Fevereiro é um mês
que nos remete quase obrigatoriamente ao “Maior Espetáculo
da Terra”: o Carnaval. A beleza das escolas de samba,
dos blocos, a preparação das cidades. Nada disso
se faz sem...pessoas! Para que muita gente se divirta outras
tantas trabalham arduamente. É o que garante o brilho
do Carnaval. E é sobre o trabalho temporário
delas que vou falar neste mês aos nossos internautas.
Em fevereiro temos o desfile das escolas que trabalham o ano
inteiro em função daqueles 70 minutos no Sambódromo.
Indiscutivelmente entre dezembro do ano anterior e fevereiro
esse trabalho, seja ele formal ou informal, não deixa
de ser temporário.
Temos aqui uma história a contar sobre este tema. Há
dois anos realizamos para um grande cliente nosso uma oficina
de alfaiates, que é uma profissão quase em extinção,
não existe mais. Conseguimos formar, ou capacitar,
seis alfaiates, o que é algo dificílimo, porque
o ofício de alfaiate tem alguns requisitos básicos:
há que se ter mais de 50 anos, muita experiência,
saber os tipos de corte e outros tantos conceitos. Fizemos
um esforço muito grande, achamos as pessoas certas,
treinamos e eles vinham trabalhando com muito afinco durante
todo o ano. Mas quando chegou o mês de dezembro todos
eles me procuraram e disseram: “Chefe temos que dar
uma parada aqui porque em janeiro e fevereiro temos que ajudar
as nossas escolas de samba do coração”.
Tomamos um choque, pois perdemos seis excelentes profissionais.
Contávamos muito com o trabalho deles. Mas nesse momento
entrou em campo um fator que não podemos evitar ou
nos comparar e ele. Não está aí em jogo
a questão financeira, profissional ou qualquer outra.
Atenho-me a esta simples palavra: “coração”.
O cidadão mora na “Comunidade”, está
acostumado ao dia-a-dia dela, ao trabalho dessa “Comunidade”;
então ele além de ganhar dinheiro – porque
o alfaiate que corta fantasia ganha muito bem no Carnaval
– porque faz algo que é muito difícil
de se fazer, ele tem o apelo de estar trabalhando para a sua
“Comunidade”, com o prazer, com o coração.
Mais uma vez, embora ele receba muito bem por isso, para ele
esse prazer não há preço que pague!
Outras funções nessa época de Carnaval
como Cenógrafo, Arquiteto, Engenheiro, Produtor de
Arte, Cabeleireiro, entre outros. Muitos deles têm curso
superior. Afinal, o Carnaval hoje é um grande comércio
que demanda uma parafernália estrutural gigantesca.
E exige gente qualificada para trabalhar com isso. Por isso
mesmo, esses profissionais recebem realmente um volume extremamente
pesado de trabalho. Trabalham por amor e ganham muito. Perdemos
muitos profissionais dessas áreas, mas a vida é
isso mesmo. Eles estão certos.
Por outro lado tempos aqui no Grupo LET uma estrutura suficiente
para atender as várias demandas de trabalho temporário
de Carnaval referentes aos nossos clientes.
Para um grande profissional de qualquer área que deseja
vender a qualidade de seu trabalho durante o período
do Carnaval eu recomendo inicialmente ter paixão pelo
que se está fazendo. O apelo do Carnaval é completamente
diferente de qualquer empresa que contrata uma mão
de obra temporária. O Carnaval pede muito o fator “pele”,
ou seja, a identificação de cada um com a sua
“Comunidade”. Muitos profissionais até
trabalham com o custo mais reduzido, porém associado
ao sentimento de que ele “está ajudando a Comunidade”.
Também existe o fato de que trabalhando pertinho de
casa (ou mesmo em casa) o custo agregado dele é bem
mais baixo. Meu primeiro conselho para o profissional é
o de procurar trabalhar para uma “Comunidade”
com a qual ele se identifique ou, se ele não for de
nenhuma comunidade do samba, procurar um tipo de trabalho
com o qual realmente se identifique. Não gosto daqueles
jogadores de futebol que mudam de time a todo o momento e
em todos dizem, beijando o novo escudo, que “são
aquele time desde criancinha”. No Carnaval este tipo
de comportamento não convence.
Hoje há uma casa de espetáculos da Prefeitura
do Rio que foi inaugurada na Praça Mauá, Centro,
na qual há grande volume de pessoas trabalhando. E
não param de surgir novos trabalhos vinculados ao tema
Carnaval. E não há trabalhos no Carnaval apenas
ligados ao samba. Com a chegada de turistas em massa crescem
as demandas na área hoteleira, na área de alimentos
(restaurantes, bares etc).
Mais do que qualquer nuance, uma coisa importante para as
pessoas terem em mente sobre o trabalho temporário
é a visibilidade positiva e a geração
de confiança que ele causa. Um temporário muitas
vezes, face a mudanças nas demandas de mercado, pode
ser efetivado por uma empresa. Há uma estatística
nacional dizendo que 40 a 45% dos temporários contratados
têm sido efetivados. Por quê? Esta é uma
época em que a empresa pode reciclar seus funcionários,
conhece esse profissional em um período de três
a seis meses, compara aos demais, isso motiva por vezes a
equipe interna a produzir mais. Em nossos contratos aqui no
Grupo LET temos inúmeros exemplos de temporários
que são efetivados.
Bom mês de fevereiro, ótimo trabalho e Carnaval
a todos! |