INSTITUTO TELEMAR
Out-02-2006
INSTITUTO TELEMAR
  5 anos construindo cidadania com tecnologia

Por Alexandre Peconick (texto) – fotos: Divulgação Instituto Telemar

Atentas e iluminadas pela luz de um computador crianças de uma comunidade
indígena de São Gabriel da Cachoeira (Amazonas) assimilam conhecimentos
que os integram ao mundo globalizado
 
Cliente do Grupo LET há apenas alguns meses, o Instituto Telemar é uma organização não-governamental, sem fins lucrativos, que atende hoje a cerca de 2,5 milhões de jovens entre 12 e 20 anos em 16 estados do Brasil. É uma facha de idade interessante, pois coincide com o período em que o jovem começa a definir um direcionamento profissional. E é mais interessante ainda que nesta tenra idade eles comecem a se preocupar com os problemas de sua comunidade e das comunidades do Brasil, tomando consciência da sua cidadania. “Nossa intenção com os inúmeros projetos desenvolvidos é a de formar jovens autônomos, solidários e competentes. Eles serão os profissionais de um novo Brasil”, define a Gerente da Área de Patrocínios, Incentivos e Projetos Educacionais do Instituto Telemar, Samara Werner.

Os principais componentes do Instituto Telemar (www.institutotelemar.org.br) são o Projeto Telemar Educação (em municípios com até 20 mil habitantes), a Kabum! - Escola de Arte e Tecnologia (cursos gratuitos de fotografia, cinema, vídeo, design e computação gráfica para comunidades de baixa renda de Salvador, Rio de Janeiro e Recife), o Programa Comunidade Digital Telemar (que atende a 2 milhões de jovens – o maior projeto de inclusão digital de uma empresa privada no Brasil), o Conexão Escola (com uma escola piloto localizada em Recife – PE - ver texto abaixo), o Centro Cultural Telemar e o Programa Novos Brasis (que oferece tecnologias modernas de educação a empresas que as queiram usar).

Este trabalho atende aos 16 estados cobertos pela Telemar, cujo seu Instituto Telemar, completa cinco anos no próximo mês de dezembro. Os estados que hoje integram a área de atuação - Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí, Ceará, Maranhão, Pará, Amazonas, Amapá e Roraima - respondem por 64% do território nacional. Além disso, geram mais de US$ 300 bilhões do Produto Interno Bruto (PIB) e abrigam 87 milhões de pessoas, mais da metade da população brasileira. E foi atendendo a essa população, nas mais longínquas localidades, que a Telemar começou a perceber abismos culturais e educacionais em diversas comunidades. Estudos do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) já indicavam no final da década passada a existência de 53 milhões de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza. Apenas este dado já fortalecia a necessidade de uma ação direcionada para o plano da responsabilidade social/corporativa.

Não à toa que, nascida em abril de 1999, como resultado da privatização de algumas empresas estatais de telefonia, a Telemar começou, um ano mais tarde, a trabalhar para desenvolver sua sociedade de clientes, com base na filosofia de que “quanto mais a sociedade se desenvolve, mais a empresa cresce junto”.

“Com essa visão em junho de 2000 começamos a disponibilizar as novas tecnologias de informação e comunicação para reduzir as distâncias sociais nas áreas com menor IDH (Índice de Desenvolvimento Humano – que mede renda, educação e expectativa de vida do cidadão ao nascer). Essa foi uma percepção que veio desde a Presidência até a base da Telemar, passando por todos os setores da empresa. Por isso mesmo o Instituto Telemar se relaciona diretamente com a comunidade nesses 16 Estados e escolheu o tema “Educação” como o seu pilar básico”, revela Samara Werner, que há três anos coordena um dos mais importantes projetos do Instituto, o Projeto Telemar Educação.

O Instituto Telemar vem lutando com seriedade contra o desafio de aproximar o nosso índice econômico do social. Somente em 2005 a Telemar destinou a seu Instituto R$ 34,8 milhões, dos quase R$ 25,9 milhões para a Cultura e R$ 8,9 milhões para a área de Educação. Mesmo assim muito ainda há a se fazer. Afinal, embora o Brasil seja a 13ª economia mundial e volta e meia pleiteie sua entrada no grupo dos mais poderosos países do planeta, seu IDH é apenas o 65º entre todas as nações.

