 |
| COMPETÊNCIA
|
|
Jan-28-2008 |
RH,...esse desconhecido –
Explicamos aqui o que é... COMPETÊNCIA
(conhecimento + habilidade + atitude) e...porque é interessante
você saber disso para se dar bem no mercado! |
| Por Alexandre Peconick (texto)
/ Foto: Site www.Sxc.hu |
 |
| |
Saber o significado e dominar
COMPETÊNCIAS é fundamental para progredirmos
em nossas carreiras no mercado de trabalho.
É comum ouvirmos que determinada pessoa tem competência
para executar uma tarefa; bem como igualmente comum ouvirmos
alguém classificar alguém de “incompetente”
e esse alguém se sentir extremamente ofendido. Para
os que pensam que competência é apenas a capacidade
de realizar alguma coisa específica, avisamos que estes
estão enganados!
O termo “COMPETÊNCIA”, muito usado em Recursos
Humanos e nos meios organizacionais em geral, tem diversas
interpretações. Tenha em mente cada uma delas
para não sair perdendo quando ouvir “COMPETÊNCIA”
algum dia:
1. Competência é a capacidade de mobilizar conhecimentos,
valores e decisões para agir de modo pertinente numa
determinada situação. Portanto, para constatá-la,
há que considerar também os conhecimentos e
valores que estão na pessoa e nem sempre podem ser
observados.
2. Competências e habilidades pertencem à mesma
família. A diferença entre elas é determinada
pelo contexto. Uma habilidade, num determinado contexto, pode
ser uma competência, por envolver outras subabilidades
mais específicas. Por exemplo: a competência
de resolução de problemas envolve diferentes
habilidades — entre elas a de buscar e processar informação.
Mas a habilidade de processar informações, em
si, envolve habilidades mais específicas, como leitura
de gráficos, cálculos etc. Logo, dependendo
do contexto em que está sendo considerada, a competência
pode ser uma habilidade. Ou vice-versa.
3. Para ser competentes, precisamos dominar conhecimentos.
Mas também devemos saber mobilizá-los e aplicá-los
de modo pertinente à situação. Tal decisão
significa vontade, escolha e, portanto, valores. E essa é
a dimensão ética da competência. Que também
se aprende, que também é aprendida.
4. A capacidade de tomar decisões e a experiência
estão estreitamente relacionadas na operação
de uma competência. Tomar uma decisão, muitas
vezes, implica certo grau de improvisação, mas
uma improvisação orientada pela experiência.
Não é por outro motivo que um piloto treina
centenas de horas de vôo antes de ser considerado apto
a comandar um Boeing. É essa experiência que
dá ao piloto condições de tomar uma decisão
pertinente.
Em resumo: a competência só pode ser constituída
na prática. Não é só o saber,
mas o saber fazer. Aprende-se fazendo, numa situação
que requeira esse fazer determinado. Para Enio Rezende, autor
do livro “A Força e o poder das COMPETÊNCIAS”,
da Editora Qualitymark (ver em www.qualitymjark.com.br). Quando
se tem Eficiência e esta evolui rapidamente alcançamos
a Eficácia, que progride para a Qualidade, até
chegarmos a um Processo que aprimorado chega ao estágio
final: a Competência. Para ele a competência é
a tradução desse saber fazer em resultados.
Cabe aqui esclarecer a diferenciação entre eficiência
e eficácia. A eficiência está relacionada
ao processo enquanto a eficácia está relacionada
ao resultado. Exemplo: Aulas consideradas boas são
eficientes mas, só serão eficazes se produzirem
aprendizagem.
|
| |
| Então, o que significa
ser competente? |
 |
| |
O competente é aquele
que julga, avalia e pondera; acha a solução
e decide, depois de examinar e discutir determinada situação,
de forma conveniente e adequada. A competência exige
o saber, o saber fazer e o ser/conviver. (conhecimentos, habilidades
e atitudes).
Exemplificando: Quando aprendemos a andar de bicicleta, consideramos
o “andar”, um desafio. Esta aprendizagem acontece
a partir da mobilização de recursos cognitivos
para a resolução do problema ou objetivo da
aprendizagem.
