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| ORIENTAÇÃO
VOCACIONAL |
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Set-10-2007 |
ORIENTAÇÃO VOCACIONAL
Uma necessidade para todas as idades na busca por trabalho que
some satisfação financeira e pessoal |
| Por Alexandre Peconick (texto) )
/ Fotos: Site Sxc.hu |

Vocação é uma busca constante
dos jovens no mercado |
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Trabalhar naquilo que ama
e naquilo que mais se mostra habilidade não é
mais um privilégio que alguns conseguem, é uma
necessidade do mercado. Empresas não querem mais perder
tempo com profissionais que estão ali só para
ganhar dinheiro. Profissionais não querem perder tempo
insatisfeitos em trabalhos que não aproveitam seus
potenciais.
Tem sido voz uníssona em consultorias de Recursos Humanos
que profissionais que não seguem sua vocação
criam problemas para os recrutadores (Analistas de RH) em
processos seletivos. A “desorientação
vocacional”, fruto da falta de informação
também contribui para o alto turnover (curto tempo
de permanência de um empregado em uma empresa) nas organizações.
Buscando esclarecer nossos internautas entrevistamos duas
das mais gabaritadas profissionais de Orientação
Vocacional (ou Profissional) do Rio de Janeiro: as psicólogas
Ingrid Robinson Canedo e Flavia Álvares Fernandes.
Elas trazem aqui o “caminho das pedras” para uma
boa orientação vocacional ressaltando que hoje
as profissões estão mudando e algumas se misturando
muito, como Engenharia, Administração, Comunicação,
Psicologia, Economia.
Com 24 anos de experiência no mercado, graduada em Psicologia
pela UERJ com Formação em Orientação
Profissional e Gestalt – terapia, sendo ainda especialista
em psicologia clinica e membro da ABOP (Associação
Brasileira de Orientação Profissional), além
de autora de inúmeros artigos publicados, a Dra. Ingrid
trabalha com orientação profissional numa abordagem
gestáltica (que associa a abordagem clinica de orientação
com aportes teóricos da gestalt –terapia, enfocando
a construção da identidade profissional do individuo
através do auto-conhecimento, das influências
familiares e do responsabilizar-se por suas escolhas). Ela
é ainda Coordenadora do Curso de Formação
em Orientação Vocacional- Ocupacional segundo
a Perspectiva Gestáltica. Já a Dra. Flavia,
graduada em Psicologia pela PUC-Rio e com passagem pelo RH
da Rio de Janeiro Refrescos, atualmente é Chefe da
Clínica de Psicologia da Policlínica Militar
do Rio de Janeiro e atua como consultora de orientação
profissional de algumas empresas. Sua linha de trabalho usa
o que chama de “técnicas projetivas” privilegiando
o autoconhecimento.
Por que alguém deve procurar
orientação vocacional?
As Dras. Ingrid e Flavia acreditam que o trabalho de orientação
vocacional é necessário toda vez que uma pessoa
tem dúvida ou está em crise em relação
à sua questão profissional. Este fato é
mais comum na adolescência ou no princípio de
uma carreira (até os 23 anos), quando se tem que fazer
uma escolha profissional às vezes prematura, mas também
ocorre em outros momentos de nossa vida, mesmo porque a profissão
é uma construção contínua.
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a Dra. Ingrid Canedo (foto) utiliza o referencial gestáltico
com técnicas de auto-conhecimento que incluem viagens
de fantasia, construção da arvore genealógica
vocacional da família, entre outro instrumentos para
ajudar as pessoas a encontrarem e aproveitarem suas reais vocações
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“Muitas pessoas
buscam um processo de orientação vocacional
para rever o direcionamento de suas carreiras (Reorientação
Profissional); também há pessoas que se desligam
do trabalho, mas ainda precisam manter alguma atividade ou
porque precisam resolver problemas financeiros ou porque não
querem ou não podem ficar paradas. Hoje todos buscam
uma realização profissional, independente da
idade”, esclarece a Dra. Ingrid Canedo, que realiza
cursos para formar Orientadores Vocacionais. |
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No entender da Dra. Flavia
Fernandes isso ocorre porque a denominação “Vocação”
migrou de um formato estático para um processo de mudança
que aproveite todas as potencialidades do indivíduo.
