PASSENGER CARD
Jan-22-2007
PASSENGER CARD – Entrevista com Luiz Eduardo Balthazar
Perspectivas 2007 para a empresa que vende seguros aos viajantes nos aeroportos

Por Alexandre Peconick (texto e Fotos)

Luiz Eduardo Balthazar, Diretor Administrativo da Empresa
apresenta as novidades da Passenger Card para 2007
 
O aumento do número de aeroportos atendidos, a criação de um seguro específico para a perda e localização bagagens, o atendimento especial às solicitações e reclamações dos clientes, além da criação de pacotes flexibilizados para empresas são as principais novidades da PASSENGER CARD – empresa parceira do GRUPO LET que vende seguros de viagem nos aeroportos – para o ano de 2007.

Para o Diretor Administrativo da empresa, Luiz Eduardo Balthazar, viajar continua sendo um grande negócio para qualquer passageiro, seja em rota nacional ou internacional. O otimismo é o de um empresário cuja empresa superou com capacidade e inteligência problemas como os que tivemos em 2006 e prosseguem em 2007 da crise das empresas aéreas ao caos dos aeroportos e controladores de vôos. “Se você compra o sonho precisa saber que mesmo dentro deste sonho pode haver o imprevisto”, alerta Balthazar ao explicar em entrevista ao SITE DO GRUPO LET um dos porquês da importância vital de um seguro de viagem.

Um dos criadores da PASSENGER CARD em maio de 2005, Balthazar tem amplo know how em viagens, já tendo conhecido uma vasta gama de localidade entre as Américas do Sul, Norte, Europa e Ásia. Formado em Engenharia Civil (Santa Úrsula – 1980), passou depois à área financeira onde atuou por empresas de diversos setores antes de chegar ao ramo do Turismo em 1991, onde gradativamente foi se direcionando à área comercial adquirindo importantes conhecimentos em vendas.

Quem acompanha as notícias deste site já conhece a PASSENGER CARD. Aos que querem entender um pouco melhor sobre a empresa antes de ler a entrevista abaixo recomendamos um prévio click neste link referente a uma reportagem que veiculamos em Agosto de 2006: http://www.grupolet.com/noticias_20060821_Viajante.asp .

SITE DO GRUPO LET
– Você diria ao viajante brasileiro que é seguro hoje em dia ele sair de casa, pegar um avião e ir conhecer um lugar bem diferente de sua cidade?

Luiz Eduardo Balthazar – Claro que sim! Viajar, além do aspecto da diversão e entretenimento, tem um outro aspecto cultural muito forte. Você aprende com tudo e com todos durante o tempo todo. Sempre é uma coisa muito positiva tomar contato com outras culturas.


SITE DO GRUPO LET – Mesmo levando em conta o lado prazeroso da viagem ocorrem inúmeros problemas nesse ir e vir de passageiros. Quais foram os principais problemas que os viajantes que adquiriram os seguros da Passenger Card enfrentaram em 2006?

Luiz Eduardo Balthazar – Sem dúvida o extravio de bagagem por causa dessa questão dos aeroportos e da falta de estrutura do setor aéreo. O potencial para surgir problemas é gigantesco. Algumas empresas não têm controle eletrônico de bagagem e há muitos vôos que se entrelaçam em aeroportos de grande movimento.


SITE DO GRUPO LET – Muitos brasileiros quando ouvem o termo “seguro disso” ou “seguro daquilo” ficam desconfiados e acham que se trata de um exagero ou de alguém querendo levar vantagem...

Luiz Eduardo Balthazar – Sempre que você planejando uma viagem imagina ter comprado um sonho e não uma dor de cabeça. Então se você não tiver uma forma eficaz de dizer ao cliente que apesar do sonho ele pode ter um “imprevisto”. Tudo é uma questão de forma de abordagem do problema.


SITE DO GRUPO LET – Antes de falarmos obre 2007 gostaria que você fizesse um balanço sobre o que evoluiu nos negócios da PASSENGER CARD em 2006

Luiz Eduardo Balthazar – Começamos as nossas atividades em maio de 2005 e naquele momento operávamos apenas no Aeroporto Tom Jobim (Galeão – Rio de Janeiro – RJ). A partir daí nós planejamos uma estratégia de envolver também o Aeroporto de Guarulhos (São Paulo –SP) porque Rio de Janeiro e São Paulo congregam cerca de 95% do nosso público, que são brasileiros viajando ao exterior. A empresa se desenvolveu e abriu uma filial em São Paulo em julho de 2006. Hoje, além da operação Rio -São Paulo estamos finalizando planos para entrar no Aeroporto de Confins (Belo Horizonte – MG) e Salgado Filho (Porto Alegre – RS).