A competência é uma construção
mental e não a mera resolução de tarefas.
Quem sabe fazer deve saber porque está fazendo desta
maneira e não de outra.
Muitos autores e pensadores sobre o tema apontam cinco competências
básicas para um grande profissional hoje no mercado
Moretto (1999) aponta cinco competências: •domínio
de linguagens; •compreensão de fenômenos;
•construção de argumentações;
•soluções de problemas; •elaboração
de propostas.
Classificando as competências
A gestão orientada por competências representa
um importante passo na direção da gestão
dos talentos de uma organização. Quantos talentos
escondidos existem em uma organização? Quantas
pessoas almejam a execução de atividades que
lhes sejam mais desafiadoras? Cientes da importância
de identificar seus talentos e posicionar a pessoa certa
no lugar certo, as empresas procuram meios de tangibilizar
formas de medir a competência das pessoas com aquelas
requeridas para a função que ocupam, orientando
as ações necessárias para que os resultados
empresariais possam ser alcançados.
O retrato desta dificuldade de identificar os talentos necessários
para uma empresa pode ser mais claramente observado a partir
de um fato que ocorreu em uma empresa de telecomunicações
ao se instalar no Brasil, quando a mesma necessitava ter
em seus quadros um determinado especialista. A historia
que serve de exemplo foi a seguinte:
“A partir da demanda de um determinado conhecimento,
a empresa partiu para a contratação de um
especialista para a função. Como não
foi encontrada esta pessoa na empresa, houve a necessidade
de recorrer a uma consultoria, a fim de viabilizar esta
contratação junto ao mercado. Finalmente,
passados três meses de pesquisa junto ao mercado,
a consultoria identificou um especialista exatamente como
a empresa desejava, com mais de 20 anos de experiência
na área. Convidado pela empresa o especialista compareceu
à entrevista para efeito da sua contratação
e qual não foi a surpresa quando foi verificado que
este profissional super especializado já pertencia
aos quadros da empresa e a mesma não o tinha identificado
para a função.”
Quantos casos semelhantes não estão acontecendo?
E o pior, nestas situações, quando os talentos
da empresa não são encontrados e novos profissionais
são contratados, terminam por promover uma desmotivação
dos funcionários da empresa que poderiam atender
a esta demanda, podendo ocasionar a perda destes profission
ais para a concorrência.
Entendendo porque se usam COMPETÊNCIAS
A definição das competências necessárias
a uma empresa precisa ser feita a partir do seu plano estratégico
e dos fatores críticos de sucesso para que os objetivos
estratégicos sejam atingidos.
Estas competências identificadas estarão conseqüentemente
atreladas ao sistema de avaliação de resultados
e de desempenho da empresa. Ou seja, o sistema balanceado
de métricas – BSC – Balanced Scorecard
ou outro sistema de acompanhamento e medição
de resultados que possa existir sendo, portanto, a base
para a identificação das competências
necessárias à organização.
A partir das competências identificadas em cada nível
organizacional, será possível montar um sistema
de pontuação, normalmente variando de 1 a
5, para cada competência, identificando o grau na
qual a mesma poderá estar presente em cada posto
de trabalho. Para a efetiva utilização das
competências identificas a partir do plano estratégico,
é necessário que se tenha um sistema de avaliação
individual, de modo que, com a comparação
das competências requeridas para um determinado posto
de trabalho com aquelas que a pessoa possui, se possa planejar
o desenvolvimento de cada funcionário, visando aumentar
a competência para a posição que o mesmo
ocupa.
Assim, vale notar que o sistema de gestão de competências
precisa estar atrelado a um sistema de reconhecimento e
recompensa que, poderá significar desde a orientação
para o autodesenvolvimento, ou a promoção
a outros postos de trabalho dentro da empresa e até
as premiações com a utilização
de bônus ou aumento de remuneração.
|
| |
| Identificando as COMPETÊNCIAS
em três grupos |
 |
| |
(1) Competências
individuais: Relacionadas ao comportamento das pessoas,
como, por exemplo, o apresentado na Tabela 2. Podendo ser
traduzidas de forma simplificada na forma abaixo:
Liderança, Inter-relacionamento pessoal, Orientação
para resultados, Iniciativa, Foco no cliente, Criatividade,
Visão sistêmica, Negociação, Atuação
estratégica, Capacidade de decisão.
