Converso neste artigo com os nossos internautas na condição
de Presidente do SINDEPRESTEM - RJ – Sindicato das Empresas
de Seleção de Pessoal, Benefícios, Treinamento,
Consultoria, Terceirização e Gestão em
Recursos Humanos, Eventos Empresariais e de Trabalho Temporário
no Estado do Rio de Janeiro. Assumi esta função
com muita honra no dia 1º de janeiro de 2006, tendo como
meu vice-presidente Adalberto Santos Filho.
Para entendermos a importância da existência desse
sindicato cabe aqui fazer um parêntesis: nós
já tínhamos e temos ainda no Rio de Janeiro
uma associação que é a ASSERTTEM (Associação
Brasileira das Empresas com Serviços Terceirizáveis
e de Trabalho Temporário), mas esta não tem
força legal a nada. Hoje só têm força
legal os sindicatos constituídos. Por outro lado, nos
deparamos com uma situação de que não
tínhamos um sindicato que era específico para
a nossa categoria que trabalha com temporários e com
terceirização. E esta sindicalização
se fazia vital até porque, querendo ou não,
os temporários são regidos pela Lei nº
6.019/74, portanto estas têm características
bem diferentes de qualquer outra empresa que faz contratação;
e o mesmo ocorre com os terceirizados.
Então temos algumas dificuldades no momento de se realizar
homologações. Na hora dos chamados acordos coletivos
de trabalho estávamos dentro de uma mesma cesta com
várias categorias diferentes em sua gestão e
isso causava muitos transtornos. O SINDEPRESTEM já
atua com força na área de São Paulo,
sendo divulgado em nível nacional e o do Rio de Janeiro
vem brigando há dois anos – desde a sua criação
em 2004 - para se fortalecer e ter a sua Carta Sindical, conforme
tramite legal do Ministério do Trabalho.
Nesse meu mandato de três anos a primeira grande meta
é a de aumentarmos a nossa base sindical, quer dizer,
trazemos mais empresas para se filiarem ao SINDEPRESTEM e
com isso aumentarmos o peso de nosso sindicato. Hoje nós
só temos 14 empresas dentro de um universo de 99 empresas
com expertise em serviços temporários e terceirização.
Nós queremos chegar a uma meta em curto prazo –
cerca de 12 meses – a algo entre 50 e 60 empresas. Hoje
há seis SINDEPRESTEM legalizados em todo o país
e mais três, incluindo o nosso, em fase de legalização.
Os legalizados são os de São Paulo, Belo Horizonte,
Vitória, Porto Alegre, Salvador e Curitiba. Os três
que estão tentando a legalização definitiva
são o nosso, um outro de Minas Gerais e um do interior
do Estado de São Paulo.
Agora no dia 25 de julho em local ainda a ser definido
(veja aqui neste site) realizando uma grande assembléia,
convocando muitas empresas para explicar o nosso projeto em
que falaremos sobre a regularização perante
a Justiça. Mesmo porque, os outros sindicatos, ainda
não legalizados pela Justiça não querem
perder o seu filão, o Fundo Sindical que recebem todo
final de ano. O objetivo desta assembléia é
o de trazer estas organizações ainda não-sindicalizadas
para o nosso convívio.
O SINDEPRESTEM em dois anos não conseguiu uma formatação
ideal. Quando eu assumi no início deste ano primeiro
tomei a iniciativa de registrar este sindicado no Cartório
Civil de Pessoas Jurídicas porque ele também
é uma forma de legalização, já
temos o nosso CNPJ, independente de continuarmos a lutar por
nossa Carta Sindical.
Fizemos em meados de maio deste ano o nosso primeiro acordo
coletivo com o Sindicato dos Empregados. Esse acordo já
está com validade e é um importante instrumento
para ganharmos respaldo junto aos meios legais. Mais importante
do que isso – e também é uma meta –
é que congreguemos todas as empresas do segmento para
que façamos do trabalho temporário alguma coisa
realmente muito certa, muito ética, dentro do perfil
que todas estas empresas precisam ter. Porque o que vemos
hoje são algumas empresas meio “desgarradas”.
