“O valor do trabalho temporário no Carnaval”
FEVEREIRO / 2007  
De Joaquim Lauria

Diretor Geral do Grupo LET e Diretor de Marketing da ABRH-RJ
(Associação Brasileira de Recursos Humanos – seccional Rio de Janeiro)
 
Fevereiro é um mês que nos remete quase obrigatoriamente ao “Maior Espetáculo da Terra”: o Carnaval. A beleza das escolas de samba, dos blocos, a preparação das cidades. Nada disso se faz sem...pessoas! Para que muita gente se divirta outras tantas trabalham arduamente. É o que garante o brilho do Carnaval. E é sobre o trabalho temporário delas que vou falar neste mês aos nossos internautas.

Em fevereiro temos o desfile das escolas que trabalham o ano inteiro em função daqueles 70 minutos no Sambódromo. Indiscutivelmente entre dezembro do ano anterior e fevereiro esse trabalho, seja ele formal ou informal, não deixa de ser temporário.

Temos aqui uma história a contar sobre este tema. Há dois anos realizamos para um grande cliente nosso uma oficina de alfaiates, que é uma profissão quase em extinção, não existe mais. Conseguimos formar, ou capacitar, seis alfaiates, o que é algo dificílimo, porque o ofício de alfaiate tem alguns requisitos básicos: há que se ter mais de 50 anos, muita experiência, saber os tipos de corte e outros tantos conceitos. Fizemos um esforço muito grande, achamos as pessoas certas, treinamos e eles vinham trabalhando com muito afinco durante todo o ano. Mas quando chegou o mês de dezembro todos eles me procuraram e disseram: “Chefe temos que dar uma parada aqui porque em janeiro e fevereiro temos que ajudar as nossas escolas de samba do coração”.

Tomamos um choque, pois perdemos seis excelentes profissionais. Contávamos muito com o trabalho deles. Mas nesse momento entrou em campo um fator que não podemos evitar ou nos comparar e ele. Não está aí em jogo a questão financeira, profissional ou qualquer outra. Atenho-me a esta simples palavra: “coração”. O cidadão mora na “Comunidade”, está acostumado ao dia-a-dia dela, ao trabalho dessa “Comunidade”; então ele além de ganhar dinheiro – porque o alfaiate que corta fantasia ganha muito bem no Carnaval – porque faz algo que é muito difícil de se fazer, ele tem o apelo de estar trabalhando para a sua “Comunidade”, com o prazer, com o coração. Mais uma vez, embora ele receba muito bem por isso, para ele esse prazer não há preço que pague!

Outras funções nessa época de Carnaval como Cenógrafo, Arquiteto, Engenheiro, Produtor de Arte, Cabeleireiro, entre outros. Muitos deles têm curso superior. Afinal, o Carnaval hoje é um grande comércio que demanda uma parafernália estrutural gigantesca. E exige gente qualificada para trabalhar com isso. Por isso mesmo, esses profissionais recebem realmente um volume extremamente pesado de trabalho. Trabalham por amor e ganham muito. Perdemos muitos profissionais dessas áreas, mas a vida é isso mesmo. Eles estão certos.

Por outro lado tempos aqui no Grupo LET uma estrutura suficiente para atender as várias demandas de trabalho temporário de Carnaval referentes aos nossos clientes.

Para um grande profissional de qualquer área que deseja vender a qualidade de seu trabalho durante o período do Carnaval eu recomendo inicialmente ter paixão pelo que se está fazendo. O apelo do Carnaval é completamente diferente de qualquer empresa que contrata uma mão de obra temporária. O Carnaval pede muito o fator “pele”, ou seja, a identificação de cada um com a sua “Comunidade”. Muitos profissionais até trabalham com o custo mais reduzido, porém associado ao sentimento de que ele “está ajudando a Comunidade”. Também existe o fato de que trabalhando pertinho de casa (ou mesmo em casa) o custo agregado dele é bem mais baixo. Meu primeiro conselho para o profissional é o de procurar trabalhar para uma “Comunidade” com a qual ele se identifique ou, se ele não for de nenhuma comunidade do samba, procurar um tipo de trabalho com o qual realmente se identifique. Não gosto daqueles jogadores de futebol que mudam de time a todo o momento e em todos dizem, beijando o novo escudo, que “são aquele time desde criancinha”. No Carnaval este tipo de comportamento não convence.

Hoje há uma casa de espetáculos da Prefeitura do Rio que foi inaugurada na Praça Mauá, Centro, na qual há grande volume de pessoas trabalhando. E não param de surgir novos trabalhos vinculados ao tema Carnaval. E não há trabalhos no Carnaval apenas ligados ao samba. Com a chegada de turistas em massa crescem as demandas na área hoteleira, na área de alimentos (restaurantes, bares etc).

Mais do que qualquer nuance, uma coisa importante para as pessoas terem em mente sobre o trabalho temporário é a visibilidade positiva e a geração de confiança que ele causa. Um temporário muitas vezes, face a mudanças nas demandas de mercado, pode ser efetivado por uma empresa. Há uma estatística nacional dizendo que 40 a 45% dos temporários contratados têm sido efetivados. Por quê? Esta é uma época em que a empresa pode reciclar seus funcionários, conhece esse profissional em um período de três a seis meses, compara aos demais, isso motiva por vezes a equipe interna a produzir mais. Em nossos contratos aqui no Grupo LET temos inúmeros exemplos de temporários que são efetivados.

Bom mês de fevereiro, ótimo trabalho e Carnaval a todos!
 


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