seus pontos fortes,
tanto do ponto de vista pessoal, quanto profissional,
e capitalizar sobre eles, buscando a atividade profissional
que mais seja adequada aos seus pontos fortes, aos seus
ativos.
O mercado de trabalho é muito exigente e cobra
das pessoas, hoje em dia, que desde cedo elas busquem
e percorram seus caminhos de carreira. Se você
se forma num determinado curso é preciso buscar
sucesso na carreira escolhida. Se não for assim,
lá na frente, as alternativas, apesar de não
impossíveis, serão poucas.
Aos 37 anos você ainda é um jovem e tem
muitos caminhos a trilhar. Coragem e perseverança! |
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