SITE DO GRUPO LET – A partir daí qual passa a ser o foco em termos de operação?

Luiz Eduardo Balthazar – Hoje temos como foco operar com uma plataforma que tenha uma administração conjunta com a nossa operação. Estamos também nos voltando a partir de agora também para o segmento nacional (viagens dentro do Brasil), porque antes só estávamos voltados para o segmento internacional.
 

“Um dos nossos maiores objetivos em 2007 é o de conhecer melhor quem compra nossos serviços para nos anteciparmos aos problemas que causam dores de cabeça a quem viaja” – Luiz Eduardo Balthazar -
 
SITE DO GRUPO LET – Essa demanda de pessoas que viajam dentro do Brasil aumentou muito em função dos problemas para se viajar ao exterior?

Luiz Eduardo Balthazar – De certa forma sim. Você tem algumas exigências para se viajar a determinados países. Há a questão do “11 de Setembro” nos Estados Unidos que aumentou enormemente as dificuldades para se conseguir um visto de entrada. O fechamento da Comunidade Européia à entrada de imigrantes foi outro grande obstáculo criado. Tudo isso determinou um incrementou substancial no turismo nacional.


SITE DO GRUPO LET – Movimentos como esses também provocam mudanças no mercado das empresas que prestam serviços a viajantes, não é mesmo?

Luiz Eduardo Balthazar – Sem dúvida. Estamos iniciando agora neste mês de janeiro de 2007 o segmento do Seguro Bagagem, ou seja, uma garantia que você dá ao viajante por extravio ou perda de bagagem – cabe esclarecer que não cobre a violação de bagagem. É um seguro complementar ao da companhia aérea. O valor muda em função do tipo de plano que você está adquirindo. No mundo inteiro, inclusive no Brasil, há um percentual muito grande de bagagem extraviadas e perdidas. O volume de reclamações junto às companhias aéreas dessa ordem é sempre altíssimo. Invariavelmente todas as companhias aéreas têm problemas nesse sentido. Em menos de um mês de vigência desse seguro já tivemos uma resposta positiva além de nossa expectativa.


SITE DO GRUPO LET – Voltando a 2006 - porque esta pergunta projeta a 2007 – houve um problema que afetou praticamente todas as empresas que trabalham em função de viagens aéreas que foi essa estrondosa crise das empresas aéreas e dos aeroportos. Como a Passenger Card tratou esta questão?

Luiz Eduardo Balthazar – Nesta questão específica das companhias aéreas temos aí um nicho de mercado deixado pela VARIG que as outras companhias de mercado estão ocupando. Só que para isso há a necessidade de um planejamento estratégico para cobrir, consequentemente além do problema de natureza técnica dos controladores de vôo havia a questão das outras companhias aéreas em terem disponibilizarem aeronaves para ocupar este espaço. Em época de alta temporada isso gerou um caos, que para o negócio da Passenger Card foi muito ruim porque deixou o passageiro extremamente estressado, situação inadequada para se executar uma venda.


SITE DO GRUPO LET – A Passenger Card mudou a plataforma de atendimento. Que diferencial essa mudança traz para o atendimento ao cliente?

Luiz Eduardo Balthazar – Até pouco tempo atrás operávamos no mercado terceirizando o nosso contato com o cliente. A nossa linha agora é a de diminuir acentuadamente o grau de terceirização focando em uma administração nossa mais direta daquilo que acontece. Ao invés de hoje recebermos um elogio ou crítica de cliente por meio de um terceiro, nós estamos fazendo uma administração direta dessas críticas, elogios e sugestões para conhecer a melhor maneira de atendermos aos clientes. Um dos nossos maiores objetivos em 2007 é o de conhecer melhor quem são aqueles que compram nossos serviços, até para fazermos um planejamento preciso de nossas ações. A idéia é nos anteciparmos aos problemas que causam dores de cabeça a quem viaja.