O Instituto Telemar é hoje um motivo de orgulho para seus funcionários, que segundo informações apuradas pelo Site do Grupo LET, abraçaram a máxima de que não existe uma empresa próspera em um país paupérrimo. “Não estamos substituindo o papel do governo ou sendo uma alternativa ao que o governo também deve fazer; a idéia é justamente a de que devemos somar esforços, nós, os governos (nos níveis municipal, estadual e federal) e a sociedade. Nosso papel na Telemar além de fornecer serviços é o de nos preocupar em como podemos contribuir para diminuir as desigualdades sociais com as nossas experiências”, explica Sâmara Werner, que é graduada em engenharia eletrônica, mas há três anos ampliou seu leque de formação com a vivência nas ciências humanas.

O mundo globalizado hoje exige o final dos abismos na Educação e o envolvimento de grandes empresas privadas em muitos países estão dando um novo formato a esta área, que no Brasil esteve abandonada por muito tempo. Hoje os projetos sociais de empresas como o Instituto Telemar conquistam prêmios.


Projeto Telemar Educação abre várias janelas para o mundo

Primeiro projeto social na empresa, antes mesmo da existência do Instituto Telemar, o Projeto Telemar Educação conquistava já em 2001 a Chancela da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) e em maio deste ano o Prêmio Ibero-americano a La Excelência Educativa 2005. Visando estimular o desenvolvimento da educação via Internet e capacitar professores e alunos, este projeto implantou laboratórios de informática e conexão de Internet a cabo em escolas do ensino fundamental nas localidades com os menores IDH do país.

O trabalho conjunto com a Escola do Futuro da USP (Universidade de São Paulo) e a parceria com escolas públicas e secretarias de educação (municipais e estaduais) possibilitou uma formação mais abrangente a locais de ensino que sequer dispunham de computador. Fontes de empresa asseguram que antes da implantação do Projeto Telemar Educação (PTE) não havia nenhum foco de inclusão digital nessas áreas com baixo IDH.

“O computador para esses jovens entra realmente como uma ferramenta de aprendizagem. O modelo que oferecemos a essas escolas com capacitação profissional e metodologias diversificadas, possibilita que esses alunos e professores possam desenvolver projetos comunitários”, informa a Coordenadora do Projeto Telemar Educação. Um exemplo do sucesso dessa metodologia foi o caso ocorrido na pequena Santa Bárbara, cidade com menos de 20 mil habitantes no Estado do Pará, onde foi desenvolvido um projeto para trabalhar uma questão latente naquela região: a gravidez na adolescência. Por meio desse projeto os alunos foram para a Internet discutir os detalhes deste tema e trocar experiências para assimilar conhecimentos e melhor lidar com o problema. Algum tempo depois o índice de gravidez na adolescência naquela região já tinha diminuído sensivelmente. E um ano após iniciado o projeto já não havia nenhuma moça grávida na escola.

“Este é um caso claro de que os alunos usam a ferramenta tecnológica para transformar sua realidade. Quando falamos hoje de inclusão digital, nos referimos a algo que necessariamente gera uma inclusão social, permitindo um salto muito grande no nível de conhecimento de várias comunidades e abrindo várias janelas para o mundo”, sintetiza Samara Werner.

Outro desafio que vem sido bem-sucedido no Instituto Telemar em seu enfrentamento é o de criar nos professores uma consciência crítica necessária para lidar com as inúmeras ferramentas da web. O primeiro nível de capacitação deles é o presencial, por meio de agentes multiplicadores. Cada agente multiplicador é um professor capacitado pela Escola do Futuro. A continuidade do processo se realiza em um portal na Internet (www.projetotelemareducacao.com.br) pelo qual cada multiplicador (professor capacitado) transmite os conhecimentos recebidos a todos os alunos e professores de sua escola.

