As organizações
hoje constantemente vêm procurando otimizar suas performances
e eliminar maus hábitos criados ao longo de décadas
por uma cultura em transformação igualmente
contínua. Entre estes tentadores vícios que
podem provocar a queda de uma empresa estão o “Saudosismo”,
o “Melindrismo” e “Egocentrismo”.
Todos muito bem colocados em um artigo do profissional de
RH, Nelson Tormena. Se a sua empresa apresenta algum em destaque,
cuidado! Por quê?
Vejamos... Indiscutivelmente o mundo do trabalho girou nos
últimos 10 anos em uma velocidade gigantesca. O cenário
que tínhamos há uma década já
mudou radicalmente. O que se praticava em 1997 já está
quase obsoleto, dificilmente pode ser implementado. Então
qualquer profissional com o raciocínio “Ah,
naquele tempo” ou “Nós
sempre fizemos daquele jeito, por quê mudar?”
terá uma influência muito negativa em sua equipe
porque os tempos de realização das tarefas eram
outros. Antes havia tempo para se raciocinar em cima de muita
coisa. Hoje as atitudes têm que ser imediatas graças
à velocidade de informações que você
recebe.
O volume e densidade de informações hoje é
tão grande que até para nos atualizarmos temos
que ser seletivos. A capacidade de mudança e mobilidade
do profissional tem que ser muito maior do que aquela que
ele teria há 10 anos atrás se estivesse na mesma
função. O “Saudosismo”
hoje é um pecado realmente capital nas organizações.
O segundo item, infelizmente, ainda é muito comum,
mais precisa ser deixado de lado. A hierarquia pesada que
gera o “Melindrismo” ou a falta
de capacidade das pessoas de saírem de uma “zona
de conforto” do “cuidado como você vai falar
com ele” têm que ser definitivamente aposentadas.
As organizações não podem hoje ter mais
estruturas que não sejam transparentes, como é
a do Grupo LET. A comunicação dentro da empresa
tem que ser acessível de baixo para cima e de cima
para baixa. A capacidade de se expressar é inimiga
do medo e da falta de iniciativa. Hoje uma empresa que pretende
chegar à liderança em sua área e se manter
no topo não pode prescindir de profissionais que se
comuniquem muito bem dentro de seus organismos de atuação.
Lembro-me de uma época, há 20 anos, quando já
era diretor de empresa na qual a comunicação
eram por memorandos. Cada memorando era analisado por uma
área, que passava à outra. Ás vezes o
tema do memorando demorava cerca de uma semana para ser solucionado.
Hoje você passa um e-mail e em segundos pode ter o retorno.
O e-mail é um documento.
Para uma empresa dar certo não há como haver
“Melindrismo” em qualquer setor.
E a extirpação desse “pecado” tem
que partir de todos, do Número 1 aos profissionais
mais recentes. É fato que somos pessoas bem distintas
dentro da empresa, uns mais, outros menos arrogantes; mas
todos têm que saber interagir entre si, com respeito,
mas sem melindres, sem tantas reservas. “Ah não
vou falar com Fulano sobre isso e dessa forma porque ele vai
ficar magoado”, alega um funcionário. Ora, deixa
ele ficar magoado. Não pode é deixar de se expressar,
se ser autêntico. Temos que entender que o mundo mudou.
O “Melindrismo” não cabe mais. Nome de
cargo não pode e não deve meter medo em ninguém.
Profissional de qualidade deve confiar em sua sensibilidade,
jogo de cintura e relacionamento com os colegas de sua empresa,
sejam estes de cargo superior ou inferior. Organizações
com esse tipo de frescura não conseguem mais se sobressair
nos dias de hoje.
Finalizando, o terceiro ponto a ser evitado para o sucesso
de um ambiente empresarial é o “Egocentrismo”.
Ninguém mais trabalha para si, só pensando em
si. Em empresa ou prestando serviço à empresa,
se você não trabalhar em equipe não vai
funcionar. O envolvimento tem que ser coletivo. Premissas
como “eu exijo”, “eu faço”,
“eu sou”, a minha área” não
existem mais. Se uma equipe não se comprometer com
aquilo que você quer nada daquilo sai do lugar porque
o objetivo daquilo dar certo tem que ser coletivo.
E pior do que lidar com esses três temas isoladamente
é se eles atuarem em conjunto em uma empresa ou em
um ambiente de trabalho. Não há talento e nem
projeto de trabalho que resista a isso. Saudosismo,
Melindrismo e Egocentrismo precisam
estar em extinção ou quem acaba é a empresa.
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