Mercado de RH
Jan-14-2008
Comunicação é ferramenta cada vez mais demandada no mercado de RH
Como devemos agir em situações rotineiras da vida empresarial
Por Alexandre Peconick (texto) / Foto: Site www.Sxc.hu
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Discursar em público é uma arte infelizmente pouco
trabalhada e desenvolvida por muitos palestrantes
 
Uma boa comunicação pode ser o diferencial decisivo para uma empresa de Recursos Humanos vencer uma disputada concorrência. Também pode decidir sua entrada no mercado de trabalho em uma entrevista para um emprego.

A razão única para comprovar as duas frases acima é simples: muitos concorrentes ou candidatos oferecem produtos com qualidade semelhante, mas poucos sabem comunicar isso ao mercado com clareza e precisão. Os que fazem isso saem na frente diante de “compradores” ou “empregadores”, que não têm muito tempo em tentar entender quem não sabe se explicar.

Mercadologicamente falando há ainda poucas empresas da área de RH investindo em comunicação. O Grupo LET, sempre antenado com o que há de melhor neste mercado e como o seu futuro vem investindo e oferecendo esse diferencial a seus clientes desde abril de 2006.

A globalização padronizou processos, aumentou a velocidade de mudanças e, por isso mesmo, exigiu dos gestores de diversas áreas uma necessidade de parcerias estratégicas com profissionais de Comunicação. Como afirma a fonoaudióloga e consultora de comunicação humana Mara Behlau “quando ouvimos a frase ´não quero mais falar com você´ é como se nos matassem, nos tirassem do mapa”. Por isso a habilidade em saber se articular e fazer com que os outros entendam a sua mensagem é fundamental para não ser varrido da sociedade de consumo.

Profissionais que trabalham diariamente com a Comunicação têm a exata noção de que esta ciência humana funciona o tempo todo como um seletor de pessoas. Gestores de Pessoas ou de Recursos Humanos também precisam colocar em prática essa visceral consciência. A partir do padrão de comunicação, o que inclui a fala e também a expressão corporal, conseguimos detectar classe social, conhecimentos e hábitos de nossos interlocutores e assim definir qual será nosso nível de relação com eles. Nível cultural, nível sócio-econômico e nível comportamental definem muitas vezes aquelas pessoas que farão (ou não) parte de nossa rede de contatos, seja para trabalho ou para a vida pessoal.
No ambiente de trabalho a comunicação se dá de acordo com os grupos e as profissões. Médicos têm uma forma própria de conversar entre si, assim como professores ou advogados. Além disso, encontrar alguém que exerce a mesma atividade e fala a mesma linguagem ou alguém que tem o mesmo tipo de vivência é algo que nos agrada, porque sabemos que o padrão de comunicação será o mesmo.
 
O passo a passo da boa comunicação
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A partir de alguns padrões gerais de comunicação que transmitem vários estados do ser humano veja aqui como desenvolver a competência comunicativa sem perder a naturalidade:

1. Negociação.

Segundo os padrões, tons mais graves de voz revelam um clima de tristeza ou de seriedade, enquanto tons agudos denotam alegria e surpresa. Falar muito forte é sinal de invasão e muito fraco, de insegurança. Numa negociação, para mostrar disponibilidade é preciso modular a voz de acordo com o momento. Quem não varia (e no momento certo) o tom demonstra rigidez. Praticar modulações de voz em situações menos decisivas e contundentes é uma boa dica para quando você estiver diante “da hora agá”.

2. Articulação.

A forma de pronunciar as palavras e expor as idéias diz muito a respeito de nós. Articulação simples e clara é sinônimo de clareza de idéias; articulação imprecisa, de desinteresse e desorganização e articulação excessiva significa narcisismo. Algumas pessoas têm ótimo currículo, mas não se destacam porque não se comunicam com clareza. Diga em poucas palavras o que precisa. Não procure palavras difíceis, mesmo diante de interlocutores que tenham MBA, doutorado e similares. Leia muitos textos para não cometer erros de gramática na fala. Eles saltam à vista e são capazes de eliminá-lo de grupos sociais e/ou profissionais.

3. Estilo do falante.
O segredo aqui é adequar-se ao modelo de comunicação do outro, para criar empatia. Quando o estilo de transmissão das mensagens é agradável e amigável, a pessoa é geralmente fácil de lidar, porém difícil de negociar. Os analíticos e reflexivos precisam de números, fatos, provas convincentes para estabelecer a relação com o interlocutor. Diante dos autoritários e controladores, deixe eles sentirem que eles têm o domínio da situação e com os expressivos e narcisistas use a tática do holofote: deixe que se sintam o máximo.

4. Falar em público.
É considerado um dos piores temores. Em geral mesmo alguns palestrantes profissionais revelam certos temores para falar em público. É interessante treinar diantes de pequenos públicos, antes de se aumentar o número de ouvintes e a importância da fala. Seja o mais natural possível. Visualize umas cinco ou seis pessoas na platéia de vez em quando, quando estiver desenvolvendo uma idéia. Se pensar que estão ali 800 ou 1.000 pessoas e girar a cabeça olhando para todos, tenderá a se perder em seu discurso.