De acordo com dados do próprio Ministério da Educação e Cultural, esta é a primeira grande escola virtual de aprendizagem no Brasil que reúne alunos de escolas públicas de diversos estados das cinco regiões do Brasil. Essa grande sala virtual possibilita, por exemplo, que alunos de uma escola do Piauí possam trocar conhecimentos com seus colegas virtuais de Minas Gerais, que aprenderam com alunos de uma escola da Bahia e assim por diante. Virtualmente eles desenvolvem projetos em conjunto, participam de uma turma de formação que tem uma pessoa de cada estado. “Duas conseqüências imediatas e importantíssimas desta prática são a gigantesca quantidade de conhecimentos sobre o país inteiro que todos os estudantes de famílias de baixa renda passam a ter em pouco tempo e a melhora na auto-estima de professores que não tinham a formação adequada”, afirma Samara.

O sucesso do PTE também se mede em números. Hoje já existem cerca de 300 escolas atendidas pelo PTE e a estimativa é a de que este número chegue até 400 ao final de 2006. O Projeto Telemar Educação é ainda política pública oficial no Estado de Pernambuco, onde 365 escolas que já têm laboratório de informática irão receber a metodologia do projeto, e já fechou convênio com a Prefeitura de Fortaleza (CE) para atender a 18 escolas.

 

Crianças do Centro Experimental Cícero Dias em Recife (PE) aproveitam
os benefícios do Conexão Escola, um dos projetos do Instituto Telemar
 
Apresentar quantidade não é suficiente para o Instituto Telemar. Qualidade é primordial. Por isso há um controle dos padrões de qualidade em todos os projetos, com avaliação de resultados, eventuais correções de rumos em relatórios que avaliam indicadores como o número de projetos desenvolvidos pelas comunidades. Mas as comunidades têm a responsabilidade de criar projetos?! Exatamente. Quando o Instituto Telemar fecha um convênio com uma escola, esta se compromete a desenvolver ao menos dois projetos comunitários por ano que envolvam outros setores da sociedade e que mudem aquela realidade.

Em alguns desses projetos o Instituto Telemar já conseguir aferir resultados bastante positivos para as comunidades locais. Por exemplo, em Araruna, na Paraíba (uma das escolas com o PTE implantado), desenvolveu uma consciência cidadã responsável pela criação de novas técnicas de plantio do maracujá, fruta muito importante na região. Os próprios alunos capacitaram os agricultores. Já em Minas Gerais, uma escola fez campanha contra o desmatamento e a favor do plantio responsável, além de disseminar a idéia por Internet a outras escolas mineiras. Resultado: a mesma metodologia criou um projeto diferente em cada cidade de Minas Gerais.


Kabum! - Uma sociedade de imagens para todos

Diferente do foco do PTE que atua em áreas interioranas, o projeto Kabum! – Escola de Arte e Tecnologia está implantado em três grandes centros urbanos – Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e Recife (PE) – e deve ser ampliado a outras capitais de estados atendidos pela rede Telemar.

Tido pela empresa como um dos mais arrojados projetos de inclusão social já desenvolvidos no Brasil, a Kabum! oferece uma formação de qualidade em linguagem multimídia para a juventude popular urbana. A primeira unidade do programa foi inaugurada no final de maio, no Rio de Janeiro, com cursos inteiramente gratuitos de design, computação gráfica, vídeo e fotografia.

Os alunos são selecionados em áreas metropolitanas deficientes de projetos nesse segmento profissional, levando-se também em consideração a representatividade desses jovens em suas comunidades. Afinal, um dos principais objetivos das Escolas de Arte e Tecnologia é que, ao término do curso, esses novos profissionais tenham condições de criar escritórios de imagens nos locais onde moram.

Gratuitamente eles têm à sua disposição câmeras de fotografia e de vídeo, computadores Mcintosh, material de laboratório, filmes e tudo o que se fizer necessário para uma formação o mais atualizada possível. Os cursos terão turmas de 60 a 80 alunos e duração de um ano e meio. Além do incentivo claro ao empreendedorismo dos alunos, os cursos também estabelecem links com empresas visando encaminhar alunos para estágios. A idéia é a fixação deles no competitivo mercado de trabalho.

