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| CONARH 2006 |
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Set-18-2006 |
CONARH 2006 – O que nos
interessa...
Como usar a Gestão do Conhecimento de
forma competitiva no mercado – com José Cláudio
Terra, maior autoridade brasileira no tema |
Por Alexandre Peconick (texto e fotos) |
A palestra simultânea de José
Cláudio Terra gerou repercussão imediata entre
aqueles que defendem o aprimoramento contínuo dos profissionais,
sejam eles de RH ou não |
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Nenhum outro recurso econômico
pode dar tanto retorno à empresa quanto o Conhecimento.
É o que assegura a maior autoridade em gestão
do Conhecimento na América Latina, o Dr. José
Cláudio Terra, que esteve no Congresso Nacional de
Recursos Humanos (CONARH), em São Paulo, para mostrar
como podemos usar o conhecimento como ferramenta de transformação
de uma empresa. Começa aqui nossa última reportagem
sobre a cobertura completa que o SITE DO GRUPO LET realizou
neste CONARH com o objetivo de prestar serviço aos
gestores de pessoas e ao grande público, nossos internautas.
Esperamos que vocês apreciem.
Muitas das práticas de gestão que existem
hoje no mercado são copiadas e dão certo em
locais diferentes com culturas diferentes, mas com a gestão
do conhecimento há uma garantia de vantagem competitiva
duradoura. “Quando uma pessoa ou uma equipe de trabalho
gera conhecimento, esse conteúdo flui entre as pessoas
e essa inovação contínua aumenta o
seu leque de possibilidades criativas”, explica José
Cláudio Terra, que é presidente da TerraFórum,
renomada empresa de consultoria e treinamento em Gestão
do Conhecimento e integrante da FIA (Fundação
Instituto de Administração). O congressista
afirmou que há no Brasil uma dificuldade enorme em
se levar a sério o conhecimento e que por isso o
país jamais sairá dessa situação
de dependência externa enquanto não houver
investimento maciço na educação em
todos os níveis. José Cláudio defende
a criação daquilo que chama a “Cultura
do Conhecimento”, o que prevê que as empresas
devem investir incessantemente na educação
do funcionário, não apenas no que diz respeito
ao ensino formal como também no treinamento.
Como exemplo de Gestão do Conhecimento José
Cláudio Terra sempre cita os japoneses, povo que
vem repensando suas empresas e as transformando em autênticas
fábricas de idéias e inovação.
“Como Engenheiro de Produção que sou
digo que nenhuma empresa do mundo foi mais estudada e copiada
do que a Toyota (Nissan na Europa) e a Toyota vale mais
do que Ford, GM, Chrysler, todas juntas, porque em suas
fábricas estão sendo designadas áreas
específicas para a criação de conhecimento
e estão sendo incentivadas práticas em equipe
entre departamentos que antes ficavam isolados uns dos outros,
como compras, engenharia e manufatura”, revela José
Cláudio. Outra organização japonesa
com forte incentivo à Gestão doConhecimento
é a Fuji, criadora de cargos do tipo Wow!
Manager – alguém responsável
por tirar as pessoas de um departamento do marasmo e introduzir
no dia-a-dia delas de trabalho práticas inovadoras
– e o Chief Bandit Officer –
pessoas que viajam pelo mundo para assimilar e trazer novas
idéias para a empresa.
Em sua palestra “Gestão do Conhecimento, Capital
Humano e Estratégia Competitiva”, José
Cláudio define o conhecimento como ecológico
– porque valoriza as idéias em detrimento das
máquinas e da exploração do meio ambiente
– e sinérgico – porque o ensino aprimora
a capacidade do ser humano em se desenvolver. Uma confusão
que muitas empresas fazem no Brasil, segundo José
Cláudio, é a de achar que conhecimento e treinamento
se equivalem. “Na verdade são diametralmente
opostos, uma vez que o treinamento significa repetições
de algo que já foi gerado e o conhecimento é
sempre algo novo”, esclarece o professor da USP (Universidade
de São Paulo – SP). Para se criar conhecimento
é necessária a valorização do
aprendizado e para conscientizar seus funcionários
de que isso é importante faz-se necessário
investir em uma área de comunicação.
