Vencendo a Timidez
Jan-14-2008
Timidez: a inimiga do sucesso empresarial
Veja aqui algumas dicas para combatê-la e conseguir sobressair-se no trabalho com equipes
Por Alexandre Peconick (texto) / Foto: Site www.Sxc.hu
^
O trabalho de equipe foi enfatizado por todos para o sucesso da qualidade LET em 2007
 
Timidez é uma característica que qualquer um de nós apresenta em algum momento da vida. Mas timidez em excesso ou exibida de forma descontrolada pode prejudicar o sucesso profissional. Pode impedir uma promoção; impedir que você tome um passo mais ousado, mas necessário; pode lhe causar uma demissão ou mesmo pode atrapalhar sua admissão. Se o ideal para se obter alta perfomance hoje é saber trabalhar em equipe, esta situação não condiz com a timidez em doses altas.

Muitos grandes líderes tiveram que superar altas doses de timidez para poderem mostrar seu valor e serem reconhecidos. Pode parecer incrível, mas Winston Churchill, Martin Luther King, Luís Felipe Scolari (o Felipão), Luís Inácio Lula da Silva e o técnico de vôlei Bernardinho eram pessoas tímidas em sua infância e parte da adolescência. Sem ter que assistir a palestras ou ler livros de auto-ajuda eles trabalharam ferramentas naturais de motivação que lhes ajudaram a mascarar a timidez e aflorar seus talentos. Mas também se esforçaram para aprender e para viver experiências que lhes permitissem olhar nos olhos dos outros sem nada temer.

Aqueles que precisam de líderes para lhes guiar sentem falta de pessoas que não têm medo de mostrar sua expressividade, seus medos, suas angústias e suas idéias. Contudo, não se vence a timidez pegando exemplos de pessoas eloqüentes. Ninguém deve tentar ser um “Bernardinho”, ou um “Felipão”, ou um “Churchill”. A melhor saída é pegar as características que você considera as melhores em você – seus pontos fortes – e usá-las de forma insistente em favor da comunicação e do trabalho em equipe.

Por exemplo, Flavia (uma personagem fictícia) é muito analista, pragmática e didática (ela também já foi professora). Explorou essas qualidades na hora de falar em público que, juntamente com os cursos, fazem com que hoje ela seja uma pessoa muito mais segura de si, e pegue o microfone sem medo de errar. Para tanto foi preciso quebrar alguns medos, como aprender a ser observada. Esta mudança foi há 10 anos. Foi decisivo para minha carreira de Flavia decolar. A partir deste momento, os resultados começaram a aparecer de verdade. Hoje Flavia é gerente de uma equipe de 300 pessoas.

Se você quer vencer a timidez no meio profissional (ou quer supera-la para não “fazer feio” em uma dinâmica de grupo em processo seletivo para emprego), quatro dicas são interessantes àqueles que podem se tornar líderes, mas que hoje ainda estão dentro de uma concha:

• Gostar muito do que faz.

• Gostar de trabalhar com gente, dedicar-se ao trabalho de ouvir (mais do que falar) e interagir com as pessoas.

• Não desprezar nenhuma idéia ou oportunidade trazida por quem quer que seja. Mesmo que pareça estranha no começo, anote e pense com calma depois.

• Ser um eterno observador, estar sempre atento ao clima, a integração e ao desenvolvimento de todos.

• Fazer mensalmente uma dinâmica de grupo com toda a equipe – isso ajuda muito a conhecer cada um dos colaboradores e detectar possíveis problemas.

Não ter medo de ser tímido e de exibir este comportamento é outro grande passo para lidar com a timidez. Segundo os mais renomados psicoterapeutas, “já que você é tímido, não se esforce para parecer extrovertido; você parecerá artificial, não-autêntico; além do mais, para a maioria das pessoas o fato de você ser tímido ou extrovertido não faz a menor diferença na hora de formularem um juízo de valor a seu respeito (lembre-se que 75% das pessoas também são tímidas, assim como você)”, concluem.

O que conta para o que as pessoas pensarão a seu respeito são de fato os valores positivos ou negativos que você exibe. E timidez não é valor, é atitude. Portanto, o fato de ser tímido ou não, não acrescenta peso ao juízo de valor que alguém faz de você. Seja você mesmo. Assim estará fazendo o melhor possível para obter sucesso profissional.

Outro passo importante é entender que TIMIDEZ não é uma doença, e muito menos um transtorno, embora pode ser tratado por psicoterapeutas .


Se Timidez não é transtorno, o que ela é então?