“Hoje quem quer investir em seu bem-estar e precisa
de respostas que o façam chegar até lá
procura a orientação vocacional. Afinal, o descobrir-se
profissional faz parte de um processo que envolve a história
de vida do indivíduo e do contexto em que está
inserido”, afirma Flavia. Para ela uma orientação
vocacional voltada a um projeto de carreira e não a
um fim imediatista diminui a insatisfação com
o trabalho, as faltas ao mesmo, as demissões, doenças
laborais e, por conseqüência, aprimoram a produtividade.
Como a Orientação Vocacional serve de atalho
para o mercado de trabalho
Hoje o mercado quer profissionais realmente identificados
com sua carreira, que invistam em si e permitam que a empresa
invista neles. Por isso hoje o ideal é que serviços
de orientação vocacional não trabalhem
com conceitos de profissão, mas sim de carreira, como
uma construção que vai evoluindo ou se redirecionando
constantemente.
Dessa forma a Dra. Ingrid entende que a Abordagem Gestáltica
é o meio mais indicado para se chegar a resultados
eficazes. “O trabalho de orientação inicia-se
pelo auto-conhecimento, pois a pessoa precisa saber quais
são as suas características pessoais e como
elas podem ser utilizadas dentro de um projeto profissional”,
conta. Neste momento ainda do processo conversamos sobre a
estória profissional de pais, avós e bisavós
clarificando os modelos e referências de trabalho existentes
na família. Depois do auto-conhecimento, enfocamos
o trabalho na auto-descoberta de interesses, habilidades e
competências e na informação sobre o mercado
do trabalho e a realidade das profissões. Tudo sem
aplicar os tradicionais testes vocacionais, mas utilizando-se
técnicas que “ao invés de dar respostas
prontas ajudam a pessoa a construir suas respostas de forma
a estabelecer um projeto profissional que se articule ao seu
projeto de vida e estória pessoal e familiar”,
explica a Dra. Ingrid.
Também valorizando o auto-conhecimento e uma visão
holística que integra o indivíduo à sua
qualidade de vida, a Dra. Flavia Fernandes usa, porém,
o enfoque clínico por meio de trabalhos pontuais e
técnicas projetivas (desenhos e gráficos com
motivação no histórico profissional de
cada um) que fornecem informações importantes
sobre o grau de maturidade profissional da pessoa. “Busco
a existência de conflitos que dificultariam o processo
de definição profissional e incito à
pesquisa sobre o mercado de trabalho e as profissões,
oferecendo grande quantidade de informação profissional
atualizada”, revela a Dra. Flavia.
Outro fator que prejudica um candidato em processo seletivo
é justamente a falta de informação sobre
a profissão para a qual está concorrendo. Por
isso mesmo, hoje boa parte das principais orientadoras vocacionais
insere em suas sessões uma boa dose de informações
sobre o mercado, sobre as profissões e sobre os profissionais.
Muitos estudantes de nível superior chegam ao final
de seus cursos com a famosa pergunta: “Será que
eu quero isso mesmo?!”. Eles não conseguem identificar
a vocação exata porque não têm
informações precisas e atuais sobre a profissão
para a qual estão estudando.
A Dra. Flavia Fernandes esclarece, contudo, que a Orientação
Vocacional sozinha não evita que alguém seja
eliminado de um processo seletivo mas, certamente, “um
indivíduo seguro de suas vocação (ou
vocações) estará menos suscetível
a buscar colocações que não contemplem
o seu desejo profissional”.
Reorientação profissional:
quando a primeira “carreira” não deu certo
Há pessoas bem colocadas no mercado, com décadas
de carreira, mestrado na gaveta e dinheiro no bolso infelizes
em seu íntimo. Contraditório? Não. Muitos
estão na profissão que os pais ou avós
escolheram para eles e não se reconhecem. “Por
isso uma reorientação profissional pode ser
dolorosa, porque não se trata apenas de mudar uma profissão,
mas mudar de estilo de vida; às vezes ocorrem até
separações conjugais”, informa a Dra.
