“Como ser o alvo de um head hunter para um cargo importante”
MARÇO / 2007  
De Joaquim Lauria

Diretor Geral do Grupo LET e Diretor de Marketing da ABRH-RJ
(Associação Brasileira de Recursos Humanos – seccional Rio de Janeiro)
 
Muitos grandes profissionais hoje estão empregados, ganhando razoavelmente bem, mas, saudavelmente o ideal é que busquem sempre melhorar. Os head hunters procuram esses talentos para levá-los aos seus clientes (empresas). Mas como ser o alvo desses head hunters? Será que eu tenho o perfil de um profissional que um head hunter procura? O que posso fazer para entrar na rota de um head hunter? São perguntas que alguns profissionais vêm se fazendo no mercado atual.

Para entendermos essa questão, primeiro é fundamental definirmos o que é um “head hunter”, quais são as habilidades específicas deste tipo de profissional em Recursos Humanos e como se “constrói” um “head hunter”. Traduzindo ao pé da letra o head hunter é um “caçador de cabeças”. Geralmente um head hunter é um profissional de RH com uma vasta a variada bagagem acumulada ao longo de muitos anos. E acumulada em quê? Em processos de entrevistas e em procedimentos para conhecer pessoas. Também tem que ser uma pessoa de fino trato, porque o trabalho de se localizar um alto executivo requer muitas vezes um almoço, um jantar ou uma festa. Apresentação pessoal conta demais. Um “head hunter” de alto nível freqüenta bons locais, restaurantes, clubes, eventos. É um profissional extremamente discreto, pois às vezes ele está fisicamente dentro de uma organização e quer levar profissionais para outra. A ética também é imprescindível, pois jamais ele pode tirar um profissional de um cliente dele para levar este a outro cliente. Para ser um “head hunter” há que se agregar muitos valores para assim ser reconhecido pelo mercado. É o mercado que faz de você, profissional de RH, um “head hunter” ou não.

Há muito poucos “head hunters” no mercado. Se juntarmos todos os “head hunter” do Rio de Janeiro e de São Paulo não chegamos a 30 profissionais. Os “head hunter” pessoa física de talento aqui do Brasil conseguem alcançar uma performance maior do que os head hunter vinculados à uma empresa multinacional porque eles conhecem muito mais a fundo a cara desses profissionais diferenciados, conhecem mais de mercado. O ideal é que um bom head hunter já tenha sentado do outro lado da mesa, ou seja, que já tenha sido um alto executivo, dessa forma ele conhecerá o posicionamento ideal para uma entrevista. Aqui no Rio de Janeiro há de 10 a 12 grandes head hunter que se sentam à mesa com os Presidentes de grandes empresas para conversar abertamente. Não há esse número tão grande de grandes head hunter que os anúncios de jornal mostram. Caro profissional, aliás, cuidado com a propaganda enganosa de alguns anúncios de jornal, de gente que cobra pagamento de candidatos. Falta de ética existe em qualquer profissão. Head hunter de verdade nunca cobra de candidato, mas sim de uma empresa que encomende o serviço.

E como ser alvo dos autênticos “head hunter”? Se você tenha aguçada autocrítica e se considera um grande profissional é bom não se desesperar. Até porque a cada dia a dificuldade em se caçar bons executivos é muito maior. Já tivemos há 10 ou 15 anos uma elite de mão-de-obra formada muito maior para as organizações. Hoje é difícil localizar gente qualificada. Então se percebe nas empresas que a troca de altos executivos é muito menor.

O que melhorou muito nesse mercado e também para o trabalho dos “head hunter” foi a ascensão da mulher no mercado de trabalho aos níveis executivos. Os exemplos altamente positivos que temos visto de mulheres que assumem o poder são muitos. Alguns maridos de mulheres exponenciais no mercado hoje em dia não se importam em serem coadjuvantes. Isso é uma transformação cultural muito importante e que beneficia o “head hunter”. Para as mulheres é importante que saibam que não existe mais o preconceito de “head hunter” quando buscam alguém com alta qualificação. Mais do que ser homem ou mulher, hoje importa muito mais a postura que o profissional tem para gerenciamento de situações de risco.

E que tipo de formação tem que ter esse profissional que o “head hunter” busca ou que tipo de posição ele deve estar ocupando no mercado; pode ser um prestador de serviço? Depende muito. Há hoje diversas gamas de executivo. O primeiro alvo de caça é o profissional formado em uma ótima universidade, com um MBA de peso, Doutorado no exterior e outros cursos complementares. Mas também pode alvos executivos de 26, 27 anos, mesmo sem tanta experiência e tanto currículo. Essa falta de talentos gera isso. Um grande potencial pode ser identificado e depois treinado para se tornar um grande executivo. É fundamental o “head hunter” saber identificar profissionais com potencial de liderança.

Vou bater nessa tecla, mas é fundamental o profissional caprichar em sua apresentação pessoal. Qualquer organização (empresa) valoriza esse item. O head hunter hoje tem que entrar muito na vida pessoal do executivo com o qual ele está conversando. Tem que saber como é a família dele, como são os hábitos, se ele faz ginástica, se é uma pessoa equilibrada, se faz check up médico. O nível de estresse influencia demais no rendimento de um alto executivo. O nível de expectativa desse profissional também conta demais.

Pode parecer mero detalhe, mas educação à mesa é fundamental e se reflete em tudo. Um head hunter amigo meu me dizia muito que logo na primeira vez que saía para almoçar com um executivo pedia ao garçon um paliteiro e o coloca à frente desse executivo. Se o sujeito colocasse a mão no palito já estava eliminado por ele, porque não há falta de educação maior do que palitar os dentes na hora do almoço. Guardei isso muito. A educação se observa nos detalhes. E se o executivo erra em um detalhe compromete a imagem da empresa. Não é frescura, mas um executivo se puder e tiver tempo deve fazer um curso de etiqueta. Pequenas falhas podem colocar um negócio a perder.

O mundo está mudando a uma velocidade tão grande que hoje o profissional de 50, 60 anos está se atualizando e se flexibilizando de forma fantástica. Isso não acontecia há uns 20, 30 anos atrás, quando os executivos eram mais gessados.

Altos executivos hoje são oriundos de diversas áreas. Li outro dia no jornal Valor Econômico que um alto executivo que assumiu uma subsidiária da Vale do Rio Doce, trazido por um head hunter veio de uma empresa de Comunicação. Não tinha nenhuma ligação com Administração de Empresas ou com o negócio de minério, de ferro, etc. Era um profissional que tinha as competências para arrumar a organização. Tem-se percebido muitos nos últimos tempos gerentes de banco entrando na área de Recursos Humanos de empresas. Quando esses gerentes são mais interessados em sua formação acabam fazendo MBA em Gestão de Pessoas. Acabou-se aquele negócio que RH tem que vir de Psicologia ou de Administração.

Outro ponto fundamental para ser caçado por um head hunter é você desenvolver a sua network, ou seja, nada mais como criar e cultivar bons relacionamentos. Porque um head hunter circula muito e pergunta muito mais ainda sobre você, caso seja um dos seus possíveis alvos para um grande cargo em uma empresa. Uma primeira entrevista de um head hunter com um candidato a grande executivo não pode demorar em média menos do que uma hora ou uma hora e meia.

Um grande executivo já posicionado no mercado não precisa ficar enviando seu currículo para consultorias. Uma boa visibilidade de mídia e em eventos já serão o suficiente para ele. Aparecer em alguma entrevista, freqüentando bons congressos, almoços, ser escutado por um site, por algum veículo de mídia. Ficar escondidinho não vale à pena.
 


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