Mas o quê realmente está “desgarrado”?
Contra quê ainda o SINDEPRESTEM – RJ tem que lutar?
Estas são perguntas de simples resposta. Por exemplo,
quando uma empresa como o Grupo LET entra em uma licitação,
vai concorrer com outra empresa que tem outro sindicato, que
tem outro piso salarial, não disponibiliza vantagens
que nós damos como a de assistência médica
e com isso esta outra empresa acaba levando vantagens por
uma série de outros motivos. O que nós queremos
é que em uma licitação todas as empresas
participantes estejam sob uma mesma lei. Nesse caso a empresa
vencedora da licitação vai ganhar pela sua competência,
pelo seu trabalho e não pelo piso salarial mais vantajoso.
Atualmente SINDEPRESTEM e ASSERTTEM, juntos, estão
conseguindo realizar um trabalho de mobilização
das empresas e conscientização delas de que
existe sim uma concorrência entre as empresas, mas que
esta não precisa ser predatória. Estamos mostrando
às empresas que elas podem ser parceiras entre si em
determinados projetos e que podem também disputar clientes
sem ferir éticas básicas de mercado. Os sindicatos
e associações nos ajudam a perceber (todos nós
empresários) que não adianta ficarmos nos fuzilando
pelas costas. Abrem o nosso horizonte no sentido de entender
a importância de nos ajudarmos e jogarmos abertamente.
Todos ganham com isso, sem nenhuma sombra de dúvida.
Um SINDEPRESTEM forte é também muito importante
para o mercado de trabalho em uma visão ampla. Afinal,
o resultado disso é que todas aquelas empresas de “fundo-de-quintal”
acabem. Um aspecto fundamental do sindicato é que esta
instituição só aceita a filiação
de empresas de fato regularizadas, idôneas, que estejam
registradas no Ministério do Trabalho, que tenham seus
balanços publicados e atualizados. Quer dizer, vamos
fazer uma peneira, pois sabemos que também em nosso
segmento existem empresas de “fundo-de-quintal”
que começam a praticar taxas irreais e que não
recolhem seus impostos, não pagam o que devem. Então,
com a atuação séria do SINDEPRESTEM os
contratantes que terceirizam seus serviços vão
ganhar e MUITO!
No momento em que o SINDEPRESTEM tiver uma espécie
de selo de qualidade, que credencie as nossas empresas, vai
facilitar demais o dia-a-dia do contratante.
Já o contratado (ou seja, o público que procura
ocupar vagas de trabalho nas empresas) tem tanto a ganhar
quanto o contratante, pois se estará sendo assistido
por uma empresa idônea e ele (o contratado) não
terá nenhum problema com a assinatura de seu contrato
ou de sua carteira de trabalho (tanto na entrada como na saída).
Vai haver mais transparência para todo mundo.
E, fazendo um exercício de futurologia, como eu desejo
ver o SINDEPRESTEM daqui a três anos? Com sua Carta
Sindical já homologada, com uma base territorial muito
maior no Rio de Janeiro e com as empresas filiadas participando
ativamente, não apenas tendo o seu nome lá para
constar. Quero ver o SINDEPRESTEM realizando seminários
para as empresas contratantes, explicando como se contrata
funcionários temporários, quais são todas
as implicações. E hoje a contratação
de temporários é uma tendência, pois as
empresas têm problema de custos e também querem
verificar as qualificações dos profissionais.
Com tudo isso o setor (ou área) de RH está cada
vez mais enxuto.
Ainda assim considero que todo esse mecanismo didático
em nível sindical só pode ser implantado quando
este sindicato tem uma base maior, com maior número
de empresas filiadas.
Com todas essas mudanças abruptas que o nosso país
tem na área trabalhista o nosso sindicato tem que estar
sempre alerta para disseminar essas informações.
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