Tabela 2 - Competências pessoais (Fonte:
Human Research Inc.)
• Correr risco com idéias não testadas.
• Verbalizar os pensamentos e as ações
dos outros.
• Reagir a problemas por meio de estudo e cooperação.
• Analisar muitas variáveis ao tomar decisões.
• Delegar a outros a responsabilidade de ações
decorrentes.
• Reduzir a tensão no grupo por meio de interação
verbal.
• Responsabilizar-se pelo acompanhamento das atividades.
• Conter-se quando estiver impaciente ou ansioso.
• Agir com energia mesmo se isto ofender algumas pessoas.
• Resolver conflitos iniciando e promovendo análise
e debate.
• Levar em conta os pontos de vista dos que discordam.
• Manter-se neutro no aparecimento de conflito.
• Exigir resultados imediatos.
• Encorajar com palavras os outros em seus esforços.
• Elaborar uma rotina funcional e repetitiva.
• Avaliar cuidadosamente métodos e ações
alternativas.
Competências específicas:
Relacionadas às áreas de conhecimento dos empregados,
portanto, são adquiridas a partir da interação
entre pessoas ou pela aquisição por parte dos
empregados da informação explicita disponível,
como livros, relatórios, e-mails, entre outras. Podem
ser exemplificadas como:
Inovação e tecnologia de negócios, Orientação
para o mercado, Gestão da cadeia de suprimentos, Gestão
do relacionamento com os clientes, Gestão de processos,
Gestão de pessoas, Ou até as mais especificas
como: Contabilidade Societária; Fluxo de caixa; Programação
Java, etc.
Assim, as competências específicas estão
diretamente relacionadas ao conhecimento e habilidades que
as pessoas possuem.
Competências organizacionais:
Relacionadas às competências que a empresa
reconhecidamente possui e, portanto, depende não somente
das pessoas, mas também da gestão que utiliza
e da tecnologia que a suporta. Significa que a empresa só
irá possuir determinada competência quando houver
uma sintonia das dimensões processos, tecnologia e
pessoas, no sentido de ter uma determinada competência
organizacional reconhecida pelos seus pares, quais sejam:
clientes, fornecedores, acionistas, sociedade, concorrentes
e empregados.
Competências organizacionais são processos, funções,
tecnologias e pessoas que tornam possíveis a uma empresa
entregar produtos e serviços com alta qualidade, com
velocidade, eficiência e um serviço ao cliente
de elevado nível.
Como exemplo de competências organizacionais
podemos listar:
3M: Conhecimentos tecnológicos
de abrasivos e adesivos.
3M: Gestão da inovação.
Hewlett-Packart: Velocidade
de lançamento de novos produtos.
Petrobras: Tecnologia de produção
em águas profundas.
Eastman-Kodak: Tecnologia de
processamento de imagens fotográficas.
Wal-Mart: Gestão de
Logística.
Microsoft: Desenvolvimento
de software.
As competências organizacionais estão, portanto,
associadas com a imagem da empresa. Ou seja, ao fazer a adequada
gestão dos seus processos, das tecnologias que dispõe
e dos talentos que possui, a empresa estará desenvolvendo
competências que irão fortalecer a sua imagem
junto ao mercado.
Portanto, não basta que a empresa possua funcionários
talentosos, é preciso que as estratégias da
empresa sejam viabilizadas a partir do uso adequado dos desses
talentos, com a utilização dos seus recursos
tecnológicos dentro de um modelo gestão alinhado
aos objetivos estratégicos da empresa.
É preciso que a harmonia entre as dimensões
GESTÃO DE PROCESSOS, PESSOAS e TECNOLOGIA exista para
que a empresa obtenha sucesso a partir das suas competências
organizacionais. |
| |
|
 |
|
 |