“A Kabum tem um aspecto legal; nós vivemos em uma sociedade de imagens, então esses jovens que moram em comunidades com baixo IDH vivem com as imagens do dia-a-dia em suas mentes, e esta dura realidade os faz ter uma estética criativa. Nós aqui no Instituto Telemar geramos a oportunidade deles expressarem isso”, acredita Samara Werner.

Criatividade é também uma das ferramentas que o Instituto Telemar disponibiliza para cerca de dois milhões de crianças em duas mil escolas públicas no Programa Comunidade Digital Telemar. Mais do que isso, o Instituto Telemar ainda pretende fechar acordo com os governos estaduais dos 16 estados que atende para que a inclusão digital nas escolas públicas se torne política pública.

Para alcançar também grandes dimensões já foi também criado pelo Instituto Telemar este ano o projeto Conexão Escola, que tem seu piloto no Centro de Ensino Experimental Cícero Dias, uma escola especialmente construída em Recife (PE), município que já tinha escolas públicas aplicando a inclusão digital nos moldes semelhantes aos do Instituto Telemar.

Totalmente inovadora, a escola do projeto Conexão Escola tem 6 mil metros quadrados e utiliza todas as novas tecnologias. Em seu espaço interno há 100 computadores disponíveis para os alunos, um estúdio para o trabalho com câmeras de foto e vídeo e um centro de pesquisa que forma professores para outras escolas, disseminando a metodologia. A idéia é a de que esta escola – que trabalha com grupos de 11 alunos - seja um centro formador de alunos do ensino médio para os novos tempos e difusor de pesquisa em uso de alta tecnologia na educação para comunidades com baixo IDH. Samara Werner revela que o intuito é o de levar o Conexão Escola a outras cidades do país.

E como democratizar é um dos lemas do Instituto Telemar não teria sentido desenvolver tantos e variados projetos e programas, com tecnologias avançadas, se não fosse possível disponibilizá-los a outras organizações. Para esta finalidade existe o Programa Novos Brasis, que oferece recursos financeiros e metodologias de avaliação a pessoas e instituições que queiram desenvolver projetos de inclusão social com alta tecnologia. O Instituto Telemar montou por meio do Novos Brasis uma rede colaborativa de organizações que troca suas experiências. Todos os projetos desenvolvidos nos 16 estados passam a ter amplo conhecimento, pois são divulgados na Internet.

E o Instituto Telemar não pára de inovar e aumentar seu espectro de atuação. Por isso há também o Programa de Patrocínios Incentivados na área cultural que apóia outros programas de outras empresas e particulares que utilizem a mesma tecnologia, com a mesma finalidade. Em 2005 foi inaugurado o Centro Cultural Telemar e até o final deste ano será aberto o Museu do Telephone.
 
Samara Werner: uma profissional também de Recursos Humanos
Samara Werner, Gerente do Instituto Telemar, explica em entrevista ao Site do Grupo LET como os projetos do Instituto Telemar beneficiam jovens de 16 Estados no Brasil

A expertise em uma área essencialmente técnica, como a Engenharia Eletrônica, não impediu que a profissional Sâmara Werner também experimentasse o lado mais humano do mercado de trabalho. Ao acompanhar o passo a passo do Projeto Telemar Educação (e antes mesmo deste) ela esteve frente a frente com realidades que muito contribuíram para sua atual e eclética formação a ponto de podemos concluir que Sâmara Werner é hoje também uma profissional de Recursos Humanos porque lida diariamente com Gestão de Pessoas. Ela respondeu ao Site do Grupo LET a pergunta:
O QUE O INSTITUTO AGREGOU DE VALORES À SUA VIDA PROFISSIONAL?

Leia a resposta...
“Sou engenharia, mas já trabalho há algum tempo com Educação e com Cultura. Acho que hoje temos um mundo que se redesenha a cada minuto. Então o profissional precisa ter formação múltipla. Um artigo da revista “The Economist” dizia que 70% das profissões do futuro ainda não existem. A cada dia temos uma nova realidade. Então o Instituto Telemar me deu a consolidação da minha faceta ligada às ciências humanas. Porque me ofereceu muita oportunidade para estar em contato constante com novas áreas do conhecimento, me possibilitando ser uma pessoa mais completa. Hoje tenho um olhar plural.”
 
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