“Uma empresa que investe em comunicação,
em informação, está gerando e fazendo
circular o conhecimento; e de nada adianta gerar conhecimento
se este não chega a todas as pontas do seu negócio”,
define o presidente da TerraFórum.
Biologicamente, segundo José Cláudio, o Conhecimento
se gera pela capacidade de síntese e conexão
dos dotes da mente. “Mais importante do que sintetizar
e conectar é o que você consegue articular
depois em relação a esse conhecimento, é
como você consegue usá-lo”, ensina. Para
ele o investimento em conhecimento também pode ocorrer
quando determinados profissionais passam muito tempo juntos
de outros que fazem parte de outro universo. Dentro dessa
linha de raciocínio a troca de informações
entre diferentes culturas sempre gera conhecimento. “Se
você sempre trabalha na mesma região nunca
vai aprender nada de novo, nada que possa revolucionar o
seu negócio; por isso, sempre que puder, mande seus
funcionários viajarem, ver coisas diferentes daquilo
a que estão acostumados; dessa forma irão
agregar conhecimento”, afirma José Cláudio
Terra.
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“Uma empresa que investe em comunicação,
em informação, está gerando
e fazendo circular o conhecimento; e de nada adianta gerar conhecimento
se este não chega a todas as pontas do seu negócio” |
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| – José Cláudio
Terra - |
Para o estudioso em Gestão
do Conhecimento hoje o mercado de trabalho mundial está
dando um grande salto na história do conhecimento,
pois “as pessoas estão se diversificando, arriscando
mais, topando mais desafios, fazendo aquilo que nunca fizeram
antes”. Por outro lado, para que o conhecimento produza
vantagem competitiva sustentável, as empresas precisam
gerenciá-lo de forma pró-ativa, tornando-o independente
de qualquer funcionário. Isto só acontece, de
fato, no momento em que as organizações são
capazes de capturá-lo através de seus sistemas,
processos, produtos, regras e cultura.
A gestão da inovação
e do conhecimento assume, pois, um elevado grau de importância
e relevância para as empresas de todos os setores da
economia. O conhecido estudo de Stalk & Hout (1990), Competing
Against Time (Competindo Contra o Tempo), mostra que a velocidade
de introdução de novos produtos está
diretamente relacionada a posição de mercado,
lucro e custos. Já Hope & Hope (1997), por exemplo,
destacam recente estudo de Reichheld (1996), envolvendo mais
de 100 empresas intensivas em tecnologia, que mostrou uma
forte correlação entre liderança de mercado
e capacidade de inovação.
Para Jose Cláudio em uma sociedade
globalizada há o risco, porém, do profissional,
achar que a Internet lhe entregará de bandeja todo
esse conhecimento. “Não é bem assim; embora
o E-Learning seja um exemplo de Gestão do Conhecimento,
não existe eletrônica que substitua o contato
pessoal, as avaliações pessoais e a síntese
pessoal; tudo aquilo que é aprendido deve ser colocado
imediatamente no papel ou em programa de texto; hoje em dia
não podemos nos dar ao luxo de desperdiçar oportunidades
de conhecimento”, alerta o congressista, que é
também professor de vários programas de pós-graduação
e MBA na USP e autor do livro “Gestão do Conhecimento:
O Grande Desafio Empresarial” (em sua 5ª edição
– ver no site www.terraforum.com.br). Ele desenvolveu
uma tese com base em um amplo estudo sobre Gestão do
Conhecimento com foco na realidade e nas necessidades das
empresas brasileiras.
O conteúdo (http://www.terraforum.com.br/sites/terraforum/paginas/teses/teses_2.aspx)
foi bastante desenvolvido durante a palestra de José
Cláudio Terra no CONARH 2006.