Pelo senso comum, a Timidez é um padrão de comportamento caracterizado pela inibição em certas situações, podendo ser acompanhado de algumas alterações fisiológicas, como aceleração da respiração e dos batimentos cardíacos. Em outras palavras, é um padrão de comportamento em que a pessoa não exprime (ou exprime pouco) os pensamentos e sentimentos, e não interage ativamente.
A outra maneira de explicar o que é Timidez, é descrever o que se passa dentro da pessoa. Embora esta seja uma área complexa, como são todos os processos psicológicos, alguns pontos se destacam:

- Reconhecimento da dificuldade em interagir com as pessoas ou em situações sociais.

- Anseio de mudar, ou seja, o anseio de liberdade.

- Presença de desacordos internos. Ao lado do anseio existem barreiras que impedem a livre expressão de pensamentos, sentimentos, emoções. Dependendo do peso relativo do anseio e das barreiras, a dificuldade é maior ou menor, restrita a certas situações ou extensiva a muitas.

- A dificuldade não gera grande sofrimento e tampouco compromete de forma significativa a realização pessoal.

- Presença de sentimentos e emoções que se exprimem intensamente em fantasias. Uma vez que os sentimentos não são expressos integralmente na vida real, tal represamento faz com que as fantasias se tornem muito mais intensas e freqüentes. Nas fantasias as barreiras não existem.

Mas o que pode causar essa timidez?
As causas são múltiplas. Eis as principais:

Pai ou um dos pais porta timidez - A percepção depreciada de si mesmo o faz depreciar ou não confiar no filho(a).

Pais ou um dos pais muito agressivo - Isso faz com que o filho tenha uma visão dos outros como potencialmente hostis.

Experiências de humilhações silenciosas ou públicas - Isso corrói o "eu" ou produz distorções no "eu" que está se desenvolvendo.

Familiares críticos - Algumas famílias têm uma cultura muito crítica. Essa postura pode ser velada ou aberta, direta (dirigida para dentro dela mesma) ou indireta (críticas dirigidas a pessoas de fora).

Problemas familiares que causem vergonha - É comum as crianças ou adolescente sentirem-se envergonhados durante um processo de separação dos pais, por exemplo. Isso pode ser superado em pouco tempo ou pode permanecer como uma forma de auto-depreciação. Problemas familiares de outra natureza podem também causar esse dano.
Famílias afetivamente frias - Famílias que não exprimem os sentimentos ou os exprime muito pouco, principalmente os sentimentos de carinho e alegria pelas realizações de alguém do grupo. Elas podem contribuir indiretamente para a timidez, na medida que isso não ajuda a desenvolver uma percepção pessoal de capacidade de realização, de competência, de ser capaz de ser amado, de ser estimado, de ser respeitado pelos outros.

Tratamento da Timidez

Se as iniciativas individuais ( tais como envolvimento em grupos de estudo, cursos, vivência de situações inusitadas, viagens, sair da rotina, entrar em salas de bate papo e fórum na Internet e desenvolver relações amistosas, conhecer novas pessoas, entre outros) não surtirem o efeito necessário é importante buscar o tratamento da Timidez por meio, principalmente, de abordagem psicoterápica, uma vez que os níveis de ansiedade são leves ou moderados.

Terapia Centrada no Cliente - Se ocorrem certas adversidades no ambiente em que o indivíduo se desenvolve, surgem desacordos internos e a ansiedade. Neste caso o terapeuta oferece um ambiente de aceitação, compreensão e de interesse genuíno pelo bem estar do cliente, que tende a buscar uma melhor compreensão de si mesmo, a ordenar melhor os conceitos, a fazer escolhas mais coerentes com o que o seu organismo indica e, com isso, liberta as forças construtivas inatas.

No caso da timidez, o cliente faz muitas referências negativas em relação a si mesmo no início da terapia, mas no transcorrer das sessões este cliente vai se desinibindo e se liberando de atitudes ansiosas.

Terapia Comportamental na Clínica - Consiste, inicialmente, em fazer um levantamento das situações nas quais a pessoa experimenta ansiedade e ordená-las segundo a intensidade da ansiedade. Assim, as situações são hierarquizadas - faz-se uma lista das situações, começando pela que causa ansiedade muito baixa e terminando por aquela que causa a ansiedade mais elevada.

Em outra etapa, a pessoa é colocada em estado de relaxamento muscular e estimulada a reproduzir mentalmente a imagem da situação que causa a ansiedade mais baixa. O exercício é repetido algumas vezes e passa-se para a imagem mental da situação que causa ansiedade um pouco mais alta, segundo a hierarquia feita. E assim, sucessivamente, em várias sessões, espera-se que o organismo aprenda a ficar relaxado em todas as situações em que vinha respondendo com ansiedade.