Ingrid Canedo, que por meio da orientação gestáltica
descobre que pessoas, sem refletir, reproduzem projetos que
lhe foram impostos por toda uma vida. |
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a Dra. Flavia Fernandes (na foto) carrega em sua
bagagem uma experiência em RH extremamente útil
em seu trabalho de orientação e de reorientação
profissional |
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Para a Dra. Flavia o abismo
que existe entre os cursos superiores e o mercado contribui
para uma quase inevitável reorientação
profissional. “O jovem formando se perde no academicismo
da maioria do currículos das faculdades e se depara
com uma realidade profissional bem diversa da imaginada por
ele, isso faz com que ele tenha que buscar na Reorientação
Vocacional uma ferramenta de apoio para se achar nessa quantidade
de funções que existe hoje”, afirma a
Dra.
Outro ponto peculiar da reorientação vocacional
é o que trabalha com profissionais já aposentados
que buscam recolocação no mercado por razões
financeiras ou motivacionais. Para as Dras. Consultadas pelo
SITE DO GRUPO LET os aposentados precisam fazer via Internet
ou conversas informais com profissionais da ativa um estudo
detalhado de como está o mercado de trabalho.
“O mercado para eles acaba sendo mais informal, do tipo,
desenvolver um negócio próprio ou se tornar
um consultor de empresas em determinados assuntos nos quais
tenha muito conhecimento acumulado”, explica a Dra.,
Ingrid Canedo.
Como saber se a Orientação
Vocacional é eficiente, como não “pegar
gato por lebre”
Quanto o assunto é Orientação Vocacional,
surge sempre a pergunta: “Mas esse serviço é
realmente válido?” Ou ainda essa outra: “Como
eu sei que fulano não é um impostor?”.
Para Ingrid Canedo a dica básica inicial é a
de desconfiar de alguém que lhe prometa respostas prontas
e finais e que diga que te dará um resultado que nunca
mais lhe trará preocupações. “Este
comportamento não é correto, na faça
esse serviço se ouvir isso”, sugere Canedo. Ela
pede ainda que o profissional que precisar de Orientação
Vocacional analise a carreira daquela Psicóloga, por
onde ela passou, a quem prestou serviços, como prestou,
o que realmente sabe, qual é a sua abordagem A Dra.
Flavia Fernandes acrescenta que é necessário
que o profissional explique o tempo de duração
do programa (em geral 12 sessões que incluem a entrevista
inicial), os objetivos que pretende atingir e os instrumentos
que vai utilizar. “E tem que estar aberto a uma futura
revisão dos resultados”, conclui a Dra.
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| SERVIÇO |
| CURIOSIDADE: Processo
de Orientação Vocacional Gestáltica:
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Esta forma de trabalho não
se baseia em testes psicométricos e de personalidade.
Ela fundamenta-se numa abordagem inovadora de orientação
vocacional onde as técnicas utilizadas privilegiam
a participação ativa do orientando.
O processo se desenvolve a partir de cinco etapas:
1ª) Auto-descoberta de suas possibilidades
profissionais e pessoais através da compreensão
das suas características pessoais, do seu projeto
de vida e das influências familiares recebidas;
2ª) Levantamento e discussão
sobre seus interesses, aptidões e competências;
3ª) Informação profissional
- debate sobre o mercado de trabalho e as possibilidades
ocupacionais existentes. Leitura de catálogos
e folhetos; apresentação de vídeos,
etc;
4ª) Aprendizagem sobre como se dá
o processo decisório e discussão sobre
as diferentes etapas pelas quais a pessoa tem que passar
para realizar uma escolha madura e responsável;
5ª) Tomada de decisão - confirmação
da sua escolha profissional e das conseqüências
e responsabilidades que esta decisão acarreta,
tais como: estudar para o vestibular,transferência
de curso...
As técnicas utilizadas são provenientes
da gestalt-terapia e da abordagem clinica de orientação
vocacional e estimulam a participação
ativa do orientando no processo.
Este trabalho destina-se a estudantes do segundo grau,
universitários e adultos. |
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CONTATO COM AS ENTREVISTADAS
DESTA REPORTAGEM:
• Dra. Ingrid Robinson Canedo
www.ingridcanedo.psc.br / (21) 2568-7984 ou (21) 2439-9907
• Dra. Flavia Fernandes
flavia_fernandes@hotmail.com / (21) 9488-4725 |
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