Quem não quiser, no entanto, se aprofundar
pode ler aqui duas simples concepções de Jose
Cláudio Terra, também consultor da Harvard
Business School, sobre Gestão do Conhecimento:
O que é – “Gestão
do Conhecimento é algo que promove uma mudança
cultural gigantesca em uma organização, trazendo
consigo novas ferramentas e métodos de gestão
voltados á valorização ampla e democrática
dos conhecimentos de cada indivíduo dessa organização.
Também facilita o processo de compartilhamento desse
conhecimento a todos os níveis hierárquicos
dessa organização.”
Universidades corporativas como ativadoras
de Conhecimento – “É inevitável
compreender que a dinâmica do aprendizado mais sofisticado
é a real criadora de conhecimento e não a aplicação
de um mero treinamento. Os gestores das empresas têm
que ser mais pró-ativos e se inserirem na modelagem
das práticas de gestão, visando acelerar o aprendizado
no próprio contexto do trabalho. É mais difícil
de realizar isso, porém, este procedimento torna o
RH na empresa muito mais estratégico e essa empresa
muito mais útil à sociedade em transformação”. |
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| Sobre o congressista |
| Dr. José Cláudio Cyrineu
Terra |
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Dr. Terra é presidente
da Terraforum, uma empresa dedicada a desenvolver Soluções
Estratégicas de Gestão do Conhecimento. Terra
atua ainda como professor de vários programas de pós/MBA
e como palestrante e consultor no Canadá, E.U.A., França,
Inglaterra, Portugal, Colômbia, México, Guatemala
e Brasil. Já realizou palestras em várias das
mais prestigiadas universidades internacionais (Harvard Business
School, London Business School, University of Toronto, University
of New Brunswick, École de Management de Lyon, etc)
e nacionais (USP, UFRJ, PUC, ITA, UFMG, UFSC, etc). Além
de ser convidado regularmente como keynote speaker em inúmeros
eventos no Brasil e no exterior.
Já atuou como consultor da UNIDO (United
Nations Industrial Development Organization) e exerceu funções
executivas em grandes empresas de e-business e mídia,
como Organic, Rogers, Globocabo e Editora Abril. Teve papel
fundamental no lançamento pioneiro de Internet banda
larga no Brasil (Virtua) e também do portal Excite@Home
no Canadá. Trabalhou como consultor sênior em
vários projetos de estratégia e reorganização
corporativa pela McKinsey & Company. No início
de sua carreira trabalhou nas multinacionais Unilever e Du
Pont e também na Primavera Systems, no setor de software
de gestão de projetos, nos Estados Unidos.
É doutor em Engenharia de Produção
pela POLI/USP, Mestre em Administração pela
FEA/USP, bacharel em Economia pela FEA/USP e engenheiro de
produção pela POLI/USP. Já publicou dezenas
de artigos em revistas, congressos e capítulos de livros
no Brasil e no exterior. Estes, em geral, tratam dos temas
estratégia empresarial, gestão do conhecimento,
inovação, criatividade, administração
de P&D e política industrial e tecnológica.
Lançou livro pioneiro no Brasil sobre
o tema Gestão do Conhecimento: "Gestão
do Conhecimento: o grande desafio empresarial" (já
em sua 5ª edição e mais de 8 mil cópias
vendidas), lançou, mundialmente, os livros: "Corporate
Portals: leveraging knowledge for business success" e
o "Winning at Collaboration Commerce" (Livros recomendados
pela Harvard Business School). Lançou também
os livros "Gestão do Conhecimento em Pequenas
e Médias Empresas" e "Gestão do Conhecimento
e E-learning na Prática" (além de capítulos
em livros publicados nos E.U.A. e Portugal). Nos últimos
anos tem ajudado inúmeras empresas e instituições
no Brasil e no exterior em seus programas de Gestão
do Conhecimento, Gestão da Inovação,
Portais Corporativos e e-business. |
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