Nesse modelo, não é necessário conhecer a causa da timidez. Importa que seu organismo dá um tipo de resposta (ansiedade) a certas situações, a qual é inconveniente e deve ser substituída por outra resposta (confortável, naturalmente).

 
Um exercício para afastar aos poucos a timidez
Mas como podemos de forma prática, no dia a dia afastar a timidez e conseguirmos trabalhar em equipes sem medo das reações de nossos colegas sobre nós mesmos? O SITE DO GRUPO LET pesquisou para nossos internautas um exemplo comprovadamente eficaz de exercício. Extraímos do livro "Como corrigir a Timidez", de L.C.Martins / 1ª edição - BrLetras/Março de 2005 - Rio de Janeiro/RJ
 
Deve ser praticado, a princípio, até quatro vezes por dia, durante 21 dias. Após estes 21 dias recomenda-se parar sete dias e repetir durante mais 21. Quase sempre este tempo é suficiente para produzir resultados satisfatórios. Mas você poderá repetir o exercício outras vezes, se quiser. Por exemplo, pode repeti-lo uma vez por semana até que se sinta absolutamente seguro.

Cada sessão deve tomar quatro ou cinco minutos do seu tempo. Não mais do que isso.
Mas quando? “Eu não tenho tempo!”. Pare de dar desculpas a si mesmo. Você pode praticar, por exemplo:

1ª sessão - pela manhã, antes do desjejum, ainda na cama
2ª sessão - antes do almoço
3ª sessão - ao entardecer
4ª sessão - na cama, antes de dormir

Segundo o psiquiatra e educador Giorgi Lozanov - criador das técnicas de aprendizagem acelerada - o estado ideal para memorizar é quando o cérebro opera na faixa de 8 a 12 ciclos/segundo, ou seja, estado “alfa”. Qualquer pessoa pode atingir este estado através de técnicas simples de relaxamento. Portanto, faça de acordo com o roteiro abaixo:

1 - Procure uma posição cômoda; afrouxe os cintos, tire o relógio, óculos etc. Você não precisa estar deitado, porém, o ambiente deve estar calmo, sem tique-taques de despertadores, falatórios ou quaisquer ruídos impertinentes;

2 – Fique absolutamente imóvel – braços, pernas e musculatura do rosto absolutamente frouxos -, feche os olhos e respire lenta e profundamente cinco ou seis vezes, inspirando pelo nariz e expirando pela boca. Depois volte a respirar normalmente;

3 – Ainda de olhos fechados e o mais imóvel possível, por uns dois minutos concentre toda sua atenção na respiração. Tente perceber o ar entrando e saindo pelas narinas. Esta providência é conveniente para evitar o assédio de pensamentos impertinentes enquanto você atinge um bom nível de relaxamento;

4 – A esta altura você deve estar se sentido leve, calmo, respirando tranqüilamente. Se não estiver ainda entrado em alfa, estará muito próximo disso;

5 - Se não tiver memorizado as formulações (que estão logo a seguir) leia cada uma delas num tom de voz normal, nem muito baixo, nem alto. Mas leia como se estivesse dando uma ordem para você mesmo. Uma ordem clara e objetiva.

Exemplo de formulação eficaz:

"Diante de qualquer pessoa e em qualquer lugar,
eu me sinto SEMPRE calmo e seguro.
Seja qual for a situação - SEJA QUAL FOR -
eu mantenho SEMPRE a minha tranqüilidade."

6 - Se já tiver memorizado, repita no mesmo tom de voz, uma depois outra, cinco ou seis vezes;

7 - Feito isso, respire de novo, profundamente, cinco ou seis vezes e o exercício estará terminado.
 
Notícias
VER TODAS AS NOTÍCIAS
 
Prorrogação de cont...
O “Sim” e o “Não” e...
Diretor Executivo d...
ENTREVISTA – “...
NEWSLET Nº19 tr...

Artigos
 
Artigo de Julho / 2007
Artigo de Maio / 2007
Artigo de Março / 2007
Artigo de Fevereiro / 2007
Artigo de Janeiro / 2007
Artigo de Novembro / 2006
Artigo de Setembro / 2006
Artigo de Agosto / 2006
Artigo de Julho / 2006
Artigo de Junho / 2006

Portfolio
    Início do “vôo solo”
  Nasce a LET
  Filiais
  São Paulo
  Projeção para o futuro
 
MembroOficial:
^ acessar o site
|| ||     São inúmeras as oportunidades oferecidas pelo Grupo Let. Não perca tempo!                                                                                                                                                                                     Faça logo seu cadastro em nosso Banco de Oportunidades e Talentos.                                        
 
Webstaff  ::  www.imailer.com.br ^ NPA ^ Rh Nacional