5. Apresentações.
Aqui pode ser apresentação de um projeto de trabalho, pode ser a apresentação de si mesmo em uma entrevista para emprego ou mesmo a apresentação de sua empresa para um cliente, entre outros enfoques. Apresentações fazem parte da rotina de várias profissões e exigem muito treino. Eis algumas dicas:

• Converse com algumas pessoas antes de começar a apresentação, sinta qual é a expectativa delas e como está o humor delas hoje.

• Seja pontual e vá direto ao objetivo; se ficar “enchendo lingüiça”, como diz o ditado popular, irá causar sono e desinteresse em seus “espectadores”.

• Domine o assunto sobre o qual está falando. Como? Pesquise, pergunte, use referências, pense em todas as perguntas que aquele “chatinho” sentado lá na última fila poderá lhe fazer.

• Prepare um roteiro básico com introdução, tópicos e perguntas que deverá responder durante a apresentação; inclua no roteiro apenas o conteúdo fundamental para seu ouvinte.

• Modere o uso de citações para que sua apresentação não se pareça com uma colcha de retalhos.

• Organize com detalhes sua apresentação pensando no tempo que ela irá durar e na ênfase exata que você terá que dar ou não a cada tema e sub-tema abordado

• Cuide de sua imagem, ou seja, não vá para a apresentação com as unhas mal feitas, a barba por fazer, com mau hálito ou com sono; atitudes como estas denotam também uma má comunicação. Vista-se com algo de acordo com o ambiente no qual estará (se for mulher, sem decotes), se alimente bem antes da apresentação e respire pausadamente.

• Desenvolva uma boa postura, firme, mas sem exageros.
        • Deixe os gestos livres, acompanhando a fala.
        • Mantenha a distância social de no mínimo um metro entre você e seu(s) “cliente (s)”.

• Mostre confiança, fluência e conhecimento.

• Deixe o outro falar, expor e perguntar. Quando alguém lhe fizer uma pergunta, permita que essa pessoa conclua o raciocínio, não atravesse jamais a sua fala.

• Responda de forma objetiva, clara e transparente.

• Se não souber, anote e devolva a informação. Não é vergonha dizer que não sabe algo e que vai “pesquisar ou apurar para saber”; pior é inventar ou enrolar a informação.

6. Ao telefone.
Cumprimentar é ser educado, por isso cumprimente e identifique-se imediatamente. Use seu nome e o da empresa e pergunte com quem está falando. Não cite seu cargo, exceto se isso for imprescindível a quem está lhe ouvindo. Não interrompa o falante e espere o interlocutor desligar antes. Ao celular, pergunte se o outro está disponível para falar no momento e seja rápido e direto.

7. Barreiras verbais.
São palavras, frases e expressões que se transformam em obstáculos à efetividade da comunicação, gerando antipatia, crise, antagonismo e desprazer. Fique atento a elas porque infelizmente são coisas que costumamos utilizar com freqüência, seja pelo chamado “ato-falho”, pressa na fala ou, infelizmente, por desconhecimento: “pograma”, “adevogado”, “pisicóloga”, “não tem poblema, pobrema”, “uma telefonema”, “não pude vim”, “a nível de”, “vi ele”, “meio dia e meio”, “vou na casa de fulano”, “tô meia cansada”, “menas preocupação”, “fazer uma colocação”, “subir para cima”, “descer para baixo”, “o Framengo é isso mesmo”, “coloquei essa bruza”, “mendingo”, “rezistro”.

Há também os nomes insultuosos ditos em tom amistoso: “Boa-vida”, “Vigarista”, “Vagabundo”, “Pilantra”, “Moleque”. Bem como o uso de palavras sérias em tom jocoso: “Chefinho”, “Mestre”, “Meu amo”, “Filósofo”. Também incomodam a continuidade da comunicação as expressões que constituem flagrantes ou desafios mal dissimulados: “Você está completamente enganado!”, “Isso é o que você pensa!”, “Quero ver se você é capaz de...”; “Você sabe com quem está falando?!” . E o que dizer das eternas palavras repetidas constantemente que viraram lugar -comum: “Né”, “Tá”, “OK”, “Oká”, “Tá bom”, “Veja só”, “Daí”, “Tá certo”, “É ou não é”, “Veja bem”, “Então”, “Taí”, “Realmente”, “Com certeza”, “Já é”, “ninguém merece”.

Também evite usar palavras muito familiares e que denotam intimidade inexistente: “Meu bem”, “Minha querida”, “Meu anjo”, “Amor”, “Meu amor”, “Minha flor”, “Minha deusa”, “Bem”, “Fofa”, “Linda”.

8. Em qualquer comunicação. Convide o outro para ouvi-lo, mostrando-se uma pessoa interessante. Tenha frases positivas sobre você, esteja pronto para arriscar e surpreenda o interlocutor!

Mas, diante de tantas regrinhas, como podemos avaliar a nossa, digamos assim, “competência comunicativa”? Comunicadores de sucesso sugerem o espelho e uma fita gravada como bons termômetros. Outras opções são os comentários dos outros, ajuda profissional fonoaudiológica e até preencher um questionários de auto-avaliação.
 
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