“Saudosismo, Melindrismo e Egocentrismo precisam estar em extinção ou quem acaba é a empresa”
MAIO / 2007  
De Joaquim Lauria

Diretor Geral do Grupo LET e Diretor de Marketing da ABRH-RJ
(Associação Brasileira de Recursos Humanos – seccional Rio de Janeiro)
 
As organizações hoje constantemente vêm procurando otimizar suas performances e eliminar maus hábitos criados ao longo de décadas por uma cultura em transformação igualmente contínua. Entre estes tentadores vícios que podem provocar a queda de uma empresa estão o “Saudosismo”, o “Melindrismo” e “Egocentrismo”. Todos muito bem colocados em um artigo do profissional de RH, Nelson Tormena. Se a sua empresa apresenta algum em destaque, cuidado! Por quê?

Vejamos... Indiscutivelmente o mundo do trabalho girou nos últimos 10 anos em uma velocidade gigantesca. O cenário que tínhamos há uma década já mudou radicalmente. O que se praticava em 1997 já está quase obsoleto, dificilmente pode ser implementado. Então qualquer profissional com o raciocínio “Ah, naquele tempo” ou “Nós sempre fizemos daquele jeito, por quê mudar?” terá uma influência muito negativa em sua equipe porque os tempos de realização das tarefas eram outros. Antes havia tempo para se raciocinar em cima de muita coisa. Hoje as atitudes têm que ser imediatas graças à velocidade de informações que você recebe.

O volume e densidade de informações hoje é tão grande que até para nos atualizarmos temos que ser seletivos. A capacidade de mudança e mobilidade do profissional tem que ser muito maior do que aquela que ele teria há 10 anos atrás se estivesse na mesma função. O “Saudosismo” hoje é um pecado realmente capital nas organizações.

O segundo item, infelizmente, ainda é muito comum, mais precisa ser deixado de lado. A hierarquia pesada que gera o “Melindrismo” ou a falta de capacidade das pessoas de saírem de uma “zona de conforto” do “cuidado como você vai falar com ele” têm que ser definitivamente aposentadas. As organizações não podem hoje ter mais estruturas que não sejam transparentes, como é a do Grupo LET. A comunicação dentro da empresa tem que ser acessível de baixo para cima e de cima para baixa. A capacidade de se expressar é inimiga do medo e da falta de iniciativa. Hoje uma empresa que pretende chegar à liderança em sua área e se manter no topo não pode prescindir de profissionais que se comuniquem muito bem dentro de seus organismos de atuação.

Lembro-me de uma época, há 20 anos, quando já era diretor de empresa na qual a comunicação eram por memorandos. Cada memorando era analisado por uma área, que passava à outra. Ás vezes o tema do memorando demorava cerca de uma semana para ser solucionado. Hoje você passa um e-mail e em segundos pode ter o retorno. O e-mail é um documento.

Para uma empresa dar certo não há como haver “Melindrismo” em qualquer setor. E a extirpação desse “pecado” tem que partir de todos, do Número 1 aos profissionais mais recentes. É fato que somos pessoas bem distintas dentro da empresa, uns mais, outros menos arrogantes; mas todos têm que saber interagir entre si, com respeito, mas sem melindres, sem tantas reservas. “Ah não vou falar com Fulano sobre isso e dessa forma porque ele vai ficar magoado”, alega um funcionário. Ora, deixa ele ficar magoado. Não pode é deixar de se expressar, se ser autêntico. Temos que entender que o mundo mudou. O “Melindrismo” não cabe mais. Nome de cargo não pode e não deve meter medo em ninguém. Profissional de qualidade deve confiar em sua sensibilidade, jogo de cintura e relacionamento com os colegas de sua empresa, sejam estes de cargo superior ou inferior. Organizações com esse tipo de frescura não conseguem mais se sobressair nos dias de hoje.

Finalizando, o terceiro ponto a ser evitado para o sucesso de um ambiente empresarial é o “Egocentrismo”. Ninguém mais trabalha para si, só pensando em si. Em empresa ou prestando serviço à empresa, se você não trabalhar em equipe não vai funcionar. O envolvimento tem que ser coletivo. Premissas como “eu exijo”, “eu faço”, “eu sou”, a minha área” não existem mais. Se uma equipe não se comprometer com aquilo que você quer nada daquilo sai do lugar porque o objetivo daquilo dar certo tem que ser coletivo.

E pior do que lidar com esses três temas isoladamente é se eles atuarem em conjunto em uma empresa ou em um ambiente de trabalho. Não há talento e nem projeto de trabalho que resista a isso. Saudosismo, Melindrismo e Egocentrismo precisam estar em extinção ou quem acaba é a empresa.
 


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