SITE DO GRUPO LET – Como tem sido o feedback dos clientes em relação ao atendimento diferenciado que estão recebendo por meio do início da área SAC (Serviço de Atendimento ao Cliente)?

Luiz Eduardo Balthazar – Boa parte do retorno que temos são problemas simples de passageiros que não conseguem fazer uma ligação a cobrar do exterior, mesmo tendo no seu cartão Passenger Card o passo a passo do que deve fazer. Não conseguir se comunicar gera um transtorno e estresse. O nosso 0800 permite ligação de qualquer localidade do mundo.

 

Folder da PASSENGER CARD apresentado aos clientes
que contratam um pacote de seguro de viagens
 
SITE DO GRUPO LET – Como é a abordagem do funcionário da Passenger Card ao passageiro no aeroporto?

Luiz Eduardo Balthazar – Há equipes de vendas treinadas a esclarecer ao passageiro a importância dele ter um cartão de assistência no exterior. Deixam claro que ele está pagando pouco em comparação à quantidade de benefícios que ficam disponíveis a ele. Nossos profissionais passam por um processo seletivo, depois por um programa de conhecimento profundo do produto, mais tarde finalizam sua formação recebendo um treinamento das técnicas de venda e abordagem.


SITE DO GRUPO LET – A Passenger Card, que até 2007 só vendia seus produtos para pessoas, vai também passar a vender para empresas, como está sendo essa transformação?

Luiz Eduardo Balthazar – O caminho natural de um trabalho no varejo é você passar a buscar a pessoa jurídica (empresas), então estamos desenvolvendo um trabalho que deve começar entre fevereiro e março focado no segmento corporativo. Teremos dois funcionários trabalhando nesta área: um no Rio de Janeiro e outro em São Paulo. As empresas normalmente têm em seu corpo funcional pessoas que se deslocam em território nacional ou para o exterior. Em função do número de funcionários e do número de dias que essas pessoas precisam nós montaremos pacotes específicos para empresas. Cada empresa tem uma característica própria de cobertura. Temos produtos que se adequam ao que o cliente quer. Neste momento estamos desenvolvendo o marketing de nossos produtos para apresentá-los em mídia impressa. Para as empresas, ter um seguro de viagem será um valor agregado interessante que vai oferecer vantagens aos seus colaboradores. Disponibilizar seguro de viagem para colaboradores, sem dúvida, será um fator a mais de retenção de talentos nessas empresas.


SITE DO GRUPO LET – Quais são as suas expectativas em relação aos resultados da Passenger Card em 2007?

Luiz Eduardo Balthazar – Temos como objetivo estratégico desenvolver o nosso negócio em aeroportos. Queremos chegar até o final de 2007 com mais três ou quatro aeroportos em operação: Salgado Filho (em Porto Alegre), Guararapes (Recife) e Brasília (DF). Ainda há muito potencial de crescimento para a Passenger Card em muitos aeroportos.


SITE DO GRUPO LET – Como a Passenger Card lida com passageiro que não entendem muito bem o significado e o objetivo do produto que lhe é vendido, exemplo, ele compra o produto, viaja, nada acontece na entrada dele pela emigração, então e alguns dias depois ele liga pedindo para devolver o seguro?

Luiz Eduardo Balthazar – Nós operamos em um nicho em que a venda do produto acontece nas agências de viagem e venda direta ao passageiro. Hoje cerca de 80% das pessoas que viajam desconhecem o que é um cartão de assistência internacional. Essas pessoas até podem ter a consciência de que os problemas de viagem possam acontecer, mas elas desconhecem que haja um produto que lhes dêem suporte no exterior e também aqui pelo Brasil em uma série de situações que podem acontecer. Aliado ao fato de que há uma gama muito grande de pessoas que não domina uma língua estrangeira. A Passenger Card traz tranqüilidade a essas pessoas dando atendimento a elas em português por uma plataforma 0800.


SITE DO GRUPO LET – Você já enfrentou algum problema no exterior que provocou a necessidade de ter um seguro de viagem?

Luiz Eduardo Balthazar – Sim. Em uma viagem que fiz há mais de 20 anos aluguei um carro nos Estados Unidos e ele me foi roubado. E eu não tinha feito o seguro, ou seja, também fiz parte um dia dessa enorme gama de pessoas que desconhecia o seguro para o viajante.
 
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